Categoria: foz-destaques

  • Mandrake de Ouro para portuguesa

    O prémio mais cobiçado pelos ilusionistas de todo o mundo foi conquistado este ano por Portugal.

    Solange Kardinaly, de 33 anos, foi agraciada com o Mandrake d’Or 2024, também conhecido como o Óscar da magia.

    A cerimónia ocorreu no dia 22, numa gala realizada no Casino de Paris, em França, tornado realidade o meu sonho de criança de Solange.

    É mais uma conquista para Portugal, segundo partilhou a ilusionista na sua página do Instagram.

    Solange Kardinaly é a primeira mulher portuguesa a ganhar o prémio, seguindo os passos de Luís de Matos, que em 1999 abriu caminho para Portugal nesta competição.

    Originária de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, Solange estabeleceu em 2023 um novo recorde mundial do Guinness para o maior número de trocas de roupa num minuto – 25 mudanças!

    Neste ano, a ilusionista alcançou a final do programa «America’s Got Talent», obtendo o quarto lugar.

    No concurso, que possui um júri de renome – Simon Cowell, Sofia Vergara, Heidi Klum e Howie Mandel –, Solange combinou as rápidas trocas de roupa com outros truques de ilusionismo.

    Os vídeos das suas atuações no YouTube acumulam milhões de visualizações.

    A artista já marcou presença em outras edições do «Got Talent» na Espanha, Croácia e França.

    Nos dias 10 e 11 de janeiro de 2025, após um período longe dos palcos em Portugal, Solange e seu marido, Arkadio Kardinaly, vão atuar no Casino de Espinho.


  • Feira de Todos os Santos em Silves

    A partir de amanhã, 30 de outubro a 3 de novembro, no Sítio do Encalhe, em Silves, realiza-se a «Feira de Todos os Santos».

    Município de Silves, este ano, de forma a revitalizar o evento, dando-lhe um novo ânimo, preparou um programa de animação musical que «promete deixar todos a mexer».

    Os principais artistas convidados são Iran Costa, Brasa Doirada, Augusto Canário, mas há muitos mais.

    A feira é composta pelas exposições de produtos agroalimentares, louça, brinquedos, bijuteria, calçado e muito mais.

    Além do mais, são esperadas as tradicionais delícias gastronómicas, presentes nas tasquinhas espalhadas pelo recinto.

    Não vão faltar castanhas assadas, farturas, pipocas, algodão doce, cachorros quentes e outros petiscos irresistíveis. Os carrocéis são outra das atrações para miúdos e graúdos.

    Programa:
    • 31/10 – 21h00 – Festa “I Love the 90’s”
    • 01/11 – 15h00 – D’Abalada
    • 01/11 – 17h00 – Augusto Canário
    • 02/11 – 18h00 – Ricardo Neto
    • 02/11 – 21h00 – Silk Road
    • 03/11 – 15h00 – Brasa Doirada
    • 03/11 – 17h00 – Iran Costa
  • Proteção aos linces nas estradas em Mértola e Alcoutim

    O sistema WASE está em funcionamento nas Estradas Nacionais (EN) 122 e 123 e no Itinerário Complementar (IC) 27, sendo os alertas acionados quase em tempo real, quando os linces entram nas áreas virtuais de território com 200 metros de largura, adjacentes às vias, para ambos os lados da faixa de rodagem.

    Trata-se de uma parceria entre as autoridades portuguesas e uma empresa que gere uma aplicação de trânsito que está a desenvolver em algumas estradas do Algarve e do Alentejo um sistema de alerta de aproximação de linces-ibéricos para reduzir a mortalidade destes animais.

    Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a iniciativa está integrada no projeto LIFE Lynxconnect que reúne este organismo, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a plataforma Waze.

    Em conjunto procuram minimizar os atropelamentos de linces nas estradas, um dos principais fatores de mortalidade desta espécie por causas humanas.

    Como funciona o sistema Waze

    Emite um sinal ao condutor sempre que circula em estradas dos territórios onde existem linces. Se um deles se aproximar a menos de 200 metros de cada lado da estrada, recebe um sinal. Não diz que é um lince, mas diz que há um animal nas proximidades.

    Utiliza um dispositivo que assenta em tecnologia de rede LoRa (acrónimo para ‘long range’, em português longo alcance). É uma tecnologia de rádio frequência que permite comunicação a longas distâncias com um consumo mínimo de energia.

    Os sensores presentes estão nas coleiras de seguimento dos felinos, embora dos quase 300 linces que habitam a zona do Vale do Guadiana, apenas 12 têm coleiras com emissores LoRa, de momento.

    Os responsáveis vão, este ano, tentar colocá-las em mais 30 animais e, embora a iniciativa seja de Portugal, já cedeu a Espanha uma coleira equipada com um emissor LoRa para ser testada na zona da Andaluzia.

    A antenas próprias do sistema LoRa vão ser colocadas aproveitando a torre onde estão os recetores dos sinais de telemóvel”, esclareceu.

    Para tal, A Infraestruturas de Portugal e a e a Fundação Altice, que cede os cartões GSM [Sistema Global para Comunicações Móveis], têm permitido a colocação e já são três torres de telemóvel equipadas com o sistema LoRa na zona de Mértola e nas proximidades de Alcoutim.

    A população de linces na Península Ibérica está progressivamente a afastar-se do risco de extinção e superou os 2.000 exemplares em 2023, o dobro relativamente a 2020. O censo realizado nesse ano revela que no Vale do Guadiana habitam 291 linces.

    lince
  • LIDL apoia os Bombeiros

    Foi em julho que as lojas Lidl de norte a sul do país, desafiaram os seus clientes a aderir às faturas eletrónicas, através da app Lidl Plus, com o duplo objetivo de sensibilizar os clientes para a redução do uso de papel, contribuindo para a preservação do ambiente, e de apoiar os Bombeiros Portugueses.

    Em cada distrito é entregue a quantia de 2.500 euros na loja que obteve o maior número de novos clientes a aderirem às faturas eletrónicas, tendo sido a de Vila Real de Santo António, no distrito de Faro que alcançou o objetivo.

    No ano passado, por ocasião do 2º aniversário da app Lidl Plus, o Lidl doou 36.000 euros a um total de 18 corporações de bombeiros,.

    bombeiros
  • Dessalinizadora no Algarve colhe crítica severa da PAS

    A Plataforma Água Sustentável (PAS) afirma, sem ambiguidades, que a intenção de construir a Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve (EDAMA) ineficaz, um desperdício económico, uma obra perdulária, um prejuízo para a pesca e turismo locais, tem um elevado custo ambiental e é uma oportunidade perdida pelo governo.

    É uma decisão ineficaz, porque, no máximo da sua produção de água, comatará 6,8% do total dos consumos anuais da região, cerca de 236,5 hm3. (20% dos 34% do consumo urbano) quando atualmente se perde, em média, 30% da água nas redes de distribuição urbana do Algarve.

    Será um desperdício económico porque desvia verbas que deveriam ser aplicadas em soluções eficazes, como a reabilitação das redes de abastecimento de água, recorrendo à instalação de tecnologias para a deteção e localização de fugas, monitorização e manutenção das perdas de água, e o aproveitamento das águas residuais tratadas (ApR).

    Será uma obra perdulária porque se trata de uma obra que produzirá água de menor qualidade e muito cara, o que conduzirá ao aumento do preço da água, sem resolver o problema da sua escassez.

    Será um prejuízo para a pesca e turismo locais porque diminui a quantidade e qualidade do pescado, bem como a qualidade da água do mar, descaracteriza e desfigura a paisagem natural da praia da Falésia, zona icónica da costa algarvia

    Será um elevado custo ambiental porque a poluição química provocada pela descarga da salmoura misturada com substâncias orgânicas e metais pesados terá efeitos irreversíveis na vida marinha. É uma elevada perda ambiental porque se prevê uma intervenção nas arribas da falésia, com perigo de derrocada, impactes graves no Parque Natural da Ria Formosa, na Zona Especial de Conservação da Ribeira de Quarteira, no Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado e nos recifes artificiais de Quarteira.

    Vai requerer, igualmente, relevados consumos energéticos, sendo cerca de 85% com recurso a combustíveis fósseis, com o subsequente aumento de emissão de carbono para a atmosfera.-

    É uma perda de oportunidade de o Governo fazer a diferença, resolvendo o problema dos recursos hídricos no Algarve, pela reprogramação do PRR, direcionando o financiamento para a resolução do problema das perdas de água na rede de distribuição e para a reutilização e das ApR. A dessalinização deveria ser, uma solução de último recurso, o que, manifestamente, não é o caso presente.

    Em vez disso, a decisão agora tomada de avançar com o processo da EDAMA criará novos problemas económicos, sociais e ambientais que legaremos às novas gerações.

    A PAS considera que o caminho a seguir para evitar a escassez de água não está no aumento da oferta, mas sim na gestão criteriosa do recurso e na execução de ações estruturais, de acordo com a recomendação específica feita a Portugal pelo Conselho Europeu, em 19 junho de 20241

    Assim, as ações prioritárias seriam criar condições favoráveis para haver um aumento de Pluviosidade e Retenção de Água no Território, Aumento da Eficiência Hídrica e Promoção do Uso Racional da Água e Reutilização da água, promovendo um modelo sustentável de gestão hídrica que evite agravar os problemas económicos, sociais e ambientais já existentes.

    Esta mega infraestrutura coloca em risco o futuro da região e dos Algarvios, conclui a Plataforma Água Sustentável.

    água
  • As nozes das Aldeias do Xisto

    As nozes fazem bem e combatem os radicais livres, diz-nos uma partilha das Aldeias do Xisto e viajaram da Pérsia para a Europa e para o Casal de São Simão, aldeia que organiza a Festa das Nozes.

    Há vestígios do consumo de nozes desde o tempo dos neandertais e de plantações de nogueiras na Grécia com mais de 8 mil anos e tem o significado simbólico, frequentemente relacionado com a fertilidade.

    As nozes são oleaginosas que podem ser consumidas cruas ou torradas, junto com iogurte e frutas, e também podem ser usadas em preparações como bolos, tortas, saladas, pães, bebida vegetal, pudins e granolas.


    Se gosta de nozes, aceite o co0nvite e vá apanhá-las e comê-las ás Aldeias do Xisto.

  • Apreensão de amêijoa Japonesa em Castro Marim

    No decorrer de uma operação conduzida pela Unidade de Controlo Costeiro da GNR em Castro Marim, foi realizada uma apreensão significativa de amêijoa-japonesa, totalizando 1.368 quilos.

    Este episódio ilustra a necessidade de monitoramento rigoroso das atividades de pesca e comercialização de bivalves neste território.

    O valor comercial estimado para a amêijoa-japonesa apreendida é considerável, refletindo tanto a procura deste molusco nos mercados internos quanto a sua relevância nas exportações.

    O valor de mercado desta espécie tem vindo a aumentar, o que torna imprescindível assegurar que as atividades associadas à sua captura estejam em conformidade com a legislação em vigor.

    A ação de fiscalização que teve lugar em Castro Marim partiu de uma denúncia recebida sobre o transporte irregular de molúsculos bivalves, particularmente a amêijoa-japonesa, espécie cuja extração e comercialização estão sujeitas a regulamentações rigorosas.

    A informação sobre a possível atividade ilícita foi prontamente analisada pelas autoridades competentes, levando à mobilização de uma equipa especializada para abordar a situação de maneira eficaz.

    Durante a operação, foi identificado um indivíduo que transportava os molúsculos de forma ilegal, sem apresentar os documentos obrigatórios que comprovassem a sua origem e a legalidade da captura.

    Essa infração é grave, uma vez que a pesca não regulamentada pode comprometer os ecossistemas locais e a sustentabilidade das espécies marinhas.

    Os militares da GNR procederam imediatamente à fiscalização, que incluiu a verificação do estado da carga e a confirmação da ausência de documentação pertinente, essencial para garantir a rastreabilidade dos produtos do mar.

    A equipe responsável pela fiscalização foi composta pelo subdestacamento de controle costeiro de Vila Real de Santo António, em colaboração com o destacamento de ação fiscal de Faro.

    O transporte irregular de espécies exóticas, como a amêijoa-japonesa, pode representar um risco significativo para a segurança alimentar e a biodiversidade. Assim, ações de fiscalização como esta são fundamentais para assegurar a proteção das espécies nativas e garantir que os recursos marinhos sejam geridos de maneira sustentável.

    O papel da Unidade de Controlo Costeiro e da Autoridade de Segurança Alimentar é, portanto, primordial no fortalecimento da legislação que protege os ecossistemas e a saúde pública.

    A análise minuciosa dos dados e a pronta atuação diante de irregularidades destacam a importância das ações colaborativas na promoção do cumprimento das normas e no fortalecimento da segurança alimentar, contribuindo, assim, para a preservação dos ambientes marinhos e dos recursos que deles dependem.

    As consequências legais associadas a este tipo de infração podem ser severas.

    O infrator pode enfrentar potenciais coimas, que variam consoante a gravidade da infração e o volume dos bivalves apreendidos. Além das sanções financeiras, este tipo de ação reflete um esforço contínuo das autoridades para desencorajar atividades ilegais que possam pôr em risco a biodiversidade da região e a saúde dos consumidores.

    A apreensão de amêijoa-japonesa revela a importância da vigilância constante e da aplicação das normas pesqueiras estabelecidas, que visam proteger os recursos marinhos e a economia local.

    Impactos da Espécie Invasora

    A amêijoa-japonesa (Ruditapes philippinarum), é classificada como uma espécie invasora e tem gerado preocupações significativas em diferentes partes do mundo, especialmente nas regiões costeiras da Europa.

    A introdução de organismos não nativos como este bivalve pode acarretar efeitos profundos na biodiversidade e na estrutura ecológica dos ambientes que habitam.

    A presença dessa espécie em Castro Marim, por exemplo, levanta preocupações quanto à ausência de rastreabilidade dos bivalves apreendidos, o que dificulta o controle das populações e a assessoria dos impactos ambientais decorrentes de sua introdução.

    Além disso, a destruição dos bivalves apreendidos pelas autoridades, medida tomada em conformidade com a legislação vigente, destaca a necessidade de ações mais rigorosas para a gestão de espécies invasoras.

    Embora a destruição seja uma solução imediata para evitar que esses organismos se espalhem ainda mais, ela não resolve as consequências já ocasionadas à biodiversidade local.

    Os bivalves invasores como a amêijoa-japonesa competem por espaço e recursos com espécies nativas, o que pode levar à diminuição das populações locais e, em casos extremos, à extinção de algumas delas.

    Os riscos associados à invasão biológica são amplos e complexos. A competição por recursos com os organismos nativos altera a dinâmica dos ecossistemas, afetando não apenas a biodiversidade, mas também a funcionalidade dos habitats.

    Nesse contexto, a monitorização e o controle das introduções de espécies exóticas tornam-se essenciais. Medidas proativas, como campanhas de conscientização e investimentos em pesquisa, podem ajudar a mitigar os impactos adversos da amêijoa-japonesa e proteger as comunidades biológicas locais, assegurando que a diversidade e a resiliência dos ecossistemas sejam preservadas.

    Riscos à Saúde Pública

    O consumo de moluscos bivalves, como a amêijoa-japonesa, apresenta riscos significativos à saúde pública, particularmente quando esses alimentos não possuem rastreabilidade adequada.

    Os bivalves têm a capacidade de acumular microrganismos patogênicos e substâncias químicas prejudiciais que estão presentes nas águas onde habitam.

    Isso ocorre devido à sua alimentação, que consiste na filtração de água, onde agentes contaminantes podem estar presentes, refletindo a qualidade da água do ambiente marinho. Assim, a condição de salubridade das águas é um fator determinante para a segurança dos frutos do mar que consumimos.

    Entre os perigos associados ao consumo de bivalves, destacam-se as biotoxinas marinhas, que são substâncias tóxicas produzidas por determinadas espécies de algas.

    Essas toxinas podem contaminar os moluscos e causar intoxicações severas em pessoas que os consumirem. Os sintomas podem variar de gastrenterite a condições mais graves, como a paralisia ou até a morte, dependendo da quantidade ingerida e da toxicidade da biotoxina específica.

    O caso mais recorrente é a síndrome de intoxicação por mariscos, que é desencadeada pelo consumo de bivalves contaminados, evidenciando a necessidade de um controle rigoroso sobre o mercado de frutos do mar.

    Diante desses riscos, é essencial que a população tenha consciência da importância da fiscalização e do consumo responsável de moluscos e outros frutos do mar.

    A escolha de produtos que apresentem garantias de qualidade e que sejam provenientes de fontes confiáveis é fundamental para prevenir possíveis intoxicações alimentares.

    A implementação de boas práticas na comercialização de bivalves não só protege a saúde pública, mas também contribui para a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos.

  • Os 40 anos da Associação de Bem-Estar Social da Freguesia do Azinhal

    Uma noite repleta de emoções e homenagens marcou o 40.º aniversário da Associação de Bem-Estar Social da Freguesia do Azinhal, que decorreu na quinta-feira, dia 24 de outubro, com a presença da Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, no Castro Marim Golfe & Country Club.

    O evento começou com a apresentação de um novo veículo elétrico financiado no âmbito da Medida PRR- TO 1.1 Mobilidade Verde, que foi entregue à associação, seguido da estreia e da transmissão do pequeno filme “ABESFA – Um Ato de Solidariedade”, produzido pelo Município de Castro Marim, que pretendeu retratar o trabalho diário da instituição, reconhecer o empenho e recordar o passado, agora disponível em https://youtu.be/ZuKr_x7Zwto.

    A primeira intervenção da noite ficou a cargo do diretor técnico da associação, Jorge Martins, que além de agradecer a todos os colaboradores e parceiros desta longa caminhada e de ter sido homenageado inesperadamente pelos seus colegas de trabalho, anunciou novos projetos.

    A antiga Escola Primária do Azinhal será transformada numa creche e pré-escola, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência e apoio do Município de Castro Marim, enquanto ao mesmo tempo existe o objetivo de criar uma Habitação Colaborativa e Comunitária na aldeia.

    Um dos grandes destaques da noite foi o anúncio da atribuição do nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, José Estevens, falecido em maio de 2023, à Unidade de Cuidados Continuados do Azinhal, num momento que contou com a presença da família do antigo autarca.

    A Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, durante a sua intervenção, demonstrou empatia e sensibilidade com todo o trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos 40 anos pela ABESFA, apelando para que este continue por muito mais tempo.

    A noite contou ainda com as intervenções do presidente da ABESFA e da Junta de Freguesia do Azinhal, António Pereira, bem como do Presidente do Município de Castro Marim, Francisco Amaral e da vice-presidente da Câmara Municipal, Filomena Sintra.

    «São 40 anos de entrega aos outros, de amor ao próximo e de solidariedade com os mais desprotegidos», começou por dizer o presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, acrescentando que «é importante reconhecer este trabalho e esta dedicação e acima de tudo, é importante estar ao lado e apoiar nas horas difíceis, que também as têm, estas instituições».

    Deu um bem-haja a todos os que contribuem para aliviar o sofrimento e dar alguma qualidade de vida a estes algarvios que merecem ser tratados com o mínimo de dignidade.

    Ao longo do jantar foram ainda entregues diversas distinções e reconhecimentos a sócios fundadores, aos colaboradores, às individualidades relevantes para a instituição, aos parceiros comerciais e a entidades oficiais, intercaladas com momentos musicais a cargo de André Ramos e Teresa Nunes.

    Ao longo dos últimos 40 anos, a ABESTA tem oferecido cuidado e apoio àqueles que enfrentam doenças crónicas e complexidades clínicas, e que necessitam de assistência contínua, fundada a 24 de outubro de 1984 no interior do concelho de Castro Marim e do Algarve.

    Cada utente tem sido valorizado como uma pessoa única, com a sua própria história, através de uma equipa altamente qualificada que presta cuidados na Unidade de Longa Duração e Manutenção e no Serviço de Apoio Domiciliário.

  • Linguagem gestual no Teatro das Figuras

    As problemáticas árduas de homens meninos, de mães que perderam filhos, de mulheres meninas que ficaram viúvas e de filhos que ficaram órfãos, mas também de afetos, compreensões e incompreensões que emergiram dessa situação de acesa conflitualidade.

    A narrativa está centrada numa experiência colonial nossa, portuguesa e africana, mas os comportamentos humanos, as suas causas e consequências, são de todas as geografias. No que nos diz respeito, felizmente houve ABRIL. Luís Vicente, é responsável pela dramaturgia e encenação de «Suplicantes».

    A peça incide, essencialmente, sobre uma história de encontros e desencontros históricos circunstanciais, memórias suplicantes que se desvendam por via de uma narrativa que apela ao sentido de humanidade.

    cultura
  • Alunos e raízes culturais em Castro Marim

    Alunos de Castro Marim e Altura aproximam-se das suas raízes culturais com aulas de introdução ao folclore e canto tradicional

    Os alunos do primeiro ciclo de Castro Marim e Altura têm atualmente, no seu programa escolar do ano letivo de 2024/2025, aulas de introdução ao folclore e canto tradicional.

    Estas aulas fazem parte do projeto «Aprender com o Passado», que teve a sua fase experimental e piloto durante o ano passado, são agora asseguradas a todas as turmas e dinamizadas por Ricardo Jerónimo e Susana Samúdio.

    A iniciativa pretende ser uma aproximação destas crianças às raízes culturais dos territórios algarvios, com o objetivo de despertar o gosto pelo folclore e etnografia, garantindo a continuidade e passagem do testemunho para as gerações vindouras.

    O projeto tem ainda como objetivo levar às escolas do concelho de Castro Marim algumas temáticas importantes de índole cultural, ligadas ao quotidiano dos antepassados, como jogos tradicionais, alimentação, ofícios e trabalhos de campo, para tornar o território num ponto de referência na região algarvia ao nível do ensino cultural e das tradições.

    As aulas têm um cariz voluntário e passaram a ter um carácter regular, com a frequência de duas horas semanais.

    Este projeto pretende ainda voltar a dar destaque a esta cultura tradicional e etnográfica do concelho e do Algarve, que tem vindo a definhar, a ser esquecida e adulterada ao longo dos tempos, apesar do seu enorme potencial.

    É uma iniciativa do Município e do Agrupamento de Escolas de Castro Marim, com a colaboração da Associação Cultural Amendoeiras em Flor.