Categoria: Algarve

  • NATAL NA SERRA – Parises – São Brás de Alportel

    A aldeia de Parises, no coração da Serra do Caldeirão, em São Brás de Alportel, apresenta-se como uma mágica Aldeia de Natal Verde, celebrando a época natalícia com decorações naturais e uma programação especial para toda a família.

    A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal, apoiada pela Junta de Freguesia e conta com o empenho dos habitantes das aldeias serranas, voluntários e amigos.

    A aldeia transformou-se num cenário que se afigura encantador, utilizando apenas materiais naturais e reutilizados, sem plásticos ou efeitos artificiais. É trabalho fruto de semanas de dedicação na Oficina de Natal e pode ser apreciado até ao Dia de Reis, 6 de janeiro.

    Ao final do dia 8, acenderam-se as luzes e a atuou o novo agrupamento musical que junta quatro amigos a “Dar de Vaia”, com algumas das melodias que fazem parte das memórias popular.

    O ponto alto da programação acontece nos dias 14 e 15 de dezembro, com um fim de semana repleto de atividades, magia e sabores natalícios para toda a família. Basta subir à Serra, até Parises por a 18 km ao norte de São Brás de Alportel, pela EM 1202.

    A decoração da Aldeia de Natal Verde reflete as cores, texturas e aromas da serra algarvia, num tributo à natureza e à criatividade local.

    Desde o momento de abertura desta aldeia com o acender das luzes de Natal realizado no último domingo, 8 de dezembro, acompanhado por um brinde de café de chocolateira preparado no fogo a lenha, a aldeia de Parises convida toda a gente a participar de momentos especiais dos que aquecem o coração.

    As atividades do próximo sábado, 14 de dezembro, têm início às 10:30 com o acender do Fogo da Aldeia e a abertura do Mercadinho da Aldeia, na Casa da Serra, espaço museológico que faz as delicias de miúdos e graúdos.

    Durante a manhã, será possível aprender a fazer o tradicional jantar de feijão no forno a lenha na Oficina de Sabores, fruto da colaboração da Confraria da Serra do Caldeirão, enquanto na Oficina de Natal se cria um ratinho natural.

    A D. Serafina ensina como fritar filhós lêvedas, antes dos vários momentos culturais e musicais que prometem animar a aldeia na parte da tarde.

    No final do dia, será possível degustar o café de chocolateira e o chocolate quente, ambos feitos no fogo a lenha. Às 18:30, terá lugar o Jantar Comunitário, uma oportunidade para partilhar sabores e convivência, numa colaboração da Confraria Gastronómica da Serra do Caldeirão.

    No domingo, 15 de dezembro, o Fogo da Aldeia é novamente aceso às 10:30, marcando também a reabertura do Mercadinho da Aldeia.

    Pela manhã, a Oficina de Natal ensinará a construir uma Estrela de Natal com canas da ribeira, atividade integrada no programa Aldeias de Portugal. O almoço, às 13:00, será uma açorda à moda da serra.

    À tarde, será possível participar na confeção de biscoitos fritos e fatias douradas na Oficina de Sabores, enquanto a animação continua com a apresentação do Coro Infantil de São Brás de Alportel, na Capela de Parises, que merece uma visita, e com danças tradicionais a cargo do Rancho Típico Sambrasense.

    Parises integra ainda a Rota dos Presépios de São Brás de Alportel, com um presépio tradicional algarvio patente na Capela da aldeia, um presépio de pedra, instalado na paragem de autocarro, e outro presépio tradicional no Centro de Convívio de Parises, todos disponíveis para visita até 6 de janeiro.

    Além do espírito natalício, Parises oferece experiências autênticas em qualquer época do ano, como trilhos pedestres e de todo-o-terreno, paisagens deslumbrantes e o acolhimento da Casa da Serra, um centro interpretativo que preserva a história, as tradições e o património local da Serra do Caldeirão.

    A Aldeia de Natal Verde, em harmonia com a natureza e as tradições algarvias, é uma oportunidade imperdível para viver um Natal sustentável e repleto de encanto.

  • Alta velocidade em encontro de algarvios e andaluzes

    Na reunião, vão manter um encontro com o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, para debater a ligação de alta velocidade da Andaluzia e do Algarve. As autoridades municipais em conjunto com o ministro, em reunião técnica sobre alta velocidade, analisam o manifesto institucional que será lido e assinado posteriormente.

    Representantes dos municípios de Faro, Huelva e Sevilha têm demonstrado um interesse crescente na criação de uma ligação ferroviária de alta velocidade entre estas cidades.

    Em 13 de fevereiro de 2024, durante o 1.º Encontro Internacional pela Alta Velocidade realizado em Huelva, os presidentes das câmaras municipais de Faro, Rogério Bacalhau, de Huelva, Pilar Miranda, e de Sevilha, José Luis Sanz, assinaram um manifesto conjunto.

    Este documento instou as autoridades nacionais e europeias a reconhecerem a importância deste corredor ferroviário, defendendo a sua inclusão como obra prioritária na Rede Transeuropeia de Transportes e a alocação dos fundos necessários para o início dos trabalhos preliminares.

    Posteriormente, em 23 de março de 2024, a Câmara Municipal de Faro aprovou, por unanimidade, uma manifestação de apoio institucional ao avanço desta linha ferroviária de alta velocidade, reforçando o compromisso regional com o projeto.

    Mais recentemente, em 23 de outubro de 2024, durante a XXXV Cimeira Luso-Espanhola realizada em Faro, os primeiros-ministros de Portugal e Espanha comprometeram-se a avançar com estudos de fluxos de mobilidade e análises custo-benefício para a ligação Faro-Huelva-Sevilha.

    Este compromisso foi formalizado na declaração conjunta da cimeira, sinalizando um passo significativo para a concretização do projeto.

    Fontes: Sul Informação, Cadena Ser e Algarve Marafado

  • Pequenas estruturas hidroagrícolas do sotavento em parceria

    Foram hoje celebrados, nas instalações da CCDR Algarve no Patacão, os termos de entrega de gestão aos aproveitamentos hidroagrícolas do Grainho, da Mealha e de Malhada de Peres, no Município de Tavira, com as respetivas Cooperativas de Rega, anunciou a CCDR Algarve.

    A estrutura regional esclareceu que o processo foi conduzido para os Aproveitamentos Hidroagrícolas de Pão Duro, de Vaqueiros, de Almada de Ouro e de Caroucha, publicado na portaria assinada pelo Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

    A CCCR Algarve, presidida por José Apolinário lembrou que “água é essencial à vida, sustentando a saúde humana, a produção alimentar, os ecossistemas e a regulação do clima, sendo a sua disponibilidade e eficiente aproveitamento essencial para o território e para as pessoas”.

    Classifica como cumprida “uma etapa fundamental para a concretização desta estratégia de conciliação entre desenvolvimento humano e social em zonas desfavorecidas do interior e uma maior eficiência no uso da água, vertentes essenciais do interesse público plasmado nas atribuições e competências de todas as entidades acima referidas”.

  • Continua a Polémica das Casas do Cine-Foz

    O PSD acaba de emitir um comunicado sobre as declarações do seu representante na TVI reafirmando as suas reservas técnicas e políticas e levantando dúvidas sobre a sua legalidade. Afirmam que no seu tempo de gestão compraram terrenos para construir as casas de custos controlados, sem dar «borlas fiscais».

    A borla é uma referência à isenção de taxas aprovada pela Assembleia Municipal para que o proprietário de terreno, em vez de fazer nele habitação para o mercado livre, seja incentivado a destinar a sua utilização para a construção de habitação a custos controlados.

    O PSD aprovou a Estratégia de Habitação Local, tal como todos os outros grupos políticos representados na Assembleia Municipal, PS, CDU, Chega e Independentes, mas tem manifestado o seu desagrado pela localização decidida pela autarquia para o projeto que envolve o Grupo Ferreira.

    PS presta esclarecimentos

    Entretanto, o PS emitiu um comunicado sobre a aquisição dos 114 habitações a custos controlados nos terrenos do Cine-Foz (privados), integrada na Estratégia Local de Habitação e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a rejeitar as suspeitas do PSD, as quais considera infundadas.-

    Afirma que o município, cuja presidência é de sua responsabilidade, remeterá toda a documentação ao Ministério Público, garantindo total abertura e cooperação com as autoridades.

    Justificando as acusações ao presidente o PS lembra que «Para assegurar o sucesso deste projeto habitacional, o Presidente Álvaro Araújo assumiu diretamente a sua coordenação, dado o caráter prioritário e os prazos rigorosos associados ao PRR».

    Paralelamente, o Executivo Camarário propôs aos vereadores PSD «a criação de uma comissão de acompanhamento composta por Técnicos Municipais e Vereadores», reforçando a vontade de manter um diálogo construtivo. Contudo, o PSD rejeitou esta proposta.

    As empresas de 100 euros

    Uma vez que tem estado na ordem do dias deste processo a questão da obra envolver uma empresa de 100 euros de capital, fomos investigar como tal é possível. Eis a resposta:

    Empresas com capital social baixo, como 100 euros, são comuns devido à evolução das leis e práticas comerciais que flexibilizaram os requisitos para constituição de sociedades. No entanto, há vários fatores que explicam por que fornecedores e credores podem confiar em tais empresas, mesmo quando assumem responsabilidades de grande monta:

    1. Limitação de responsabilidade não é sinônimo de confiança automática e o capital social representa apenas o valor inicial investido pelos sócios para criar a empresa e é usado, em parte, para limitar a responsabilidade dos mesmos às suas quotas.

    Em caso de falência, os sócios respondem apenas até ao montante do capital social, o que protege os seus bens pessoais.Credores e fornecedores sabem que o capital social não é a única garantia da saúde financeira da empresa.

    Credores confiam porque as empresas geralmente oferecem outras garantias, como a reputação e histórico de cumprimento das obrigações financeiras são fatores decisivos, por parte da empresa, os bens e ativos da empresa, tais como máquinas, veículos, instalações ou contratos podem servir como garantias reais.

    O seguros e cauções, uma vez que empresas em grandes projetos geralmente contratam seguros ou apresentam cauções financeiras, as garantias pessoais dos sócios: Em alguns casos, os sócios prestam garantias pessoais que ultrapassam o valor do capital social.

    Antes de conceder crédito ou firmar contratos, os fornecedores e credores analisam relatórios financeiros, fluxo de caixa e balanços da empresa, consultam bases de dados de crédito e reputação da empresa, consideram contratos futuros ou obras adjudicadas como garantias indiretas.

    Quanto à dinâmica do mercado e competitividade, a exigência de altos capitais sociais desincentivaria empreendedores e dificultaria a criação de novas empresas e as de baixo capital social podem ser viáveis, desde que gerem fluxos financeiros suficientes para cobrir as suas obrigações.

    Os fornecedores e credores utilizam cláusulas contratuais para se proteger, como prazos de pagamento curtos, juros de mora, ou a possibilidade de reaver os bens vendidos em caso de incumprimento e, no setor da construção, as adjudicações públicas e os contratos incluem garantias bancárias para assegurar a execução do projeto ou o pagamento de fornecedores.

    As construtoras recebem fundos à medida que avançam com o projeto. Há ainda os Certificação de solvência que envolvem empresas licitantes que têm de demonstrar capacidade financeira e técnica.

    Embora o baixo capital social possa parecer surpreendente, o ecossistema jurídico, financeiro e de mercado permite mitigar o risco para credores e fornecedores.

  • Seis escolas do Algarve a modernizar com investimento de 42 milhões

    Seis escolas públicas da região do Algarve vão ser requalificadas e modernizadas graças a um investimento global de 42 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). Este projeto visa melhorar as condições de ensino e aprendizagem em estabelecimentos identificados como prioritários na região.

    Entre as escolas que já têm obras aprovadas estão: EB Manuel do Nascimento (Monchique); EB D. José I (Vila Real de Santo António); EB Dr. José de Jesus Neves Júnior (Faro); EBI de Ferreiras (Albufeira).

    Além destas, foram recentemente aprovadas intervenções para: EB 2+3 D. Afonso III (Faro); EB das Naus (Lagos).

    As obras integram o Programa de Recuperação e Reabilitação de Escolas, que visa modernizar infraestruturas de ensino básico e secundário até junho de 2026. O financiamento é gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, sob a presidência de José Apolinário, que destacou a importância deste investimento para a educação na região.

    A requalificação da Escola Básica Integrada de Ferreiras foi assinalada com a cerimónia de lançamento da primeira pedra, organizada pela Câmara Municipal de Albufeira. Esta escola é a primeira do grupo a avançar com as obras, marcando o início do plano de modernização.

    Trata-se de um este esforço conjunto entre municípios, governo e União Europeia que procura refletir o compromisso com a melhoria das condições de ensino e a garantia de um futuro mais promissor para os jovens do Algarve.

  • Plano de Gestão da Pesca ao Polvo

    A proposta de um Plano de Gestão na Região foi enviada ao Governo, cocriada por pescadores, cientistas, autoridades e Organizações Não-Governamentais. Ela tem por objetivo a sustentabilidade desta pescaria, equilibrando proteção ambiental e viabilidade económica. Espera-se agora que seja oficializada em breve em Diário da República.

    Consta de uma proposta de portaria para a implementação de um defeso anual na região, aprovada no passado dia 22 de novembro, durante a 2.ª Assembleia Geral, na qual participou também a Secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar.

    Este plano foi desenvolvido ao longo de várias reuniões, e com base em dados técnico-científicos do CCMAR e do IPMA e nas recomendações do projeto ParticiPESCA. Terá a duração de cinco anos e estabelece medidas de curto, médio e longo prazo para promover a sustentabilidade da pescaria e a preservação dos stocks.

    Procura-se que a definição de um defeso venha a acontecer anualmente entre 15 de setembro e 15 de outubro. A comunidade piscatória visa a proteção dos juvenis, proibindo a captura, comercialização e desembarque.

    As medidas de gestão propostas incluem ainda a definição de áreas de proteção para polvos juvenis, debatida como crucial para a reprodução da espécie e sustentabilidade da pescaria, e a melhoria na troca de dados entre pescadores e entidades, apontada como fundamental para melhorar processos de eficiência operacional.

    A obrigatoriedade de aparelhos de seguimento em tempo real, considerada essencial para a monitorização da pescaria, permanece dependente de financiamento adicional para sua implementação.

  • Coordenação europeia da Dieta Mediterrânica em Tavira

    Neste contexto, o Município de Tavira, sede da comunidade representativa de Portugal, acolherá a 14.ª Reunião Intergovernamental dos 7 Estados/Comunidades da Dieta Mediterrânica, nesta sexta-feira, dia 29 de novembro, reunindo representantes internacionais dedicados ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas para a salvaguarda e divulgação deste património comum.

    A convite do Município de Tavira, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. participa nos trabalhos que se realizam na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e receberá os participantes na visita às Coleções de Fruteiras Tradicionais do Algarve, que decorrerá durante a tarde no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT).

    Estas coleções caracterizam-se de elevado interesse patrimonial e cultural, na sua maioria únicas no país, são representativas da paisagem típica algarvia associada à Dieta Mediterrânica, constituindo-se este repositório numa verdadeira “Arca de Noé” da biodiversidade agrícola.

    Esta visita é mais uma oportunidade de divulgar o trabalho de prospeção, preservação e caracterização desenvolvido na última década e meia, pelos técnicos da área de Agricultura e desenvolvimento rural na Região.

    A Dieta Mediterrânica é um património rico, reconhecido como património cultural imaterial da humanidade, em sintonia com as Convenções da UNESCO e com relevância crescente nacional e internacional.

    É investigada e estudada pelas diversas ciências, sendo um legado das civilizações que originaram a nossa identidade cultural, língua e formas de viver, produzir e alimentar, essenciais à valorização e ao fortalecimento das economias regionais.

    Também a convite da CCDR Algarve, a Universidade do Algarve (UAlg) dinamizou e coordenou os trabalhos do Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica (PASDM) 2023-2027, assumindo e mantendo a estrutura base da versão anterior onde se definem, de acordo com a UNESCO, os objetivos e as iniciativas para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Dieta Mediterrânica.

    Este trabalho foi desenvolvido de forma participativa, na sequência da elaboração do relatório de atividades de salvaguarda da Dieta Mediterrânica 2018-2021, por parte da Associação In Loco, no contexto da Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, criada pela CCDR Algarve em 2014 e que integra os parceiros regionais, públicos e privados envolvidos na candidatura e na dinamização do PASDM 2018-2021.

    Enquanto responsável máximo da comunidade representativa, o Município de Tavira mantém um programa regular de atividades, onde pontifica a Feira da Dieta Mediterrânica, realizada anualmente na primeira semana de setembro e cujo programa reflete o trabalho de colaboração desenvolvido pelas entidades presentes na Comissão regional.

    A Feira conta com a participação de países, instituições nacionais e regionais, representativas de patrimónios imateriais reconhecidos pela UNESCO, expositores de artesanato e produtos tradicionais, além de mostras botânicas e de sementes, demonstrações gastronómicas e música mediterrânica ao vivo, procurando espelhar as tradições culturais dos sete países membros e promover estilos de vida saudáveis e sustentáveis.

    Recentemente, o Comité para o Património Cultural Imaterial da UNESCO convidou os Estados Parte a participarem a primeira celebração do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, realizada no dia 17 de outubro, evocando a 32.ª Conferência Geral (2003).

    Aí foi aprovada a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (PCI), a qual visa a salvaguarda, respeito, sensibilização a nível local, nacional e internacional do património cultural imaterial das comunidades.

    Dieta Mediterrânica
  • Mosquito exótico ameaça Algarve

    Com o auxílio do nosso apoio em IA, fomos investigar a invasão, os invasores, a origem e porque estão a chegar a Portugal.

    O tipo de mosquito

    Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre-asiático, é uma espécie nativa do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. Nas últimas décadas, este mosquito expandiu-se globalmente, estabelecendo-se em diversos continentes, incluindo a Europa. Em Portugal, foi detetado pela primeira vez em 2017, nas regiões do Algarve e de Penafiel, segundo a Wilder.

    A dispersão do Aedes albopictus deve-se, em grande parte, ao comércio internacional, especialmente através do transporte de pneus usados e plantas ornamentais que acumulam água, como os bambus da sorte.

    Estes objetos servem de criadouros para os ovos e larvas do mosquito, facilitando a sua disseminação para novas regiões. 

    Os fatores que contribuem para a chegada a Portugal têm a ver com o comércio Internacional, alterações climáticas que provocam o aumento das temperaturas e a alteração dos padrões de precipitação.

    Criam, desta forma, condições mais favoráveis para a sobrevivência e reprodução do Aedes albopictus em regiões anteriormente inóspitas para a espécie.

    Claro que a mobilidade humana com a intensificação das viagens internacionais facilita o transporte acidental de mosquitos ou dos seus ovos para diferentes partes do mundo.

    Impacto em Portugal

    A presença do Aedes albopictus em Portugal representa uma preocupação de saúde pública, uma vez que este mosquito é vetor de doenças como a dengue, chikungunya e Zika.

    Até ao momento, não foram registados casos autóctones destas doenças no continente português, mas a expansão do mosquito aumenta o risco potencial de surtos futuros. 

    Quanto a medidas de vigilância e controlo em resposta à ameaça, foram, segundo a Parasites & Vectors, implementados programas de vigilância entomológica para monitorizar a presença e distribuição do Aedes albopictus.

    Projetos como o MosquitoWeb envolvem a participação cidadã na identificação e indicação de avistamentos, contribuindo para uma deteção precoce e controlo mais eficaz da espécie. 

    A colaboração entre autoridades de saúde, investigadores e a população é crucial para mitigar os riscos associados à presença deste mosquito invasor em Portugal.

    Aedes albopictus
  • 25 Anos da IN Versus Fado no Club Farense

    IN VERSUS FADO ASSINALAM EM FARO 25 ANOS DE ATIVIDADE
    O Club Farense irá receber na sexta-feira, 6 de dezembro, pelas 21:00, o grupo In Versus que assinala 25 anos de atividade como cultores do fado, da canção e da guitarra de Coimbra no Algarve.
    O grupo iniciou a sua atividade na Universidade do Algarve em 1999. A realização das monumentais serenatas académicas nas escadarias da Sé de Faro e da Igreja do Carmo definem um alinhamento com a tradição da Canção de Coimbra e a guitarra portuguesa de Coimbra.
    O grupo tem contado, ao longo da sua história, com alunos e antigos alunos da Universidade do Algarve, Universidade de Coimbra e Universidade do Porto.
    São reconhecidos como referência neste estilo musical a sul de Coimbra. Realizam espetáculos por todo o sul do país com maior incidência no Algarve tendo registado incursões por Espanha.
    Contam no repertório com temas clássicos do reportório de Coimbra bem como fados e guitarradas de novas gerações. Assumem como influências mais marcantes Artur Paredes, Carlos Paredes, Edmundo Bettencourt e Luiz Goes.
    O lançamento do disco “Saudade” em 2017 é um marco no percurso do grupo. Apresenta registos de estúdio que ilustram a forte ligação à canção de Coimbra e às guitarradas existentes no Algarve.

  • Abertas inscrições para o «Silves Capital da Laranja 2025»

    A Câmara Municipal de Silves informa que estão abertas, até às 24h00 do dia 8 de dezembro de 2024, as inscrições para participação na 9.ª edição da Mostra «Silves Capital da Laranja».

    O evento, que terá lugar entre os dias 14 e 16 de fevereiro de 2025, visa destacar a citricultura do concelho de Silves em todas as suas vertentes e consolidar a marca Silves Capital da Laranja.

    As inscrições podem ser realizadas nas modalidades de agricultura, produtos agroalimentares, máquinas/equipamentos, artesanato e entidades diversas. Para formalizar a candidatura, os interessados deverão preencher o formulário próprio e enviá-lo para o e-mail: capitaldalaranja@cm-silves.pt, até ao término do período de inscrição.

    A ficha de inscrição e as normas de organização e funcionamento encontram-se disponíveis para consulta e download em www.cm-silves.pt. Esta iniciativa procura promover não apenas a excelência da citricultura silvense, mas também o desenvolvimento económico e cultural do território.

    A Câmara Municipal de Silves convidou todos os interessados a participar neste evento que reforça a identidade e o valor dos citrinos na região.

    Informações e Apoio

    O Setor de Turismo do Município de Silves encontra-se disponível para esclarecimentos adicionais através do telefone 282 440 800 (chamada para a rede fixa nacional | Ext.: 2723/2746) ou do e-mail: capitaldalaranja@cm-silves.pt. As candidaturas serão analisadas e sujeitas a seleção, com prioridade dada aos produtores do concelho de Silves.