Autor: jestevaocruz

  • SIC veio ver o Vale do Guadiana

    Percorreu as águas com o biólogo Paulo Célio que apresentou o canto dos pássaros, foi ver a vinha, esteve a almoçar na Casa Amarela e até espreitou um lince.

    A reserva mantém-se natural, como há milhares de anos, escapando a intervenção alusiva da atividade humana.

    Foi descobrir o rio e o casario de Mértola através da vidraça da Casa Amarela, considerada «uma boa sugestão para quem gosta de pratos tradicionais com um toque de inovação». Ali, o célebre gaspacho, apresenta-se com novidade de ser de melancia.

    Típico aqui do Alentejo, levou um toque pessoal com a melancia, no pão alentejano o recheado, que anda que é o melhor pão de
    Portugal, dizem eles.

    Há a visita a um empreendimento turístico, às vinhas e o refresco dos Gelados Nicolau.

    Veja aqui o vídeo

  • Pedro Serra e a água do Guadiana

    Do estado de entusiasmo ou infelicidade que uns e outros de manifestam, é a infelicidade, o que para Pedro Serra «evidencia o desconhecimento generalizado da situação que se vivia e dos termos do acordo alcançado!»

    Numa questão anterior a 1998, quando foi assinada a Convenção de Albufeira, mas que se arrasta desde 1985, quando, depois de concluída a construção da barragem do Chança, observa o que toda a gente sabia:

    «Os nossos amigos espanhóis não desativaram a estação elevatória de Bocachança que haviam sido autorizados em 1973 (!), pela Comissão dos Rios Internacionais, a instalar a jusante desta barragem, já na margem esquerda do Guadiana.

    Esta autorização antecipava «o transvase de águas desta bacia para a região de Huelva e para a rega na Andaluzia, bacias dos rios Piedras, Odiel e Tinto, três bacias puramente espanholas que ficam entaladas entre os rios Guadiana e Guadalquibir», transvase esse que o convénio de 1968 autorizava.

    Pedro Seera debruça-se depois sobre as questões técnicas do acordo e respetivas derivações para a preparação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) para viabilizar os apoios financeiros da UE ao projeto, como veio a acontecer.

    Lembra ter a Comissão Europeia interpelado o Governo Espanhol sobre se este se sentia confortável com a situação, tendo este respondeu afirmativamente e mesmo declarado que asseguraria os caudais vindos de montante necessários ao sucesso do empreendimento, «como está a suceder», anota o articulista.

    Agora a Espanha está autorizada a levar para o seu território um máximo de 60 hm3/ano de águas deste rio, entre Dezembro e Abril, época húmida, em anos de precipitação média, 30 hm3 em anos secos, e Portugal pode levar idênticos volumes (agora reduzidos a metade) para o Algarve.

    «Com isto a captação da Águas do Algarve no Pomarão fica viabilizada e a captação de Bocachança vê a sua situação regularizada do ponto de vista do direito», diz Pedro Serra.

    E anota que não são colocados em causa os caudais ecológicos definidos por Portugal em 2005, que passam a ter consagração convencional. «Esta solução coloca alguma pressão adicional sobre a exploração de Alqueva, mas tal seria sempre inevitável se queríamos fechar um acordo sobre o regime de caudais deste rio para aquela secção».

    Também se pronuncia positivamente sobre as vantagens para as duas Partes são evidentes, tais como o encerramento de uma disputa que se arrastava há demasiado tempo, regularização da situação da captação de Bocachança e o dar consistência ao projeto das Águas do Algarve.

    Releva o facto de adicionalmente ter ficado acordado que os agricultores (espanhóis) da margem esquerda do Guadiana que captam água da albufeira de Alqueva passam a pagar por essa água a tarifa que os da margem direita já pagam, o que suscitou alguma indignação da parte das associações que os representam, como se poderia esperar.

    Depois aborda os problemas relacionados com o rio Tejo e a EDP e outros de natureza técnica relacionados com o acordo.

    A dependência de Espanha

    Serra diz que «A questão que muitos esquecem é que não podemos ficar completamente dependentes da gestão que é feita em Espanha das águas destas bacias tão importantes (as suas afluências representam cerca de 50% do total das águas que correm em todos os rios da Península Ibérica), temos de fazer a nossa parte!»

    «A convenção de Albufeira é vista como mais vinculante do que os contratos de concessão celebrados com empresas privadas, é a conclusão a que temos de chegar!», remata Pedro Serra no seu artigo.

    Veja aqui a opinião completa de Pedro Serra

  • Concelhos regionais deve ser ouvidos sobre a água

    O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., José Apolinário, defendeu que a opinião dos Conselhos Regionais das CCDRs seja ouvida na definição dos investimentos na água.

    Esta defesa é estensíva à participação das CCDRs no Conselho Nacional da Água.

    Aquele organismo gestor para a Região do Algarve considera, neste sentido, a sua missão no planeamento regional e no ordenamento do território e a importância estratégica dos recursos hídricos para o desenvolvimento regional.

    O presidente da CCDR – Algarve falava na sessão de encerramento do encontro «Água ao serviço do Futuro», que decorreu em Odemira a 5 de novembro, onde sublinhou a importância da governança da água colocando quatro questões à reflexão dos participantes sobre o tema.

  • Albufeira Capital Europeia do Desporto 2026

    A decisão aconteceu após a visita da Comissão da ACES Europa, liderada por Gian Francesco Lupattelli, que avaliou as infraestruturas desportivas, o trabalho do município, dos clubes e associações locais, e as perspetivas para o desporto em Albufeira.

    A ACES Europa reconheceu a qualidade das infraestruturas de Albufeira, do seu know-how, capacidade de organizar grandes eventos desportivos e o dinamismo associativo.

    A candidatura de Albufeira, sob o lema «Desporto é para Todos», destacou-se também pela construção do Centro de Alto Rendimento Desportivo e do Pavilhão Desportivo em Ferreiras, em parceria com as Juntas de Freguesia e associações do concelho.

    Albufeira segue o legado de Viseu (2024), Viana do Castelo (2023), Leiria (2022), Odivelas (2020) e Portimão (2019), trazendo o evento de volta ao sul de Portugal.

    A CCDR do Algarve, que celebra a escolha, entende que ela «reforça o papel de Albufeira como destino de destaque para eventos desportivos nacionais e internacionais, em áreas como atletismo, basquetebol, futebol, golfe, natação, automobilismo e motociclismo, além de impulsionar os clubes locais e a prática desportiva anual».

    Para concluir, o Desporto tem um papel vital no Turismo, embora não tenha sido o foco principal da candidatura, que se centrou mais nas pessoas.














  • Em Castro Marim caçadores participam na prevenção

    Trata-se de um protocolo prevê a instalação e manutenção de pastagens anuais semeadas de sequeiro em rede de Faixas de Gestão de Combustível integradas nas zonas de caça associativas e municipais do concelho de Castro Marim.

    É uma medida estrutural de Defesa da Floresta Contra Incêndios e a conservação dos solos, que vai contribuir para o controlo da vegetação espontânea.

    Pretende-se ainda que este protocolo permita melhorar a eficácia na mitigação das alterações climáticas e a instalação de uma rede de defesa contra incêndios rurais.

    Será parcelada a rede de faixas de gestão de combustível, implantado as parcelas estrategicamente de acordo com a coordenação dos serviços técnicos florestais do município.

    Este protocolo abrange dezenas coletividades cinegéticas e gestoras de zonas de caça associativa ou municipal do concelho de Castro Marim irá continuar no próximo ano com um novo investimento de cerca de 60 mil euros, intervencionando uma área de 51 hectares.

  • Chef Filipe Martins na Copa do Mundo do Pannetone

    Filipe Martins vai representar Portugal na Copa do Mundo do Panettone em Milão, informou João Conceição.

    Filipe Martins, é chef pasteleiro e fundador da Kubidoce e vai representar Portugal na IV edição da Copa do Mundo do Panettone, que decorre de 8 a 10 de novembro de 2024, em Milão.

    Esta participação surge após a distinção do seu Panettone Tradicional como o melhor de Portugal na competição nacional de 2023/24.

    Trata-se de uma competição internacional que reúne mestres pasteleiros de todo o mundo, avaliando a qualidade e a técnica na produção deste doce tradicional italiano.

    Os participantes foram selecionados através de rigorosas provas nacionais realizadas em diversos países, incluindo Portugal, onde Filipe Martins se destacou pela sua abordagem artesanal e respeito pelas técnicas clássicas de confeção do Panettone.

    Partilha Facebook de João Conceição


  • Paulo Paulino declara-se candidato à presidência em Alcoutim

    Em entrevista a Paulo Moreno do Região Sul, o atual presidente da câmara municipal de Alcoutim, pronunciou-se o seu futuro político, afirmando que, no momento se afirma a sua disponibilidade para ser o candidato pelo Partido Socialista para dar continuidade ao cargo que ocupa no momento.

    Esta é a sua intenção que terá de ser sufragada ainda pela comissão política concelhia, onde, em breve será apresentada a sua proposta.

    Destaque ainda para as declarações prestadas sobre a construção da nova ponte sobre o rio Guadiana, em Alcoutim, com garantia de acordo assinado pelos governos Ibéricos no decorrer da XXXV Cimeira Luso-Espanhola, realizada em Faro, no passado dia 23 de outubro

  • Argelia melhora relações com Espanha

    A Argélia recentemente começou a reverter as sanções comerciais impostas à Espanha, permitindo a retomada de algumas exportações e desbloqueando operações bancárias entre os dois países.

    Esse relaxamento nas restrições marca um desdobramento positivo nas relações bilaterais, tensas desde 2022 devido ao apoio da Espanha ao plano marroquino de autonomia para o Saara Ocidental, o que gerou discordâncias diplomáticas com Argel.

    Com as sanções levantadas, as empresas espanholas podem vislumbrar uma recuperação gradual nas exportações para o mercado argelino, especialmente em setores como avicultura e outros produtos agrícolas.

    Esta normalização abre caminho para a expansão de negócios nos setores de energia, infraestrutura e transportes, que já possuíam laços antes das restrições, além de possibilitar colaborações em áreas como fornecimento de gás, essencial para a Espanha e a União Europeia.

    A expectativa é de que o comércio entre os países volte a crescer, embora ainda haja cautela em relação a alguns produtos acabados.

    Argel pretende priorizar importações que fortaleçam sua própria indústria, o que sugere que exportadores espanhóis talvez precisem adaptar suas ofertas para atender à nova política econômica argelina.

    FOZ com Newsroom

  • A vitória de Trump

    Donald Trump foi declarado vencedor das eleições presidenciais dos EUA em 2024, derrotando a candidata democrata à vice-presidente Kamala Harris. Esta vitória, que marca o seu regresso ao cargo depois de perder em 2020, suscitou reações e preocupações generalizadas sobre o impacto na democracia americana, nas orientações políticas e nas liberdades civis.

    A campanha de Trump alavancou um forte apoio entre as bases conservadoras e mobilizou eficazmente os jovens eleitores do sexo masculino, com a ajuda de influenciadores e plataformas como o X de Elon Musk (antigo Twitter). Os principais temas da campanha centraram-se na insatisfação económica, na inflação, na reforma da imigração e nas políticas sociais conservadoras, repercutindo em muitos eleitores nas regiões rurais e industriais. Esta estratégia ajudou Trump a recuperar estados decisivos, garantindo em última análise uma vitória eleitoral decisiva. Seu companheiro de chapa, o senador J.D. Vance, também trouxe apoio de círculos conservadores, especialmente em torno de questões culturais que polarizaram o eleitorado.

    A nível internacional, a vitória de Trump é recebida com cautela, especialmente tendo em conta a posição da sua administração anterior em relação à NATO, ao comércio internacional e à política climática. Internamente, muitos antecipam que o seu regresso poderá levar a mudanças políticas significativas, especialmente com um Senado controlado pelo Partido Republicano, que deverá apoiar as suas nomeações judiciais e administrativas. Trump também sinalizou potenciais mudanças, como a reestruturação da força de trabalho federal e a revisão de alianças estrangeiras, que poderão ter efeitos duradouros na governação e nas relações internacionais dos EUA.

    A resposta geral nos EUA continua fortemente dividida, com os apoiantes a celebrar o regresso às políticas “América Primeiro”, enquanto os críticos se preocupam com as ameaças aos direitos civis e às normas democráticas. Com o poder legislativo agora inclinado a favor dos republicanos, as políticas de Trump deverão moldar a trajetória da nação numa vasta gama de questões, desde a imigração até à regulamentação ambiental.

    ./ Foz

  • Alcoutim desce o Guadiana em Caiaque

    O evento «I Descida do rio Guadiana em Caiaque» realiza-se no dia 9 de novembro, a partir das 9h, no troço do rio entre o Cais do Pomarão e a cidade de Alcoutim.

    A descida servirá como evento piloto, pois será «a primeira de outras que serão organizadas nos próximos anos».

    Segundo a Organização, o objetivo é que, com o passar dos anos, cada vez mais haja a adesão de participantes”. Termina com um almoço de confraternização entre todos os participantes.

    Trata-se de uma coorganização da Associação de Veteranos Paraquedistas do Algarve (AVPA) e da Associação de Paraquedistas do Alentejo (APA).

    Foi assinado um protocolo entre as duas entidades em Faro, no passado mês de Fevereiro.

    A Descida conta com os apoios da câmara municipal de Alcoutim, dos Bombeiros de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim, da Xplore Benagil e da Frimarc.

    Segundo a AVPA, o objetivo é dinamizar o associativismo de antigos militares, não só no Algarve, mas também no Alentejo, no que é secundada neste capítulo, pela APA.

    caiaque