Este encontro realizado em Faro, como noticiámos, abordou soluções para as controvérsias que surgem em torno da transferência de água, especialmente considerando as diferentes perspetivas dos agricultores e das comunidades locais.
Descontentamento dos Agricultores Alentejanos
A transferência de água do Alentejo para o Algarve tem gerado descontentamento entre os agricultores alentejanos. Eles expressam preocupações sobre como isso poderia impactar suas colheitas e a sustentabilidade a longo prazo da agricultura na região. A gestão cuidadosa dos recursos hídricos é fundamental para garantir a produção agrícola e a segurança alimentar, algo que os agricultores desejam que seja considerado nas discussões.
Reações na Província de Huelva
O acordo estabelecido na cimeira apresenta três regimes de uso e volumes, permitindo que, em períodos secos, se possam utilizar por captura 30 hectómetros cúbicos por ano, em períodos intermédios 60; e, nos períodos chuvosos, o volume das bacias hidrográficas não é limitado, chegando até onde Huelva pode bombear.
A Associação das Comunidades de Regante de Huelva, Huelva Riega, entende que o caudal representa, agora, um máximo de 42 hectómetros cúbicos por ano.
Em declarações prestadas ao Huelva Información, dizem que «agrava a situação do sistema hídrico de Huelva por ser um volume total insuficiente para os utilizadores de água – consumo humano, agricultura, indústria e turismo – e não tem em conta o défice de 80 hectómetros cúbicos que a província tem».
Porém permite que seja consolidada a utilização de Bocachanza, uma captação à saída da barragem do Chança, que bombeia água para Huelva e cuja utilização foi interdita no acordo de Albufeira.
Por outro lado, o novo acordo permite – e, portanto, reconhece – a utilização do sistema de bombagem de Bocachança entre os meses de outubro e abril sem ter de estar em situação de necessidade, como tem vindo a acontecer até agora. A entidade considera ser “uma boa notícia”, «porque consolidamos a utilização de Bocachanza para o sistema de Huelva».
O risco de se fazer um acordo que envolvesse esta captação sempre foi um cavalo de batalha das organizações ecologistas que velam pela saúde ecológica do rio.
Quanto à ferrovia é notório o descontentamento pelo calendário de construção das ferrovias desejadas para unir Faro e Huelva.
As problemáticas árduas de homens meninos, de mães que perderam filhos, de mulheres meninas que ficaram viúvas e de filhos que ficaram órfãos, mas também de afetos, compreensões e incompreensões que emergiram dessa situação de acesa conflitualidade.
A narrativa está centrada numa experiência colonial nossa, portuguesa e africana, mas os comportamentos humanos, as suas causas e consequências, são de todas as geografias. No que nos diz respeito, felizmente houve ABRIL. Luís Vicente, é responsável pela dramaturgia e encenação de «Suplicantes».
A peça incide, essencialmente, sobre uma história de encontros e desencontros históricos circunstanciais, memórias suplicantes que se desvendam por via de uma narrativa que apela ao sentido de humanidade.
Aas especificações técnicas da aplicação móvel encontram em discussão, a nível da União Europeia e foi criado um Grupo de Trabalho para a Pesca Recreativa, no qual participam técnicos da DGRM, da Inspeção Regional das Pescas e de Usos Marítimos dos Açores e da Direção Regional de Pescas/Inspeção Regional de Pescas da Madeira.
O registo eletrónico das capturas abrangerá todas as modalidades da pesca lúdica, lazer, desportiva, marítimo-turística e submarina, a partir de terra, de embarcação e submersa.
Vinte por cento do total nacional dos pescadores lúdicos estão no Algarve.
Alunos de Castro Marim e Altura aproximam-se das suas raízes culturais com aulas de introdução ao folclore e canto tradicional
Os alunos do primeiro ciclo de Castro Marim e Altura têm atualmente, no seu programa escolar do ano letivo de 2024/2025, aulas de introdução ao folclore e canto tradicional.
Estas aulas fazem parte do projeto «Aprender com o Passado», que teve a sua fase experimental e piloto durante o ano passado, são agora asseguradas a todas as turmas e dinamizadas por Ricardo Jerónimo e Susana Samúdio.
A iniciativa pretende ser uma aproximação destas crianças às raízes culturais dos territórios algarvios, com o objetivo de despertar o gosto pelo folclore e etnografia, garantindo a continuidade e passagem do testemunho para as gerações vindouras.
O projeto tem ainda como objetivo levar às escolas do concelho de Castro Marim algumas temáticas importantes de índole cultural, ligadas ao quotidiano dos antepassados, como jogos tradicionais, alimentação, ofícios e trabalhos de campo, para tornar o território num ponto de referência na região algarvia ao nível do ensino cultural e das tradições.
As aulas têm um cariz voluntário e passaram a ter um carácter regular, com a frequência de duas horas semanais.
Este projeto pretende ainda voltar a dar destaque a esta cultura tradicional e etnográfica do concelho e do Algarve, que tem vindo a definhar, a ser esquecida e adulterada ao longo dos tempos, apesar do seu enorme potencial.
É uma iniciativa do Município e do Agrupamento de Escolas de Castro Marim, com a colaboração da Associação Cultural Amendoeiras em Flor.
Depois de se mostrar satisfeito por ter em Faro uma cimeira que «junta os chefes de governo de Portugal e de Espanha», intuiu que «nesta ocasião, visam não só reafirmar a sintonia que partilham no quadro europeu, mas também aprofundar os laços e a cooperação estratégica de forma a dar respostas aos desafios que temos pela frente».
E afirmou que a própria história, enquanto países, é que nos «conduz para a necessidade de uma parceria e cooperação forte, de forma a que nos mantenhamos, Portugal e Espanha, no quadro europeu na vanguarda de um mundo em plena mudança».
Lembrou, depois que os dois países viveram tempos de ditadura e que entraram ao mesmo tempo, em 1986 na Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia, «abraçando enormes desafios de modernidade e prosperidade para os nossos países».
Para Rogério Bacalhau há novos e grandes desafios e novas oportunidades, «que tenho a certeza saberemos abraçar juntos».
Entre eles, em particular no sul de Portugal e Espanha o relativo à seca e escassez de água, um recurso insubstituível e um tema em que Portugal e Espanha por forma «a garantir a sustentabilidade deste recurso tão precioso para todas as populações».
O outro desafio, que considera também um pouquinho meu, «passa pela importância das ligações ferroviárias entre Portugal e Espanha».
O presidente da câmara municipal de Faro lembrou que, neste ponto, «além da importância estratégica da ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid e Porto e Vigo, que vemos como urgentes, seria também importante fazer lançar uma ligação ferroviária entre Faro, Huelva e Sevilha».
foto de família
Conclusões da Cimeira Luso-Espanhola
Segundo o primeiro ministro, Luís Montenegro, a cimeira em particular permitiu subscrever onze instrumentos «muito importantes naquilo que é a construção de um futuro sustentável e de maior cooperação entre os dois Estados e os dois governos».
Destacou como principal desta cimeira o tema da água «Um bem comum, um bem que partilhamos, um bem essencial para a preservação dos nossos recursos naturais, essencial na necessidade de ser bem gerido».
Desse ponto de vista, aquilo foi aprofundado diz respeito à manutenção de caudais, quer no rio Tejo, quer no rio Guadiana, no que concerne à atividade de pesca, de segurança, de navegação e náutica de recreio no rio Guadiana, particularmente importantes para Portugal e muito importantes para o Algarve.
Confidenciou o Primeiro-Ministro que a escolha do Algarve tem várias razões, mas a principal é exatamente a questão da água, questão ao qual afirma terem dado uma prioridade absoluta, para «não sermos confrontados com necessidades de restrição, como tem sido. Infelizmente, a nota dos últimos tempos é podermos ter capacidade de armazenamento de água que possa ser suficiente para não termos limitações no uso responsável desse recurso».
O Algarve foi também importante porque no encontro chegaram finalmente à conclusão «de um esforço de cooperação que já vinha há alguns anos, para incluirmos a construção de duas novas ligações, duas novas pontes entre os nossos países».
Trata-se das ponte sobre o rio Severa em Nisa e da outra que diz muito aa Algarve sobre o rio Guadiana em Alcoutim.
Luís Montenegro agradeceu o empenho do Presidente do Governo de Espanha, «porquanto era uma matéria que estava bloqueada. Foi uma das questões que lhe coloquei no encontro de Abril em Madrid. Ficámos de aprofundar o tema para ver se o desbloqueava-mos. Até porque temos financiamento para a sua construção e esta cimeira marca também nesse domínio o aprofundamento da nossa mobilidade que queremos que possa agora desenvolver se com o reforço das ligações rodoviárias e ferroviárias».
A mobilidade, em especial na componente ferroviária entre Portugal e Espanha e entre a Península Ibérica e a Europa, por serem fundamentais vão ter uma carta subscrita por Luís Montenegro e Pedro Sánchez . São fundamentais. Eu e o presidente do Governo de Espanha vamos subscrever uma carta que vamos endereçada ao senhor Primeiro-Ministro de França, precisamente «para poder levar a cabo a interligação ferroviária que é necessária para o transporte de passageiros e de mercadorias entre a Península Ibérica e o centro da Europa».
A cimeira foi relevante não só pelos acordos que acabámos de assinar, mas também no desenvolvimento de projetos ambiciosos como são, por exemplo, o Centro Ibérico de Investigação, de Armazenamento de Energia e o Desenvolvimento da constelação Atlântica e o trabalho conjunto que vimos realizando «no contexto das áreas da microeletrónica e dos semicondutores, que são componentes essenciais do aprofundamento desta cooperação científica, à qual juntamos também o projeto do veículo elétrico».
As regiões do Algarve, Açores e Madeira destacaram-se com valores acima da média nacional.
O inquérito, realizado entre 1 e 14 de outubro com 343 empreendimentos, evidenciou a evolução em relação a 2023, com aumentos na taxa de ocupação e ARR, especialmente nas regiões autónomas.
O mês de agosto foi o mais forte, com uma taxa de ocupação de 85%, enquanto setembro teve um crescimento acentuado no ARR (15%). O Algarve registou o ARR mais elevado de agosto, com 282 euros, e a Madeira teve a estada média mais longa, com 5,4 dias.
Os principais mercados foram Portugal, Reino Unido e Estados Unidos, com o Booking a dominar os canais de reserva (96%). A AHP também destacou a importância dos voos internacionais, que contribuíram para o bom desempenho das regiões autónomas.
A representação do Algarve nos órgãos Nacionais do PSD, completada com a nomeação de Cristiano Cabrita para o cargo de coordenador das Relações Externas, é a maior de sempre.
Aos 27 anos, assumiu pela primeira vez funções de vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, no que considera ter sido «Um misto de sonho, bravura e inconsciência, ingenuidade até».
Afirma ter deixado para trás, aquilo que igualmente lhe dava a adrenalina de fazer mais e melhor a cada dia, desde o acompanhamento do crescimento de uma empresa familiar, à formação, as consultorias, o associativismo.
Diz-se grata a todos os eleitos, «presidente, apoiantes, amigos, família e colegas, que me ajudaram a ser mãe, autarca e mulher, e aos que me incentivam a cada dia»,
O presidente do PSD Algarve, Cristóvão Norte, considera Filomena Sintra como «uma pessoa muito competente, extremamente bem preparada e uma extraordinária autarca, que presta um grande serviço publico. É valioso para o presidente do PSD e para todos nós contarmos com quadro deste gabarito na Direção Nacional do Partido. Será uma mais-valia»
Do currículo, destacamos o ser quadro da função pública, técnica Oficial de Contas e formadora certificada, tendo durante alguns anos dado formação em áreas diversas.
Foi Diretora Executiva da ODIANA – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana e Presidente da Associação Terras do Baixo Guadiana.
É Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, desde 2005. No mandato de 2017-2021, depois da renúncia ao mandato, e exigência de eleições intercalares, foi Presidente da Comissão Administrativa, na CM de Castro Marim até ao novo ato eleitoral.
Na Novbaesuris EM, SA empresa municipal exerceu, de 2013 a 2017, funções de Vogal do Conselho de Administração.
Tem um percurso ligado ao associativismo, desde a música, a associações de estudantes, a instituições particulares de solidariedade social. Também exerceu funções de gestão no sector empresarial privado.
A expetativa é alta, uma vez que se encontram em agenda questões muito prementes sobre a distribuição da água retida nos rios e ribeiras pelos dois países e a viabilidade da Ponte Alcoutim-San Lúcar de Guadiana e a assinatura de diversos instrumentos jurídicos bilaterais.
Segundo uma reportagem de Beatriz Maio, de 9 de outubo, estas estão a fazer jus ao que o país tem de melhor e também neste nicho, o Algarve não é exceção.
Revela que, em Lagos, se produz a Cerveja Vicentina, um fruto da paixão de Catarina de Lencastre pela costa algarvia e pelo fabrico desta bebida.
Além desta, há ainda a A Golden Ale é a cerveja mais leve, ideal para quem não está familiarizado com a cultura da cerveja artesanal e perfeita tanto para um momento de diversão e convívio como de lazer num ambiente mais relaxado e a IPA (India pale ale) é a mais conhecida, destacando-se pela frescura do lúpulo, uma planta que confere um sabor amargo e floral à bebida. Como tal, é particularmente destinada a apreciadores de cerveja artesanal.
Veja a reportagem em <https://www.barlavento.pt/cerveja-vicentina-enaltece-producao-local-em-lagos/
O Mendes Bota, destacou-se no passado na política algarvia, como presidente da câmara municipal de Loule e como deputado pela região do Algarve e pretende, com este seu livro, colocar um dedo no que considera «um urbanismo suicida; a betonização brutal em curso da faixa litoral do Algarve; a explosão descontrolada da construção clandestina; o colapso das infraestruturas de saneamento; a carência de água face aos consumos atuais e futuros; a saturação da rede viária; a falta de estacionamentos; a densificação exagerada dos centros urbanos.»
Nele se mostra preocupado com o que considera «a privatização encapotada das praias; a necessidade de habitação a custos controlados; a lógica perversa do financiamento autárquico, baseada no metro quadrado de construção; a descaracterização cultural e arquitetónica da região.»
Entende que existe «a impunidade da grafitagem generalizada; o agravar das desigualdades interior/litoral; a debilidade da diversificação da atividade económica; os contrastes sociais extremos; o campo livre para os traficantes das adições e das migrações; a insegurança e a criminalidade crescentes.»
José Mendes Bota entende que se nada for feito, em função do que denuncia e ali publica, para memória futura, chegaremos a um desatre, embora considere que, ainda se vai a tempo.
A introdução da obra vai estar a cargo do editor Nuno Campos Inácio e do professor doutor José Carlos Vilhena de Mesquita, finalizando com a intervenção do autor, seguida de sessão de autógrafos.