Categoria: foz-destaques

  • Continua a Polémica das Casas do Cine-Foz

    O PSD acaba de emitir um comunicado sobre as declarações do seu representante na TVI reafirmando as suas reservas técnicas e políticas e levantando dúvidas sobre a sua legalidade. Afirmam que no seu tempo de gestão compraram terrenos para construir as casas de custos controlados, sem dar «borlas fiscais».

    A borla é uma referência à isenção de taxas aprovada pela Assembleia Municipal para que o proprietário de terreno, em vez de fazer nele habitação para o mercado livre, seja incentivado a destinar a sua utilização para a construção de habitação a custos controlados.

    O PSD aprovou a Estratégia de Habitação Local, tal como todos os outros grupos políticos representados na Assembleia Municipal, PS, CDU, Chega e Independentes, mas tem manifestado o seu desagrado pela localização decidida pela autarquia para o projeto que envolve o Grupo Ferreira.

    PS presta esclarecimentos

    Entretanto, o PS emitiu um comunicado sobre a aquisição dos 114 habitações a custos controlados nos terrenos do Cine-Foz (privados), integrada na Estratégia Local de Habitação e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a rejeitar as suspeitas do PSD, as quais considera infundadas.-

    Afirma que o município, cuja presidência é de sua responsabilidade, remeterá toda a documentação ao Ministério Público, garantindo total abertura e cooperação com as autoridades.

    Justificando as acusações ao presidente o PS lembra que «Para assegurar o sucesso deste projeto habitacional, o Presidente Álvaro Araújo assumiu diretamente a sua coordenação, dado o caráter prioritário e os prazos rigorosos associados ao PRR».

    Paralelamente, o Executivo Camarário propôs aos vereadores PSD «a criação de uma comissão de acompanhamento composta por Técnicos Municipais e Vereadores», reforçando a vontade de manter um diálogo construtivo. Contudo, o PSD rejeitou esta proposta.

    As empresas de 100 euros

    Uma vez que tem estado na ordem do dias deste processo a questão da obra envolver uma empresa de 100 euros de capital, fomos investigar como tal é possível. Eis a resposta:

    Empresas com capital social baixo, como 100 euros, são comuns devido à evolução das leis e práticas comerciais que flexibilizaram os requisitos para constituição de sociedades. No entanto, há vários fatores que explicam por que fornecedores e credores podem confiar em tais empresas, mesmo quando assumem responsabilidades de grande monta:

    1. Limitação de responsabilidade não é sinônimo de confiança automática e o capital social representa apenas o valor inicial investido pelos sócios para criar a empresa e é usado, em parte, para limitar a responsabilidade dos mesmos às suas quotas.

    Em caso de falência, os sócios respondem apenas até ao montante do capital social, o que protege os seus bens pessoais.Credores e fornecedores sabem que o capital social não é a única garantia da saúde financeira da empresa.

    Credores confiam porque as empresas geralmente oferecem outras garantias, como a reputação e histórico de cumprimento das obrigações financeiras são fatores decisivos, por parte da empresa, os bens e ativos da empresa, tais como máquinas, veículos, instalações ou contratos podem servir como garantias reais.

    O seguros e cauções, uma vez que empresas em grandes projetos geralmente contratam seguros ou apresentam cauções financeiras, as garantias pessoais dos sócios: Em alguns casos, os sócios prestam garantias pessoais que ultrapassam o valor do capital social.

    Antes de conceder crédito ou firmar contratos, os fornecedores e credores analisam relatórios financeiros, fluxo de caixa e balanços da empresa, consultam bases de dados de crédito e reputação da empresa, consideram contratos futuros ou obras adjudicadas como garantias indiretas.

    Quanto à dinâmica do mercado e competitividade, a exigência de altos capitais sociais desincentivaria empreendedores e dificultaria a criação de novas empresas e as de baixo capital social podem ser viáveis, desde que gerem fluxos financeiros suficientes para cobrir as suas obrigações.

    Os fornecedores e credores utilizam cláusulas contratuais para se proteger, como prazos de pagamento curtos, juros de mora, ou a possibilidade de reaver os bens vendidos em caso de incumprimento e, no setor da construção, as adjudicações públicas e os contratos incluem garantias bancárias para assegurar a execução do projeto ou o pagamento de fornecedores.

    As construtoras recebem fundos à medida que avançam com o projeto. Há ainda os Certificação de solvência que envolvem empresas licitantes que têm de demonstrar capacidade financeira e técnica.

    Embora o baixo capital social possa parecer surpreendente, o ecossistema jurídico, financeiro e de mercado permite mitigar o risco para credores e fornecedores.

  • Seis escolas do Algarve a modernizar com investimento de 42 milhões

    Seis escolas públicas da região do Algarve vão ser requalificadas e modernizadas graças a um investimento global de 42 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). Este projeto visa melhorar as condições de ensino e aprendizagem em estabelecimentos identificados como prioritários na região.

    Entre as escolas que já têm obras aprovadas estão: EB Manuel do Nascimento (Monchique); EB D. José I (Vila Real de Santo António); EB Dr. José de Jesus Neves Júnior (Faro); EBI de Ferreiras (Albufeira).

    Além destas, foram recentemente aprovadas intervenções para: EB 2+3 D. Afonso III (Faro); EB das Naus (Lagos).

    As obras integram o Programa de Recuperação e Reabilitação de Escolas, que visa modernizar infraestruturas de ensino básico e secundário até junho de 2026. O financiamento é gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, sob a presidência de José Apolinário, que destacou a importância deste investimento para a educação na região.

    A requalificação da Escola Básica Integrada de Ferreiras foi assinalada com a cerimónia de lançamento da primeira pedra, organizada pela Câmara Municipal de Albufeira. Esta escola é a primeira do grupo a avançar com as obras, marcando o início do plano de modernização.

    Trata-se de um este esforço conjunto entre municípios, governo e União Europeia que procura refletir o compromisso com a melhoria das condições de ensino e a garantia de um futuro mais promissor para os jovens do Algarve.

  • Plano de Gestão da Pesca ao Polvo

    A proposta de um Plano de Gestão na Região foi enviada ao Governo, cocriada por pescadores, cientistas, autoridades e Organizações Não-Governamentais. Ela tem por objetivo a sustentabilidade desta pescaria, equilibrando proteção ambiental e viabilidade económica. Espera-se agora que seja oficializada em breve em Diário da República.

    Consta de uma proposta de portaria para a implementação de um defeso anual na região, aprovada no passado dia 22 de novembro, durante a 2.ª Assembleia Geral, na qual participou também a Secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar.

    Este plano foi desenvolvido ao longo de várias reuniões, e com base em dados técnico-científicos do CCMAR e do IPMA e nas recomendações do projeto ParticiPESCA. Terá a duração de cinco anos e estabelece medidas de curto, médio e longo prazo para promover a sustentabilidade da pescaria e a preservação dos stocks.

    Procura-se que a definição de um defeso venha a acontecer anualmente entre 15 de setembro e 15 de outubro. A comunidade piscatória visa a proteção dos juvenis, proibindo a captura, comercialização e desembarque.

    As medidas de gestão propostas incluem ainda a definição de áreas de proteção para polvos juvenis, debatida como crucial para a reprodução da espécie e sustentabilidade da pescaria, e a melhoria na troca de dados entre pescadores e entidades, apontada como fundamental para melhorar processos de eficiência operacional.

    A obrigatoriedade de aparelhos de seguimento em tempo real, considerada essencial para a monitorização da pescaria, permanece dependente de financiamento adicional para sua implementação.

  • Duzentos e quarenta metros quadrados de presépio na cidade pombalina

    A cada ano vem crescendo e apresenta já 5.900 peças, ocupando na íntegra o espaço do Centro Cultural António Aleixo. A estrutura, pode continua a crescer, em dimensão e minúcia das centenas de figuras, muitas criadas exclusivamente para esta edição.

    Está construído com mais de 20 toneladas de areia, 4 toneladas de pó de pedra, 3.000 quilos de cortiça e uma diversidade de adereços que procuram recriar cenários natalícios e elementos característicos da região algarvia.

    A montagem ocupou mais de 2.500 horas de trabalho, realizadas ao longo de 40 dias, com preparativos que começaram meses antes, segundo a câmara municipal de Vila Real de Santo António que destaca «as cerca de 100 peças animadas e motorizadas, os lagos e a iluminação que conferem dinamismo à exposição», com o curioso sobrevoo de pássaros mecânicos no seu espaço.

    O Presépio Gigante incorpora elementos distintivos da região algarvia, como a Praça Marquês de Pombal, as salinas, as tradicionais noras e as antigas cabanas de Monte Gordo, para além de ilustrar os episódios bíblicos e cenas alusivas às tradições do Natal.

    «A grande novidade deste ano é a inclusão de uma pedreira com o busto do poeta António Aleixo, natural de Vila Real de Santo António, que ganha destaque entre os cenários minuciosamente trabalhados», observa a autarquia.

    O presépio no CCA é reconhecido como um dos «eventos âncora do município», atraindo também milhares de visitantes de todo o país e da vizinha Espanha, consolidando-se como um marco no Natal algarvio.

    Foca uma vertente ecológica, sendo grande parte dos materiais utilizados naturais ou reciclados, como a cortiça e o musgo. A iluminação é composta por sistemas LED de baixo consumo e a água, usada nos lagos ornamentais, é reaproveitada.

    Tem a assinatura de Augusto Rosa, Teresa Marques, Joaquim Soares e Luís Perrolas e pode ser visitado no Centro Cultural António Aleixo, de 3 de dezembro de 2024 a 6 de janeiro de 2025, diariamente, das 10:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 19:00.

    A 24 e 31 de dezembro, encerra às 18h00. No dia de Natal tem horário normal e no adia de Ano Novo abre às 14:30 horas.

    Entrar no presépio custa 1 euro aos maiores de 10 anos adultos e 50 cêntimos às crianças.

  • Inaugurado o Presépio de Sal em Castro Marim

    Na presença dos presidentes das freguesias de Altura, Odeleite e Castro Marim, da Assembleia Municipal, da conselheira do município de Ayamonte, da diretora da Eurocidade, do provedor da Santa Casa da Misericórdia, do pároco do concelho e do presidente da câmara municipal de Castro Marim, no pátio da Casa do Sal, a vice-presidente Filomena Sintra inaugurou o Presépio de Sal.

    Antes, o Grupo da Associação Amendoeiras em Flôr, grupo folclórico de Altura, recebeu os presentes a cantar temas tradicionais da Quadra Natalícia.

    Grupo Amendoeiras em Flôr de Altura

    Saudando os castro-marinenses, os artesãos com uma palavra muito especial, em particular àqueles que colaboraram na elaboração do presépio e enaltecendo o Grupo Amendoeiras em Flor que vieram para enaltecer a abertura desta exposição, mais do que um presépio, Filomena Sintra disse:

    «É um momento de alegria e é um momento de partilha de muitas horas de entrega de algumas pessoas, mas acima de tudo, e antes de começar com os agradecimentos especiais, eu vou ler um bocadinho de um poema que está ali na exposição».

    Depois, afirmou que, no presépio da Casa do Sal, tendem, em cada ano, em cada edição, a «valorizar o que é nosso e fazer de Castro Marim uma referência a nível nacional com aquilo que são as comemorações do Natal».

    Presépio de Sal - Inasuguração

    Depois disse que o presépio, este ano, valoriza ainda mais aquilo que é a cestaria, explicitando: «Temos aqui uma grande obra de arte, uma obra inédita, uma obra inigualável, que aqui pelas mãos do Martinho e com a ajuda da Paula.

    A nova mulher de cestaria, feita em silêncio, com alma, em horas, noites, é a grande obra que vocês vão apreciar e vão ter um enorme orgulho, porque sem dúvida não haverá igual no nosso país».

    Afirmou que também enaltece o bom nome de Castro Marim onde o sal atravessa «a nossa história milenar, e é também um tributo a todos que dele vivem e hoje fazem dele o ouro branco do mundo. E é isso, aquilo que guarda o nosso presépio. E temos a empreita, hoje aqui, representada pela Dona Fernanda»

    Elogiou, depois, o trabalho dos artesãos que contribuíram para a feitura do presépio e a bela arte, «aquilo que as vossas mãos conseguem fazer tão bonito».

    Destacou Vilma André, que é uma jovem de Altura, «que também reinventou a arte da cestaria e de outros produtos ao topo».

    Na tarde foi aberto o presépio de crochet na Igreja de São Sebastião, a igreja que é da Misericórdia de Castro Marim.

    Presépio de crochet

    Antes da bênção, o pároco de Castro Marim lembrou que o presépio representava o nascimento de Jesus.

    «A palavra presépio», disse «podemos traduzi-la para português pela palavra estábulo ou manjedoura, porque escutamos nos Evangelhos que Jesus nasceu numa manjedoura, num estábulo, porque não tinha lugar para ele numa hospedaria».

    Daí, lembrou os «quantos irmãos e irmãs nossas não têm também lugar numa hospedaria. Ou seja, não têm uma casa para viver, não têm um lugar onde possam nascer, onde possam viver. E por isso, ao olharmos para esta passagem do Presépio, lembremos todos aqueles que não têm lugar, dos que vivem sem lugar».

    E, ainda «Lembremos todos os homens e mulheres que hoje não têm lugar nas nossas aldeias, vilas ou cidades», acrescentando que o presépio é o lugar de todos «onde todos são incluídos. Portanto, se ele é o lugar de todos, ele é o lugar da dignidade. E neste tempo que vivemos, que é o nosso, neste tempo histórico, procuramos a dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente. E colocar o lugar de dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente é colocar as pessoas em primeiro lugar».

  • Coordenação europeia da Dieta Mediterrânica em Tavira

    Neste contexto, o Município de Tavira, sede da comunidade representativa de Portugal, acolherá a 14.ª Reunião Intergovernamental dos 7 Estados/Comunidades da Dieta Mediterrânica, nesta sexta-feira, dia 29 de novembro, reunindo representantes internacionais dedicados ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas para a salvaguarda e divulgação deste património comum.

    A convite do Município de Tavira, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. participa nos trabalhos que se realizam na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e receberá os participantes na visita às Coleções de Fruteiras Tradicionais do Algarve, que decorrerá durante a tarde no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT).

    Estas coleções caracterizam-se de elevado interesse patrimonial e cultural, na sua maioria únicas no país, são representativas da paisagem típica algarvia associada à Dieta Mediterrânica, constituindo-se este repositório numa verdadeira “Arca de Noé” da biodiversidade agrícola.

    Esta visita é mais uma oportunidade de divulgar o trabalho de prospeção, preservação e caracterização desenvolvido na última década e meia, pelos técnicos da área de Agricultura e desenvolvimento rural na Região.

    A Dieta Mediterrânica é um património rico, reconhecido como património cultural imaterial da humanidade, em sintonia com as Convenções da UNESCO e com relevância crescente nacional e internacional.

    É investigada e estudada pelas diversas ciências, sendo um legado das civilizações que originaram a nossa identidade cultural, língua e formas de viver, produzir e alimentar, essenciais à valorização e ao fortalecimento das economias regionais.

    Também a convite da CCDR Algarve, a Universidade do Algarve (UAlg) dinamizou e coordenou os trabalhos do Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica (PASDM) 2023-2027, assumindo e mantendo a estrutura base da versão anterior onde se definem, de acordo com a UNESCO, os objetivos e as iniciativas para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Dieta Mediterrânica.

    Este trabalho foi desenvolvido de forma participativa, na sequência da elaboração do relatório de atividades de salvaguarda da Dieta Mediterrânica 2018-2021, por parte da Associação In Loco, no contexto da Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, criada pela CCDR Algarve em 2014 e que integra os parceiros regionais, públicos e privados envolvidos na candidatura e na dinamização do PASDM 2018-2021.

    Enquanto responsável máximo da comunidade representativa, o Município de Tavira mantém um programa regular de atividades, onde pontifica a Feira da Dieta Mediterrânica, realizada anualmente na primeira semana de setembro e cujo programa reflete o trabalho de colaboração desenvolvido pelas entidades presentes na Comissão regional.

    A Feira conta com a participação de países, instituições nacionais e regionais, representativas de patrimónios imateriais reconhecidos pela UNESCO, expositores de artesanato e produtos tradicionais, além de mostras botânicas e de sementes, demonstrações gastronómicas e música mediterrânica ao vivo, procurando espelhar as tradições culturais dos sete países membros e promover estilos de vida saudáveis e sustentáveis.

    Recentemente, o Comité para o Património Cultural Imaterial da UNESCO convidou os Estados Parte a participarem a primeira celebração do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, realizada no dia 17 de outubro, evocando a 32.ª Conferência Geral (2003).

    Aí foi aprovada a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (PCI), a qual visa a salvaguarda, respeito, sensibilização a nível local, nacional e internacional do património cultural imaterial das comunidades.

    Dieta Mediterrânica
  • Mosquito exótico ameaça Algarve

    Com o auxílio do nosso apoio em IA, fomos investigar a invasão, os invasores, a origem e porque estão a chegar a Portugal.

    O tipo de mosquito

    Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre-asiático, é uma espécie nativa do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. Nas últimas décadas, este mosquito expandiu-se globalmente, estabelecendo-se em diversos continentes, incluindo a Europa. Em Portugal, foi detetado pela primeira vez em 2017, nas regiões do Algarve e de Penafiel, segundo a Wilder.

    A dispersão do Aedes albopictus deve-se, em grande parte, ao comércio internacional, especialmente através do transporte de pneus usados e plantas ornamentais que acumulam água, como os bambus da sorte.

    Estes objetos servem de criadouros para os ovos e larvas do mosquito, facilitando a sua disseminação para novas regiões. 

    Os fatores que contribuem para a chegada a Portugal têm a ver com o comércio Internacional, alterações climáticas que provocam o aumento das temperaturas e a alteração dos padrões de precipitação.

    Criam, desta forma, condições mais favoráveis para a sobrevivência e reprodução do Aedes albopictus em regiões anteriormente inóspitas para a espécie.

    Claro que a mobilidade humana com a intensificação das viagens internacionais facilita o transporte acidental de mosquitos ou dos seus ovos para diferentes partes do mundo.

    Impacto em Portugal

    A presença do Aedes albopictus em Portugal representa uma preocupação de saúde pública, uma vez que este mosquito é vetor de doenças como a dengue, chikungunya e Zika.

    Até ao momento, não foram registados casos autóctones destas doenças no continente português, mas a expansão do mosquito aumenta o risco potencial de surtos futuros. 

    Quanto a medidas de vigilância e controlo em resposta à ameaça, foram, segundo a Parasites & Vectors, implementados programas de vigilância entomológica para monitorizar a presença e distribuição do Aedes albopictus.

    Projetos como o MosquitoWeb envolvem a participação cidadã na identificação e indicação de avistamentos, contribuindo para uma deteção precoce e controlo mais eficaz da espécie. 

    A colaboração entre autoridades de saúde, investigadores e a população é crucial para mitigar os riscos associados à presença deste mosquito invasor em Portugal.

    Aedes albopictus
  • Sand Race de Monte Gordo afirma-se

    No segundo dia de competição, 23 de novembro, as atenções centraram-se nas provas de motos e quads. Na corrida principal de motos, o britânico Todd Kellett, aos comandos de uma Yamaha, reafirmou a sua supremacia ao conquistar a vitória, consolidando a sua liderança na Taça do Mundo de Corridas na Areia. 

    Entre os pilotos portugueses, destacaram-se Luís Outeiro e Paulo Alberto, ambos em Yamaha, que alcançaram posições de relevo na classificação geral.

    Na competição de quads, o francês Keveen Rochereau, pilotando uma Honda, repetiu o triunfo do dia anterior, assegurando a vitória na Monte Gordo Sand Race. 

    O francês Pablo Violet completou o pódio, mantendo-se na disputa pelo título mundial.

    O evento não se limitou às competições desportivas, oferecendo um programa diversificado de animação, incluindo desfiles, exibições de trial e concertos, proporcionando uma experiência completa para os visitantes. 

    A organização, que decorreu a cargo do Automóvel Club de Portugal (ACP) e do Município de Vila Real de Santo António, sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP), foi amplamente elogiada, contribuindo para o sucesso do evento.

    A Monte Gordo Sand Race reafirmou-se, assim, como uma competição de referência no panorama internacional das corridas em areia, destacando-se pela qualidade dos participantes e pela excelente organização.

    A autarquia agradeceu a presença da população do concelho e considerou que o evento se saldou por um sucesso, tendo parabenizado os pilotos e prometendo a continuidade da prova no ano de 2025.

    Durante o fim-de-semana os Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António e Castro Marim estiveram na Praia de Monte Gordo, no dispositivo de prevenção do SAND RACE 2024, de forma a garantir a segurança dos desportistas o dos visitantes.

    Contaram com a colaboração dos Bombeiros de Tavira e S. Bartolomeu de Messines em ajuda na materialização do dispositivo de socorro.

    Paulo Alberto obteve o 11º lugar no Campeonato Mundial de Corridas na Areia (Sand Races World Cup).

    A Yamaha Monster Energy Geração, a que o piloto pertence afirmou que a prova serviu «como uma excelente oportunidade de aprendizado para Paulo Alberto, que está focado em sua preparação para a temporada de 2025».

    O evento serviu-lhes,tal como o Supercross de Paris disputado no fim de semana anterior, como parte do plano de recuperação e fortalecimento do piloto, que recentemente passou por uma lesão no Campeonato Brasileiro de Motocross em Interlagos.

    A Yamaha demonstrou seu domínio na competição, conquistando as três primeiras colocações. Todd Kellet, atual campeão e líder da temporada, ficou em primeiro lugar, seguido por Jérémy Hauquier em segundo e Valentin Madoulaud em terceiro. Todos os pilotos utilizaram a motocicleta Yamaha YZ450F, incluindo Paulo Alberto, destacando a superioridade da marca na modalidade.

    Com os olhos voltados para a próxima temporada, Paulo Alberto continua sua trajetória de recuperação e preparação, visando alcançar novos patamares em 2025.

  • Ricardo Cipriano candidato em Castro Marim

    A candidatura de Ricardo Cipriano à presidência da Câmara Municipal de Castro Marim nas eleições autárquicas de 2025, foi aprovada por unanimidade nas comissão política concelhia do Partido Socialista.

    Em nota, o PS revê-se nas origens do candidato no concelho de Castro Marim, e releva a sua competência reconhecida e a dedicação e serviço à comunidade.

    O PS em Castro Marim, assenta as bases da sua decisão na «vasta experiência nas áreas de gestão, ambiente, turismo, urbanismo, planeamento e ordenamento do território e desenvolvimento local».

    Afirma que essas competências foram adquiridas nas funções desempenhadas na esfera empresarial, enquanto advogado e gestor de um reconhecido empreendimento turístico em Castro Marim, bem como, enquanto autarca, vice-presidente do Município de Vila Real de Santo António».

    A novel candidatura candidatura, para aquele Partido, representa uma visão de «renovação e desenvolvimento para o concelho, focada em áreas estratégicas como o ordenamento do território, a economia local, as áreas sociais, como o apoio às famílias e o reforço da educação, a promoção da cultura e desporto, envolvendo todas as associações recreativas, culturais e desportivas do concelho, promovendo as alterações necessárias para termos um município mais dinâmico e coeso».

    Álvaro Araújo reagiu pela positiva

    Anotando que Ricardo Cipriano tem feito um «excelente trabalho» em Vila Real de Santo António e que lhe agradaria que continuasse, afirmou, na sua página pessoal que não pode ser «egoísta ao ponto de não perceber que ele tem o potencial para ajudar o PS».

    Entretanto, segundo circula nos meios políticos locais, é provável que o PS em Vila Real de Santo António venha a concitar o apoio do Bloco de Esquerda e continuar com o do Livre. Fala-se, ainda, na possível recandidatura do antigo presidente Luís Gomes e que a CDU poderá propor uma mulher para presidir à câmara municipal.

  • Orquestra do Algarve no Natal de Castro Marim

    A câmara municipal de Castro Marim anunciou que a Orquestra do Algarve vai apresentar-se no dia 23 de dezembro, às 21:00 horas, na Igreja Matriz de Altura, para o Concerto de Natal.

    A Igreja Matriz de Altura vai ser palco de um Concerto de Natal da Orquestra do Algarve, que vai decorrer no dia 13 de dezembro, pelas 21h00, com entrada livre.

    Este concerto único terá como maestra Constança Simas e Rui Baeta como mediador cultural e artístico, num local de culto para a comunidade.

    O reportório a exibir combina peças clássicas com novas versões contemporâneas, criando uma experiência musical envolvente, divertida e muito emocionante, com a interpretação de peças incontornáveis desta época festiva.

    “Noite Feliz”, de “Hark! The Herald Angels Sing”, “White Christmas” e “Have Yourself a Merry Little Christmas” serão alguns dos temas interpretados através de um coro espontâneo e afinado, junto com os instrumentos da orquestra.