Categoria: Ambiente

  • Vitórias e derrotas na luta pela vida selvagem

    Para quem participa na WWF, o ano de 2024 foi de contrastes para a natureza, com a celebração de vitórias que os encheram de esperança, mas também de assistir a decisões políticas que desafiaram o progresso já alcançado.

    Nas vitórias vem o facto da população de linces-ibéricos ter crescido e o seu nível de ameaça baixado, a aprovação da Lei Europeia do Restauro Ecológico, considerada como um marco histórico; a criação no Algarve de um Comité de Cogestão para a pesca do polvo, a remoção de mais uma barreira fluvial obsoleta para proteger os rios.

    Já no plano negativo assinalam a redução da proteção do lobo ibérico na União Europeia, a construção de mais barragens prejudiciais que podem destruir inúmeros habitats, o facto de o  Governo continuar sem fechar portas à mineração em mar profundo.

    Assina-se também como negativo o corte de 44% de fundos para cuidar das florestas.

    Para 2025 a WWF continua a analisar que estas incongruências lembram que o caminho pela natureza não é linear “mas isso não nos impede de avançar”.

     

    Fonte ANP/WWF

    ambiente
  • Portugal e o Desafio dos Pneus Usados

    Portugal, como muitos outros países, enfrenta o desafio crescente da gestão de pneus usados. O abandono inadequado destes materiais representa uma séria ameaça ambiental, contaminando solos e água, propagando doenças e contribuindo para a proliferação de incêndios. No entanto, o país tem feito progressos significativos no aproveitamento destes resíduos, transformando um problema ambiental numa oportunidade económica e ecológica.

    Os pneus usados, quando abandonados em aterros ou na natureza, libertam substâncias tóxicas que contaminam o solo e os lençóis freáticos. A sua composição, rica em borracha e outros materiais sintéticos, torna a sua decomposição extremamente lenta, persistindo no ambiente durante séculos. Além disso, os pneus descartados incorretamente podem acumular água, tornando-se criadouros de mosquitos transmissores de doenças como a dengue e a zika.

    Outro problema grave é o risco de incêndios. Os pneus são altamente inflamáveis e, uma vez incendiados, libertam gases tóxicos e fuligem que prejudicam a qualidade do ar e a saúde pública.

    Portugal e a Valorização de Pneus Usados

    Felizmente, Portugal tem vindo a implementar medidas para minimizar o impacto ambiental dos pneus usados. A legislação nacional promove a recolha e a valorização destes resíduos, incentivando a sua reciclagem e a sua utilização em diversas aplicações.

    A Valorpneu, entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados, desempenha um papel fundamental neste processo. Através de uma rede de pontos de recolha, a Valorpneu garante que os pneus usados são encaminhados para reciclagem ou valorização energética.

    Aplicações Inovadoras para Pneus Usados

    A reciclagem de pneus usados permite obter diferentes materiais, como granulado de borracha, aço e fibra têxtil. Estes materiais podem ser utilizados em diversas aplicações.

    Em pavimentos desportivos, o granulado de borracha é utilizado na construção de campos de futebol, pistas de atletismo e parques infantis, proporcionando superfícies seguras e confortáveis.

    Nas obras de engenharia civi, a borracha dos pneus pode ser incorporada em misturas betuminosas, aumentando a durabilidade e a segurança das estradas e no Isolamento acústico e térmico os pneus reciclados podem ser utilizados em materiais de construção para melhorar o isolamento acústico e térmico de edifícios.

    Apesar dos avanços, Portugal ainda enfrenta desafios na gestão de pneus usados. É crucial aumentar a consciencialização ambiental da população e garantir que todos os pneus usados são encaminhados para os pontos de recolha adequados.

    A investigação e a inovação tecnológica são igualmente importantes para desenvolver novas aplicações para os pneus reciclados, promovendo a economia circular e contribuindo para um futuro mais sustentável.

    Portugal tem trilhado um caminho positivo na gestão de pneus usados, mas é fundamental manter o compromisso com a sustentabilidade e continuar a investir em soluções inovadoras para este desafio ambiental.

    Com Google

  • Jacinto-de-água é praga no Guadiana em Espanha

    De acordo com uma informação da EDIA, a existência de sete barreiras flutuantes de contenção, entre a fronteira do Caia e a Ponte da Ajuda, em Elvas, no distrito de Portalegre salva o rio Guadiana da proliferação do jacinto-de-água.

    Segundo a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva esta é uma das medidas implementadas do lado nacional do Guadiana, após a invasão massiva por esta espécie da zona de Badajoz, na Estremadura espanhola e junto à fronteira, em 2015.

    Porém, do outro lado do rio, a planta traz o Guadiana doente, constituindo um problema no troço espanhol. Nas últimas duas décadas, não proliferou no troço português,

    O jacinto de água, é uma espécie exótica invasora (EEI), originária da bacia do Amazonas e prolifera rapidamente, tapando a entrada de luz e impedindo a fotossíntese de outras plantas, obrigando a uma atenção e luta constante contra a sua proliferação.

  • Conservação do Carvalho-de-Monchique

    O relançamento do «Renature Monchique», tem como principal objetivo reflorestar as áreas devastadas pelo incêndio de 2018, estando prevista a realização de uma conferência de imprensa no próximo dia 7 de novembro, às 11h00, no emblemático pico da Fóia, o ponto mais alto da serra de Monchique.

    Participam os parceiros do projeto, para apresentar os progressos alcançados e as metas para a nova fase, a qual inclui a plantação de mais 125 mil árvores autóctones na serra algarvia.

    No terreno desde 2019, o projeto Renature Monchique procura contribuir para a conservação do carvalho-de-monchique, uma espécie «criticamente em perigo» segundo a Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.

    Este ano, o projeto entra no seu sexto ano de atividade com um novo impulso financeiro de 400 mil euros, assegurado pela companhia aérea Ryanair.

    A parceria estratégica está formada entre a Ryanair, o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o Turismo do Algarve, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Câmara Municipal de Monchique.

    PROGRAMA

    11:00 horas – Boas-vindas por Paulo Alves (Município de Monchique)

               Intervenção Rogério Ivan Rodrigues (GEOTA)

    Intervenção Elena Cabrera (Ryanair)

    Intervenção André Gomes (Turismo do Algarve)

    Intervenção Castelão Rodrigues (ICNF)
  • A água é tema na Cimeira Luso-Espanhola

    No próximo dia 23 de outubro, realiza-se na cidade de Faro, no Palácio Fialho, uma nova Cimeira entre os governos de Portugal e de Espanha, tendo como tema central «Água um bem comum».

    Espera-se que os trabalhos arranquem pelas 09:30, terminando com com um almoço entre as duas delegações.

    Está prevista a assinatura de acordos no âmbito da Convenção de Albufeira, um instrumento de cooperação bilateral que regula desde 2000 a proteção das águas das bacias hidrográficas partilhadas entre Espanha e Portugal, bem como a utilização sustentável e coordenada das águas, nos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana,

  • Prevenção reforçada em VRSA

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê precipitação forte, vento com rajadas até 80 km/h e possibilidade de trovoadas.

    Para proteger a população e mitigar os impactos das chuvas intensas, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, e em colaboração com os Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, esta a aplicar várias medidas de prevenção no terreno, designadamente a limpeza intensiva de sarjetas e sumidouros; a inspeção das estações elevatórias e os cursos de água mais vulneráveis.

    Todas as forças de segurança e equipas de emergência estão em prontidão máxima, preparadas para intervir e mobilizar recursos em caso de necessidade.

    No âmbito da coordenação municipal ativa foi instalado um posto de coordenação municipal no Quartel dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, que está em contacto permanente com todas as entidades envolvidas, para responder de forma eficaz a qualquer situação que possa surgir.

    Na tarefa participam as Juntas de Freguesia do concelho.

  • O Saramugo como estará

    As ribeiras da Foupana e Odeleite, em Portugal, abrigam uma espécie de peixe endógena em vias de extinção chamada saramugo (Anaecypris hispanica). As recentes chuvas podem ter dado um pouco mais de esperança à sua existência, dentro da bio-diversidade.

    Este pequeno peixe, que atinge cerca de 7 centímetros em idade adulta, é exclusivo da bacia hidrográfica do rio Guadiana, na Península Ibérica, e encontra-se criticamente ameaçado devido a vários fatores, como:

    A perda de habitat pela construção de barragens, uma vez que a extração de água para a agricultura e o desenvolvimento urbano têm reduzido e fragmentado o habitat natural do Saramugo.

    A poluição da água proveniente da agricultura, indústria e esgotos domésticos afeta a qualidade da água e a saúde dos saramugos.

    A introdução de espécies exóticas como o achigã e o lagostim-vermelho-da-luisiana, que competem com o saramugo por alimento e habitat, e podem predá-lo.

    As alterações climáticas, com o aumento da temperatura da água e a diminuição da precipitação, podem afetar a reprodução e a sobrevivência do Saramugo.

    Para proteger esta espécie única, têm sido implementadas várias medidas de conservação, como monitorização da população: monitorização regular da população de saramugos para avaliar o seu estado de conservação.

    A recuperação de troços de rios e ribeiras degradados, através da remoção de obstáculos, plantação de vegetação ripícola e controlo da erosão.

    A reprodução em cativeiro do saramugo no Parque Natural do Vale do Guadiana, com vista à sua posterior libertação em habitats adequados.

    O controlo de espécies exóticas invasoras que ameaçam o saramugo. Dentro da educação ambiental, a sensibilização do público para a importância da conservação do saramugo e do seu habitat.

    A conservação do saramugo é considerada como crucial para preservar a biodiversidade da região e garantir a saúde dos ecossistemas aquáticos. É um desafio que requer a colaboração de todos, desde as autoridades às comunidades locais, para garantir a sobrevivência desta espécie emblemática.

  • Zimbrais dunares da Mata litoral

    O projeto Zimbral for LIFE, financiado pelo Programa LIFE da União Europeia, tem como principal objetivo melhorar o estado de conservação dos zimbrais, um habitat prioritário para a biodiversidade em Portugal.

    A sessão contou com a participação de Celeste Sousa, diretora do CFAE Levante Algarvio, Álvaro Araújo, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), além de Carlos Pinto Gomes, da Universidade de Évora.

    Os zimbrais são fundamentais para a proteção das dunas costeiras e para a fauna local. Porém, encontram-se ameaçados pela urbanização e espécies invasoras.

    Como parte da iniciativa, foi realizada uma visita de campo à Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António, onde os participantes puderam observar diretamente o habitat dos zimbrais.

    A visita foi guiada por especialistas da Universidade de Évora e do ICNF, tendo permitido uma experiência educativa única sobre a importância ecológica dos zimbrais e a respetiva preservação.

    O evento destacou a necessidade urgente de sensibilizar a comunidade, especialmente as gerações mais jovens, sobre a importância da conservação ambiental e da proteção dos habitats naturais.

    As entidades promotoras desta ação foram o CFAE Levante Algarvio e a Universidade de Évora, através do projeto Zimbral for LIFE. O público-alvo incluiu professores do ensino básico e secundário, educadores de infância, assim como técnicos de entidades ligadas ao ambiente​.

    Sessão sobre o zimbral
    A importância do Zimbral nas dunas costeiras

    O zimbral, composto principalmente por espécies como o zimbro (Juniperus spp.), desempenha um papel crucial na fixação das dunas litorais. Esta vegetação lenhosa ajuda a estabilizar as dunas, prevenindo a erosão causada pelo vento e pelas marésAlém disso, os zimbrais fornecem um habitat vital para diversas espécies de fauna e flora, contribuindo para a biodiversidade local.

    A presença do zimbral nas dunas também ajuda a manter a integridade do ecossistema costeiro, protegendo as áreas interiores contra a invasão de areia e promovendo a retenção de nutrientes no soloProjetos como o “Zimbral for Life” estão focados na preservação e restauração desses habitats, destacando sua importância ecológica e a necessidade de conservação2.

    Consultar:

  • A tragédia dos incêndios e a natureza da floresta

    O eucalipto, que alimenta as grandes indústrias de celulose no centro do país, é frequentemente citado como a principal causa dos incêndios em Portugal, sendo incompatível com o clima local.

    Tem sido inúmeros os alertas sobre os perigos da proliferação dos eucaliptos, pouco tem sido feito para mitigar o risco. O maior incêndio do ano, antes destes, ocorreu na Madeira, onde centenas de hectares de eucaliptos foram consumidos pelas chamas.

    Nos últimos anos, os incêndios florestais em Portugal têm apresentado um aumento significativo em frequência e intensidade, o que levanta preocupações sobre a gestão do território e as condições climáticas na região. De acordo com dados do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), nos últimos cinco anos, houve um registro alarmante de incidentes, com cerca de 13.000 hectares queimados apenas em 2022. Esta situação tem gerado sérios danos ao meio ambiente, à biodiversidade e à economia local, especialmente em áreas do interior do país, onde a vegetação é mais densa e suscetível ao fogo.

    Os fatores que contribuem para a incidência de incêndios florestais em Portugal são variados. A mudança climática tem intensificado as temperaturas extremas e reduzido a umidade do ar, criando um ambiente propício para o alastramento das chamas. Além disso, a gestão inadequada do território, marcada pelo abandono de terrenos agrícolas e florestais, resulta no acúmulo de biomassa, que serve como combustível para os incêndios. Regiões como a Beira Alta e o Minho têm sido particularmente afetadas, com suas florestas densas e uma biodiversidade rica, mas vulnerável a esses eventos devastadores.

    Estudos recentes também indicam que a falta de investimento em infraestrutura e na prevenção de incêndios tem exacerbado a situação. A escassez de recursos para a manutenção de caminhos e acessos nas áreas florestais dificulta o combate aos incêndios, além de aumentar o risco de grandes incêndios devido à dificuldade em controlar o fogo rapidamente. As florestas de pinheiro e eucalipto, predominantemente presentes no interior de Portugal, são espécies altamente inflamáveis e, quando combinadas com as condições climáticas adversas, criam um cenário alarmante para os ecossistemas e as comunidades locais.

    Estratégias de prevenção e preparação

    O combate aos incêndios no interior de Portugal tem se beneficiado de um conjunto diversificado de estratégias de prevenção e preparação. Uma das abordagens mais eficazes envolve a implementação de programas de sensibilização que buscam informar a população sobre a importância das práticas adequadas de manejo de florestas e da minimização de riscos. Esses programas frequentemente oferecem workshops e materiais informativos, permitindo que os cidadãos compreendam melhor como atuar proativamente em caso de incêndios e a relevância das práticas preventivas.

    A limpeza regular das florestas é outra estratégia fundamental na mitigação do risco de incêndios. A acumulação de material combustível, como folhas secas e galhos, cria um cenário propenso para o início e a rápida propagação de incêndios. Portanto, ações como o desbaste e a remoção de resíduos florestais são promovidas em várias comunidades. Além disso, a prática de queimadas controladas se apresenta como uma técnica eficaz, quando realizada sob condições adequadas e com monitoramento, ajudando a reduzir a carga de combustível nas florestas e, consequentemente, o potencial de incêndios descontrolados.

    Outro aspecto crucial da prevenção é a colaboração entre diferentes entidades. Associações de bombeiros, Organizações Não Governamentais (ONGs) e a comunidade local desempenham papéis vitais nesse esforço. A troca de informações e recursos entre essas partes garante uma resposta coordenada e eficiente em caso de emergência. Finalmente, a formação e capacitação de voluntários são indispensáveis, fornecendo a esses indivíduos as habilidades necessárias para atuar em situações de incêndio. Essa preparação não apenas fortalece a rede de apoio durante emergências, mas também estimula a resiliência da comunidade frente aos desafios que os incêndios florestais podem trazer.

    Tecnologia e inovação no combate aos incêndios

    A crescente ameaça de incêndios florestais em Portugal tem impulsionado o investimento em tecnologias inovadoras que visam aprimorar as estratégias de combate e prevenção. Uma das ferramentas mais promissoras é o uso de drones, que oferecem uma visão aérea detalhada das áreas afetadas. Equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos, esses dispositivos permitem a detecção precoce de focos de incêndio, possibilitando uma resposta mais rápida por parte das equipes de emergência.

    Além dos drones, imagens de satélite desempenham um papel crucial no monitoramento das condições climáticas e na identificação de áreas propensas a incêndios. Essas imagens são utilizadas para analisar a vegetação, a umidade do solo e outros fatores que podem influenciar o surgimento de focos. Essa abordagem baseada em dados permite que as autoridades planejem ações preventivas, otimizando o uso de recursos e minimizando riscos.

    Sistemas de monitoramento em tempo real também têm se mostrado essenciais no combate aos incêndios. Com o uso de sensores e redes de comunicação, é possível acompanhar a evolução das chamas e as condições meteorológicas, garantindo uma coordenação mais eficaz das operações de combate. Essas inovações possibilitam um uso mais direcionado de recursos, como equipes de combate e equipamentos, aumentando a eficácia no controle das chamas.

    As novas técnicas de combate, como o uso de retardantes e outros produtos químicos, apresentam vantagens adicionais em relação aos métodos tradicionais. Os retardantes criam uma barreira que impede a propagação do fogo, sendo utilizados para proteger áreas vulneráveis. A aplicação dessas tecnologias e metodologias inovadoras não apenas melhora a capacidade de resposta, mas também redefine as práticas de combate, contribuindo para um futuro mais seguro em relação aos incêndios florestais em Portugal.

    Desafios e oportunidades futuras

    O combate aos incêndios no interior de Portugal ainda enfrenta uma série de desafios significativos. Entre esses, destacam-se as limitações financeiras que impactam diretamente a capacidade de resposta e a implementação de medidas preventivas. Muitas vezes, os investimentos em tecnologias de monitoramento e em formação especializada para equipes de combate são insuficientes, resultando em uma resposta que pode ser lenta e ineficaz. Além disso, a falta de infraestrutura adequada em áreas rurais e de difícil acesso torna o combate aos incêndios mais complicado, exacerbando as consequências de um evento já devastador.

    Com relação às oportunidades futuras, é imperativo considerar a implementação de políticas públicas que incentivem investimentos em um sistema de gestão de incêndios mais resiliente. Uma abordagem integrada, que envolva as comunidades locais, instituições de ensino e órgãos governamentais, pode promover uma maior conscientização sobre o cuidado com as florestas e a utilização de práticas de manejo sustentável. Por exemplo, programas de reabilitação de áreas afetadas por incêndios e a criação de corredores ecológicos podem contribuir para a mitigação dos riscos.

    Além disso, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, como drones para monitoramento aéreo e sistemas de alerta precoce, podem ser oportunidades valiosas para fortalecer a resposta a eventos de incêndios. A promoção de parcerias público-privadas também se revela uma estratégia eficaz, pois pode unir esforços e recursos de diferentes setores na luta contra este problema. Essas iniciativas são cruciais para que o sistema de gestão de incêndios se torne não apenas mais eficaz, mas também mais sustentável no longo prazo.

    incêndios
  • Mais pilhas recicladas este ano em Portugal

    Segundo a Greensavers, a quantidade de pilhas e baterias enviadas para reciclagem aumentou oito vezes, no primeiro semestre do ano, anunciou ontem a associação Eletrão, que recolheu mais de 963 toneladas de material entre janeiro e junho.

    No mesmo período do ano passado, foram recolhidas 116 toneladas. O número alcançado em seis meses é superior ao da recolha anual registada entre 2010 e 2022, segundo a mesma fonte.

    No Dia Europeu da Reciclagem de Pilhas, o Eletrão destacou que o resultado representa um «salto exponencial» nas pilhas e baterias industriais, maioritariamente provenientes de atividades empresariais e industriais, que passaram de 18 toneladas para 859 toneladas.

    “O crescimento da recolha e reciclagem de pilhas e baterias portáveis, que normalmente são encontradas em comandos, brinquedos, telemóveis e computadores, ascende a 6%”, revelou a associação, em comunicado.

    Para a recolha, contribuíram municípios, comerciantes, empresas, instituições e operadores de gestão de resíduos e o aumento do número de pontos de recolha para mais de 9.000.

    Os números continuam, porém, aquém do desejado, sobretudo nas pilhas e baterias portáteis, de acordo com o diretor geral de elétricos e pilhas, Ricardo Furtado, citado no comunicado.

    «A cada dia que passa, as entidades gestoras que integram a Eucobat reciclam mais de 10 milhões de baterias, o que corresponde a 2,5 mil milhões de baterias por ano. Esta quantidade poderia estender-se ao longo de 116 mil quilómetros, o que permitiria dar três voltas ao mundo», afirmam.

    «As pilhas e baterias têm substâncias «altamente nocivas», que poluem o solo e a água. Contêm igualmente materiais valiosos que podem ser reciclados, como o lítio, o zinco, cobalto e terras raras, elementos que integram a lista das matérias-primas identificadas pela Comissão Europeia como críticas para assegurar a transição ecológica e digital.