Categoria: Cultura

  • Barquinhos de poemas rumo ao Guadiana

    No dia 27 de dezembro, em Barriada de Canela, a poesia correu por terra, mar e ar nas terras do Baixo Guadiana., com o tradicional almoço de despedida do ano, onde pasrticiparam os «Poetas do Guadiana» das duas margens do rio.

    Qualidade humana, portas e as janelas sempre abertas caso, com o Ano Novo, para dar uma volta pelos poemas de sempre e pelos novos.

    Fotos A. Cipriano Cabrita e José Luís Nascér

  • Prémio Unesco

    O Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP) atribuiu o Prémio Nacional de Artesanato 2023 à Cooperativa QRER e à Proactivetur / Projeto TASA.

    Foi na categorias “Entidade Privada” e “Investigação” pela elaboração do RED BOOK – LISTA VERMELHA DAS ATIVIDADES ARTESANAIS ALGARVIAS, que já havia também sido reconhecido com o prémio Prof. Manuel Gomes Guerreiro, atribuído pela Universidade do Algarve e parceiros.

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., que promoveu a concretização do RedBook das Atividades Tradicionais, congratulou-se com o reconhecimento obtido.

    Dirigiu também «uma especial palavra de apreço à equipa da Proactivetur, em particular a Susana Calado Martins e Graça Palma, pelo trabalho de entrevistas no terreno e de elaboração do RedBook.

    Este prossegue a linha do projeto TASA – Técnicas Ancestrais Soluções Atuais», marca registada detida pela CCDR-Algarve, entidade promotora deste projeto inovador de Artesanato e Design que visa “Afirmar e Divulgar a Atividade Artesanal como Profissão de Futuro”, e que junta a inovação – design de novos produtos – à tradição.

    E prossegue porque utiliza materiais e técnicas artesanais, saberes que têm vindo a ser transmitidos de geração em geração e resultam em produtos utilitários com uma estética contemporânea de reconhecida aceitação.

    Magalhães_ICC, acrónimo do Centro Magalhães para o Empreendedorismo de Indústrias Culturais e Criativas, pretende estabelecer uma rede de cooperação transfronteiriça destinada a consolidar e a promover a oferta cultural inovadora no seio da EURORREGIÃO Alentejo – Algarve – Andaluzia (EUROAAA).

  • 25 Anos da IN Versus Fado no Club Farense

    IN VERSUS FADO ASSINALAM EM FARO 25 ANOS DE ATIVIDADE
    O Club Farense irá receber na sexta-feira, 6 de dezembro, pelas 21:00, o grupo In Versus que assinala 25 anos de atividade como cultores do fado, da canção e da guitarra de Coimbra no Algarve.
    O grupo iniciou a sua atividade na Universidade do Algarve em 1999. A realização das monumentais serenatas académicas nas escadarias da Sé de Faro e da Igreja do Carmo definem um alinhamento com a tradição da Canção de Coimbra e a guitarra portuguesa de Coimbra.
    O grupo tem contado, ao longo da sua história, com alunos e antigos alunos da Universidade do Algarve, Universidade de Coimbra e Universidade do Porto.
    São reconhecidos como referência neste estilo musical a sul de Coimbra. Realizam espetáculos por todo o sul do país com maior incidência no Algarve tendo registado incursões por Espanha.
    Contam no repertório com temas clássicos do reportório de Coimbra bem como fados e guitarradas de novas gerações. Assumem como influências mais marcantes Artur Paredes, Carlos Paredes, Edmundo Bettencourt e Luiz Goes.
    O lançamento do disco “Saudade” em 2017 é um marco no percurso do grupo. Apresenta registos de estúdio que ilustram a forte ligação à canção de Coimbra e às guitarradas existentes no Algarve.

  • Petição sobre a obra de José Mário Branco

    A petição tem mais de 5200 assinaturas recolhidas com vista à declaração de interesse nacional e consequente classificação da obra fonográfica do músico José Mário Branco.

    Nascido em 1942 e falecido em 2019, o intérprete, compositor, arranjador e produtor portuense tem um percurso em disco entre 1969, data em que foi editado o EP «Seis Cantigas de Amigo», e, no próprio ano em que faleceu, produziu o álbum “Ruas e Memórias”, do fadista Marco Oliveira.

    O último disco de José Mário Branco em nome próprio, a coletânea «Inéditos – 1967-1999», foi publicado em 2018, mas a riqueza da sua obra não se esgota unicamente nesses registos, devendo compreender as composições escritas para outros e ainda as produções, destacando-se o seu trabalho inovador na área do fado a partir da década de 1990, especialmente ao lado de Camané e da letrista Manuela de Freitas.

    José Mário Branco dirigiu, entre outros, o álbum «Cantigas do Maio» (1971), de José Afonso, publicado na mesma altura do seu primeiro álbum, «Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontade», colaborando com Sérgio Godinho em diversos momentos do percurso de ambos.

    Depois de 1974, fundou o Grupo de Acção Cultural – Vozes na Luta, responsável por uma nova abordagem ao cancioneiro tradicional português.

    Com este pedido de classificação, os proponentes e os signatários pretendem que a obra de José Mário Branco seja mais divulgada, estudada e interpretada, tendo em conta a riqueza do seu criador, onde confluíam os universos da música popular, da música erudita e ainda de uma importante passagem pelo teatro.

    Os promotores da Petição :

    Alain Vachier (produtor musical); Ana Ribeiro (música); António Bulcão (Cantautor); Antonio Duarte (músico); A.P. Braga (cantautor) ; Armando Carvalhêda (Radialista); Arnaldo Trindade (editor fonográfico); Cândido Mota (Radialista); Carlos Alberto Moniz (cantautor); Carlos Clara Gomes ( cantautor); Francisco Fanhais (cantor); Francisco Naia (cantautor); Gaspar Varela (músico); João Afonso (cantautor); João Carlos Callixto (Investigador musical e autor de programas de rádio e televisão); João Loio (músico); João Nogueira (músico); Jorge Mendes (músico); José Barros (cantor/autor/compositor); José Carita (músico); José Manuel Ésse (músico); Lúcia Moniz (actriz/cantautora); Luís Almeida (cantautor); Luis Galrito (cantautor); Luís Gil Bettencourt (músico); Lurdes Nobre (produtora musical); Manuel Freire (cantautor); Marco Oliveira (cantautor); Mário Mata (cantautor); Miguel Calhaz (cantautor); Pedro Branco (cantautor); Rogério Charraz (cantautor); Rogério Oliveira (músico); Rui Curto (músico); Rui Júnior (músico); Rui Sousa (músico); Samuel Quedas (cantautor); Silvestre Fonseca (músico); Tino Flores (cantautor); Toni da Costa (músico); Vitor Paulo (músico); Vitor Sarmento (músico)

    Créditos: Lugar ao Sul

  • Fernando Pessanha premiado pela Defesa Nacional

    Com um prémio monetário de 6.000,00€ e a publicação do trabalho vencedor, o Prémio Defesa Nacional visa promover o estudo e a divulgação dos feitos e personalidades marcantes da nossa História, bem como a investigação dos eventos militares portugueses sob a ótica da Defesa Nacional.

    É atribuído a trabalhos académicos notáveis que gerem interesse e contribuam significativamente para a compreensão da História Militar de Portugal, integrando-se nas atividades da Comissão Portuguesa de História Militar.

    Fernando Pessanha

    A obra agora distinguida, desenvolvida a partir da tese de doutoramento de Fernando Pessanha, tem por título Nuno Fernandes de Ataíde, o »nunca esta quedo» – A acção do capitão de Safim no apogeu da presença militar portuguesa em Marrocos, investigação anteriormente galardoada com o honorífico cum laude (distinção e louvor) pela Universidade de Huelva, em Espanha.

    A investigação agora galardoada com o Prémio Defesa Nacional 2023 analisa a acção militar, política e estratégica de Nuno Fernandes de Ataíde, alcaide-mor de Alvor (actual concelho de Portimão) e capitão de Safim, numa vasta área do sul de Marrocos, durante o reinado de D. Manuel, mais concretamente, entre 1510 e 1516.

    Conhecido entre os seus contemporâneos como o «nunca esta quedo», Nuno Fernandes de Ataíde foi o responsável pela instituição do primeiro protetorado europeu no Norte de África, tendo comandado as armas lusas em campanhas vitoriosas que chegaram às portas de Marraquexe e ao Grande Atlas.

    Segundo o autor, investigador da Academia de Marinha e do CHAM – Universidade Nova de Lisboa, “a acção de Nuno Fernandes de Ataíde, enquanto braço executor do projeto imperial manuelino, é apenas equiparável à ação de Afonso de Albuquerque no Oriente. A História de Portugal tem uma manifesta dívida para com a memória de Nuno Fernandes, o grande paladino português que se bateu até às últimas consequências no teatro de operações norte africano do séc. XVI”. O historiador algarvio, técnico superior de cultura da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, irá receber o prémio em Sessão Solene presidida por sua excelência o Ministro da Defesa Nacional, no dia 4 de Dezembro, nas instalações do Ministério da Defesa Nacional.

  • Linguagem gestual no Teatro das Figuras

    As problemáticas árduas de homens meninos, de mães que perderam filhos, de mulheres meninas que ficaram viúvas e de filhos que ficaram órfãos, mas também de afetos, compreensões e incompreensões que emergiram dessa situação de acesa conflitualidade.

    A narrativa está centrada numa experiência colonial nossa, portuguesa e africana, mas os comportamentos humanos, as suas causas e consequências, são de todas as geografias. No que nos diz respeito, felizmente houve ABRIL. Luís Vicente, é responsável pela dramaturgia e encenação de «Suplicantes».

    A peça incide, essencialmente, sobre uma história de encontros e desencontros históricos circunstanciais, memórias suplicantes que se desvendam por via de uma narrativa que apela ao sentido de humanidade.

    cultura
  • Maria Manuela Santos expõe em Portimão

    A exposição surge das inquietações da artista, no que diz respeito à preservação da biodiversidade. Pretende com a temática dar a conhecer plantas exóticas que são invasoras agressivas e transmitir a mensagem da necessidade de as controlar, pois elas comprometem o ambiente, a economia e a saúde humana.

    «BELAS» salienta as caraterísticas de cada espécie invasora com uma composição onde a imagem feminina é uma constante, em homenagem às mulheres, que silenciosamente constituem os alicerces da sociedade.

    A artista Maria Manuela Santos nasceu em Angola e atualmente vive e trabalha no Algarve. Formou-se em Arquitetura Paisagista na Universidade de Évora. Demonstrou, desde cedo, curiosidade e habilidade para as artes, telas, pincéis e tintas. Aprecia diferentes técnicas artísticas, mas privilegia os acrílicos, o óleo e a aguarela.

    A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 8:30 horas e as 17h00, na área de Atendimento ao Público da EMARP.

    exposições
  • O amor e os séculos

    Uma Descoberta Fascinante aconteceu no ano de 2018, quando a comunidade arqueológica foi surpreendida por uma descoberta extraordinária na Ucrânia: os restos de um casal da Idade do Bronze, que permaneciam entrelaçados em abraço por impressionantes 3.000 anos.

    Esta descoberta não apenas oferece um vislumbre sobre a vida e os costumes da época, mas também levanta questões sobre o amor e as conexões humanas ao longo da história.

    A Idade do Bronze, que floresceu entre aproximadamente 3300 a.C. e 1200 a.C., é conhecida por seu desenvolvimento significativo em ferramentas de metal, agricultura e, é claro, pela formação de complexas estruturas sociais.

    A história do casal descoberto na Ucrânia insere-se neste rico contexto, revelando nuances da vida cotidiana, crenças e a importância dos laços familiares na antiguidade. A posição dos corpos sugere que a relação entre eles era profundamente significativa.

    A descoberta do casal bronzeado não apenas comoveu o público, mas também impulsionou discussões entre arqueólogos e antropólogos sobre a cultura na época.

    Além de compreender as relações interpessoais ao longo da história, essa descoberta ajuda a rever como as pessoas vão definir o amor e a união. Há a teoria que está a ser investigada de que a mulher teria bebido veneno para partir com o homem, uma vez que a posição náo poderia coincidir com serem ambos enterrados mortos.

    Os cientistas continuam a estudar os restos para entender melhor as práticas funerárias e as dinâmicas sociais. O encanto dessa história tridimensional nos lembra que, mesmo após milénios, as emoções humanas permanecem constante.

  • AKIVIDA em Alcoutim

    A UTL / AKIVIDA participou na «Exposição de Poesia e Arte» realizada na Biblioteca Municipal Carlos Brito, em Alcoutim.

    As artistas Ana Horta Rodrigues e Maria Manuel Félix, alunas da UTL há muitos anos, participaram nesta exposição com várias obras da sua autoria, muitas delas realizadas nas aulas de pintura.

    O projeto vai continuar ativo e vai levar novos eventos culturais ao concelho, pelo que a Akivida aproveitou a ocasião para parabenizar os envolvidos na organização da exposição «que, mais uma vez, provou que as línguas não são barreiras mas o encontro de pessoas e culturas».

    Declaram-se de coração cheio.

  • Faro celebra centenário de António Ramos Rosa

    Natural de Faro, nascido a 17 de outubro de 1924, onde frequentou os estudos secundários, António Ramos Rosa cedo rumou a Lisboa, onde trabalhou como empregado de escritório, tradutor e professor.

    Por iniciativa do Município de Faro e da associação A Tal Emersa, o seu centenário será celebrado ao longo de dois dias com um programa especial que incluiu a exposição “António Ramos Rosa e a Interrogação do Real”.

    A inauguração está prevista para as 17:30 do dia 16 de outubro, e uma jornada de trabalho com conferências, mesas-redondas e recital de poesia, a partir das 9 horas do dia 17 de outubro, sempre na Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa.

    António Ramos Rosa tem o seu nome ligado a publicações literárias dos anos 50. Foi cofundador da revista Árvore (1951-1953) e participou na Cassiopeia e nos Cadernos do Meio-Dia. Estes primaram não só por uma postura de isenção relativamente aos diversos feixes estéticos que atravessam aquela década (legado surrealista e evolução da poesia neorrealista, entre outros), como por um critério de respeito pela qualidade estética dos trabalhos literários publicados.

    Viveu intensamente a vitória dos Aliados, aquando do término da II Guerra Mundial e desenvolveu uma importante atividade nos domínios da teorização e da criação poética.

    Complementarmente, Ramos Rosa colaborava com textos de crítica literária na Seara Nova e no Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas.

    É no primeiro número da Árvore, onde garante a participação dos poetas António Luís Moita, José Terra, Luís Amaro e Raul de Carvalho, que subscreve o texto “A Necessidade da Poesia”, apontando como princípios imperativos da publicação a liberdade e a isenção (“Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas.”), postergando apenas da aventura poética a “gratuitidade como intenção“, posto que a poesia decorre de uma “superior necessidade […] tanto no plano da criação como no da demanda social” (ibi., p. 4).

    Como poeta, estreia-se em 1958 no jornal «A Voz de Loulé» com o poema “Os dias, sem matéria” e na coletânea “O Grito Claro”, n.º 1 da coleção de poesia «A Palavra», editada em Faro e dirigida pelo seu amigo e também poeta Casimiro de Brito. Seria apenas o primeiro de uma obra poética que ultrapassa os cinquenta títulos.

    É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Estava assim lançado o movimento da moderna poesia portuguesa onde o autor circulava. 

    Ramos Rosa foi distinguido com numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988, o Prémio Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT – Correios de Portugal em 1989, pela recolha “Acordes”, e em 2006, pelas obras “Génese” e “Constelações”, que estão igualmente na base da atribuição do Prémio Luís Miguel Nava, no mesmo ano; em 1990, o Grande Prémio Internacional de Poesia, no âmbito dos Encontros Internacionais de Poesia de Liège; em 1992, o Prémio Jean Malrieu, para o melhor livro de poesia traduzido em França, e o Prémio Municipal Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa (Prémio de Poesia), pela obra “As armas imprecisas”; e, em 2005, o Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen (Prémio de Poesia), São João da Madeira, pela obra “O poeta na rua. Antologia portátil”.

    A 10 de Junho de 1992 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e a 9 de Junho de 1997 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2001, o seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Faro. Em 2003, a Universidade do Algarve, atribui-lhe o grau de Doutor Honoris Causa.

    Considerado um dos grandes poetas portugueses da atualidade, a sua atitude crítica perante a sua própria palavra, fez dele um dos mais esclarecidos críticos portugueses contemporâneos. 

    Faleceu a 23 de setembro de 2013, em Lisboa, tendo doado todo o seu espólio literário à Biblioteca Nacional de Portugal.

    No âmbito da sua Missão e das atribuições no domínio da Cultura, a CCDR do Algarve, I.P. congratulou-se com esta iniciativa, que considera meritória, eevoca a memória de um dos mais distintos algarvios e a obra de um nome maior da Poesia do Século XX.