Categoria: Guadiana

  • Ayamonte recebeu bibliotecas públicas

    A Biblioteca Municipal Vicente Campinas fez-se representar pela sua Coordenadora Assunção Constantino que apresentou a comunicação «Biblioteca públicas: o trabalho em rede em prol da comunidade».

    O evento contou com a presença da delegada territorial de Cultura, Teresa Herrera, e da Conselheira de Cultura da Câmara Municipal, María José Martín.

    Foi um encontro especial pelo seu carácter transfronteiriço, em que as apresentações foram feitas pelos responsáveis das bibliotecas portuguesas de Lisboa e Vila Real de Santo António.

  • Mértola na passagem do ano

    O Município de Mértola convida todos os habitantes e visitantes da vila museu a celebrar a entrada em 2025 num evento único, que decorre no dia 31 de dezembro, no Pavilhão Multiusos Expo Mértola.

    Com um programa diversificado, recheado de música ao vivo e muita animação, esta promete ser uma noite inesquecível para todas as idades.

    As festividades iniciam com a atuação da banda REMEMBER – Tributo 80 & 90, que apresenta os maiores sucessos das décadas de 80 e 90. Com um repertório nostálgico e cheio de energia, os REMEMBER garantem o ambiente perfeito para abrir as celebrações.

    Pela meia-noite, o céu de Mértola ilumina-se com um espetáculo de fogo de artifício, marcando a chegada de 2025 e proporcionando um momento mágico para todos os presentes.

    Logo após as doze badaladas, os cabeça de cartaz RAYA, sobem ao palco. Conhecidos pela sua energia contagiante e um repertório vibrante, prometem animar o público com um concerto inesquecível e cheio de ritmo.

    A partir das 02h00, a animação fica a cargo de João Melgueira DJ Set, que assume os comandos musicais para manter a diversão até ao final da noite.

  • Presépio do Sal e das Artes no Natal de Castro Marim

    A inauguração do Presépio do Sal e das Artes, agendada para as 16h00 do dia 1 de dezembro na Casa do Sal, em Castro Marim, vai marcar o início da época natalícia no concelho, que a autarquia promete ser mágica e que tem a empreita como novidade.

    Com uma nova linguagem para esta edição, o tradicional Presépio do Sal e das Artes vai utilizar este ano alguns elementos artesanais e do interior da serra de Castro Marim, como a empreita, a cana e a palma, através da sabedoria ancestral emanada pelas gentes da terra.

    O Presépio do Sal e das Artes volta a contar com os acervos do colecionador Ernesto Pires, colaborador de edições anteriores, em parceria com a Junta de Freguesia de Castro Marim, que tem vindo também a adquirir as suas próprias peças, enquanto o presépio de cana tem a assinatura de Martinho Fernandes e Paula Gaspar.

    A empreita do interior do concelho de Castro Marim é um dos novos elementos que se junta ao Presépio do Sal e das Artes.

    É feita e trabalhada por artesãos locais naturais da Junqueira, que desde sempre, deu vida e forma a objetos com os mais diversos usos, tendo um papel importante na sua função de acondicionamento, transporte de bens, agricultura, pesca, salinicultura e atividades domésticas.

    Sob um céu estrelado, estará patente este Presépio do Sal e das Artes até ao dia 6 de janeiro de 2025, com novas formas e interpretações criativas sobre o nascimento de Jesus, juntamente com o «ouro branco» de Castro Marim: o sal.

    O Presépio do Sal e das Artes, ao longo dos anos, continua o seu trabalho na promoção e reforço do grande motor económico, social e cultural de Castro Marim, que é o sal, com o objetivo de enriquecer e valorizar a ligação simbiótica do concelho à atividade salineira e, paralelamente, promover outros elementos da cultura e patrimónios locais, como o artesanato e as artes.

    A promoção do sal e das artes ancestrais é fundamental para a reafirmação do património imaterial do concelho de Castro Marim, e para a sua continuidade com uma aposta na originalidade e numa permanente evolução e adaptação dos materiais e das técnicas tradicionais aos dias de hoje.

  • Mais 30 postos para poupar água em Castro Marim

    Apesar de ser o concelho do Algarve que mais tem mostrado desempenho de poupança contínua no consumo de água e este trabalho, devido às Zonas de Medição de Caudal, que têm sido instaladas ao longo dos últimos anos nos principais pontos de abastecimento, em todo o concelho.

    A continuidade e o ritmo que a autarquia tem por bom «contribuem para uma intervenção mais rápida em ruturas não visíveis à superfície, evitando o desperdício e apostando na poupança de água».

    As novas Zonas de Medição de Caudal estão a ser atualmente instaladas em de Altura, Monte Francisco, São Bartolomeu, Barrocal, Montinho da Conveniência, Odeleite, Portela Alta, Brenhosa, Alcaria, Corte Nova e Foz de Odeleite.

    A implementação de Zonas de Medição de Caudal tem também como objetivo «a adoção de uma estratégia ativa de redução de perdas nos sistemas de abastecimento, garantindo uma melhor qualidade do serviço, a sustentabilidade ambiental do território e maior resiliência dos sistemas».

    O município entende que esta operação contribuirá também para melhorar a eficiência de utilização da água, promover o uso eficiente da mesma, «contribuindo para a minimização dos riscos decorrentes da carência de água em situação hídrica normal, potenciada durante os períodos de seca e eliminar os desperdícios, reduzindo as perdas nos sistemas».

  • Água a correr para o mar

    Reportagem: A gestão das águas e as consequências de represar ribeiras e rios nas populações ribeirinhas e na vida aquática

    As populações que vivem junto a ribeiras e rios de Portugal frequentemente apontam o dedo à gestão hídrica, especialmente nos períodos de seca, quando a água corre para o mar, aparentemente sem qualquer controlo.

    Esse cenário levanta questões relevantes sobre o impacto da construção de barragens e a necessidade de represar as águas.

    Esta abordagem, que visa prevenir cheias e armazenar água para usos futuros, tem repercussões significativas tanto para as atividades econômicas, como a pesca, quanto para o equilíbrio ecológico das regiões afetadas.

    Consequências da Repressão das Ribeiras e Rios

    A construção de barragens é uma medida amplamente adotada em muitas partes do mundo para gerir os recursos hídricos, evitando cheias e garantindo o fornecimento de água em períodos de seca.

    Contudo, represar ribeiras e rios altera profundamente os ecossistemas. A água, ao ser acumulada em grandes reservatórios, deixa de correr livremente em direção ao mar, reduzindo o volume dos caudais nos períodos de maior necessidade.

    Esta diminuição de caudais afeta diretamente o que é conhecido como «caudal ecológico», isto é, o fluxo mínimo de água necessário para manter a vida e os processos ecológicos dos rios e suas áreas circundantes.

    A falta de um caudal adequado compromete a qualidade da água, que perde capacidade de autorrenovação, e limita os nutrientes que chegam às zonas de estuário, impactando diretamente as cadeias alimentares.

    Impacto na Atividade da Pesca e na Fauna Piscícola

    Para as comunidades piscatórias, a redução do volume de água doce que chega ao mar tem consequências econômicas e ambientais.

    A água doce que flui das ribeiras e rios carrega consigo nutrientes essenciais que fertilizam as zonas de estuário e zonas costeiras, servindo de alimento para a fauna marinha e apoiando as populações de peixes que são a base da pesca.

    Com caudais reduzidos, estes nutrientes não chegam às zonas costeiras em quantidades suficientes, resultando na perda de produtividade das águas.

    O ciclo de vida de várias espécies de peixes que habitam o mar e utilizam as águas costeiras para desova é interrompido.

    Estas espécies, ao encontrarem condições menos favoráveis para o desenvolvimento, enfrentam uma taxa de sobrevivência mais baixa, afetando a disponibilidade de pescado nas zonas ribeirinhas e pressionando ainda mais a atividade pesqueira.

    Desafios de Conciliar Armazenamento e Caudal Ecológico

    A solução para garantir que haja um equilíbrio entre o armazenamento de água e o respeito pelo caudal ecológico passa por uma gestão criteriosa dos reservatórios.

    É crucial que as barragens mantenham descargas controladas que assegurem a saúde dos rios e a chegada de água aos estuários, especialmente em períodos críticos.

    Este equilíbrio exige políticas de gestão hídrica ajustadas às realidades climáticas, com monitorização constante e ajustes nas quantidades de água liberadas em função das condições naturais de cada período.

    Além disso, projetos de requalificação de margens e zonas de inundação natural podem ajudar a recuperar parte dos habitats aquáticos perdidos e a criar condições mais favoráveis para a preservação de espécies, contribuindo para a resiliência ecológica e para a sustentabilidade das atividades económicas que delas dependem.

    Considerações Finais

    A solução para as queixas das populações ribeirinhas e para a sustentabilidade da pesca passa por repensar o papel das barragens na gestão dos recursos hídricos.

    É preciso, portanto, que o foco não esteja apenas em armazenar água, mas em garantir a continuidade dos ciclos naturais que beneficiam tanto os ecossistemas quanto as economias locais.

  • Algarve Trail Running termina no Cais de Alcoutim

    Considerada a prova de corrida contínua mais longa e desafiante de Portugal, a ALUT percorre o interior algarvio de poente para nascente, utilizando a Grande Rota 13 da Via Algarviana.

    «É uma prova única que dá a conhecer a história, cultura, gastronomia e natureza do Algarve, decorrendo no designado período de época baixa do turismo, com o objetivo de combater a sazonalidade na região”, segundo disse à Lusa o diretor da prova.

    De acordo com Bruno Rodrigues, a ALUT tem conquistado cada vez mais adeptos, sendo esperadas este ano mais de 800 pessoas, entre atletas, equipas de apoio e elementos da organização. No ano passado tiveram um total de 600 participantes, número que este ano estimam superar, atendendo à dada a notoriedade da prova.

    Estão inscritos 124 atletas, 96 dos quais a solo e seis equipas de estafetas, sendo a prova limitada à participação de 100 atletas a solo, na qual cerca de metade são estrangeiros.

    “Este ano atingimos um número recorde de estrangeiros, com uma percentagem superior a 40% de atletas dos quatro cantos do mundo, com destaque para participantes de Espanha, França, Polónia e Reino Unido”, notou.

    Bruno Rodrigues revelou que a ALUT vai contar este ano “com a elite mundial feminina da modalidade, o que torna a competição algarvia das mais intensas disputadas até hoje”.

    Segundo o diretor da prova, o grau de dificuldade vai aumentar este ano, já que o percurso sofreu uma alteração para que possa passar pelos três pontos mais elevados do Algarve, que são a Madrinha, a Picota e a Fóia, no concelho de Monchique.

    “É uma pequena novidade para os atletas sentirem que estão a explorar ao máximo o território”, referiu.

    Bruno Rodrigues disse que a ALUT “pretende ser um evento lúdico, uma viagem para dar a conhecer o interior algarvio, num contacto com as populações locais”.

    Ao longo do percurso vão ser instaladas 10 bases de vida, locais que se destinam ao descanso e reabastecimento dos atletas, com alimentação variada e produtos típicos da região, e onde a população pode manter contacto com os participantes.

    A sétima edição da ALUT vai percorrer trilhos pelos concelhos de Alcoutim, Castro Marim, Tavira, São Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo, com uma base logística e de secretariado instalada na cidade de Faro.

    Organizada pela Algarve Trail Running (ATR), a prova tem início às 14.30 horas do dia 28 de novembro junto ao Forte do Beliche, em Sagres (Vila do Bispo), e termina às 14.30 horas do dia 01 de dezembro, estando a meta instalada no cais de Castro Marim.

  • Água armazenada no Guadiana

    Segundo dados do último boletim semanal de albufeiras da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entre 31 de outubro a 4 de novembro, a quantidade de água aumentou cerca de 2% na barragem de Odeleite e 1% na do Beliche.

    No lado espanhol e segundo dados da Confederação Hidrográfica do Guadiana, o conjunto de barragens das águas do Guadiana está a 40,64% da capacidade total.

    Alqueva está com uma cota de 148,46, perto da máxima de atingir de 152 metros. Já a barragem de Pedrogão, na Vidigueira, que funciona como contra-embalse da barragem do Alqueva, encontra-se com a cota de 83,48 metros, perto do máximo.

  • SIC veio ver o Vale do Guadiana

    Percorreu as águas com o biólogo Paulo Célio que apresentou o canto dos pássaros, foi ver a vinha, esteve a almoçar na Casa Amarela e até espreitou um lince.

    A reserva mantém-se natural, como há milhares de anos, escapando a intervenção alusiva da atividade humana.

    Foi descobrir o rio e o casario de Mértola através da vidraça da Casa Amarela, considerada «uma boa sugestão para quem gosta de pratos tradicionais com um toque de inovação». Ali, o célebre gaspacho, apresenta-se com novidade de ser de melancia.

    Típico aqui do Alentejo, levou um toque pessoal com a melancia, no pão alentejano o recheado, que anda que é o melhor pão de
    Portugal, dizem eles.

    Há a visita a um empreendimento turístico, às vinhas e o refresco dos Gelados Nicolau.

    Veja aqui o vídeo

  • Pedro Serra e a água do Guadiana

    Do estado de entusiasmo ou infelicidade que uns e outros de manifestam, é a infelicidade, o que para Pedro Serra «evidencia o desconhecimento generalizado da situação que se vivia e dos termos do acordo alcançado!»

    Numa questão anterior a 1998, quando foi assinada a Convenção de Albufeira, mas que se arrasta desde 1985, quando, depois de concluída a construção da barragem do Chança, observa o que toda a gente sabia:

    «Os nossos amigos espanhóis não desativaram a estação elevatória de Bocachança que haviam sido autorizados em 1973 (!), pela Comissão dos Rios Internacionais, a instalar a jusante desta barragem, já na margem esquerda do Guadiana.

    Esta autorização antecipava «o transvase de águas desta bacia para a região de Huelva e para a rega na Andaluzia, bacias dos rios Piedras, Odiel e Tinto, três bacias puramente espanholas que ficam entaladas entre os rios Guadiana e Guadalquibir», transvase esse que o convénio de 1968 autorizava.

    Pedro Seera debruça-se depois sobre as questões técnicas do acordo e respetivas derivações para a preparação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) para viabilizar os apoios financeiros da UE ao projeto, como veio a acontecer.

    Lembra ter a Comissão Europeia interpelado o Governo Espanhol sobre se este se sentia confortável com a situação, tendo este respondeu afirmativamente e mesmo declarado que asseguraria os caudais vindos de montante necessários ao sucesso do empreendimento, «como está a suceder», anota o articulista.

    Agora a Espanha está autorizada a levar para o seu território um máximo de 60 hm3/ano de águas deste rio, entre Dezembro e Abril, época húmida, em anos de precipitação média, 30 hm3 em anos secos, e Portugal pode levar idênticos volumes (agora reduzidos a metade) para o Algarve.

    «Com isto a captação da Águas do Algarve no Pomarão fica viabilizada e a captação de Bocachança vê a sua situação regularizada do ponto de vista do direito», diz Pedro Serra.

    E anota que não são colocados em causa os caudais ecológicos definidos por Portugal em 2005, que passam a ter consagração convencional. «Esta solução coloca alguma pressão adicional sobre a exploração de Alqueva, mas tal seria sempre inevitável se queríamos fechar um acordo sobre o regime de caudais deste rio para aquela secção».

    Também se pronuncia positivamente sobre as vantagens para as duas Partes são evidentes, tais como o encerramento de uma disputa que se arrastava há demasiado tempo, regularização da situação da captação de Bocachança e o dar consistência ao projeto das Águas do Algarve.

    Releva o facto de adicionalmente ter ficado acordado que os agricultores (espanhóis) da margem esquerda do Guadiana que captam água da albufeira de Alqueva passam a pagar por essa água a tarifa que os da margem direita já pagam, o que suscitou alguma indignação da parte das associações que os representam, como se poderia esperar.

    Depois aborda os problemas relacionados com o rio Tejo e a EDP e outros de natureza técnica relacionados com o acordo.

    A dependência de Espanha

    Serra diz que «A questão que muitos esquecem é que não podemos ficar completamente dependentes da gestão que é feita em Espanha das águas destas bacias tão importantes (as suas afluências representam cerca de 50% do total das águas que correm em todos os rios da Península Ibérica), temos de fazer a nossa parte!»

    «A convenção de Albufeira é vista como mais vinculante do que os contratos de concessão celebrados com empresas privadas, é a conclusão a que temos de chegar!», remata Pedro Serra no seu artigo.

    Veja aqui a opinião completa de Pedro Serra

  • Paulo Paulino declara-se candidato à presidência em Alcoutim

    Em entrevista a Paulo Moreno do Região Sul, o atual presidente da câmara municipal de Alcoutim, pronunciou-se o seu futuro político, afirmando que, no momento se afirma a sua disponibilidade para ser o candidato pelo Partido Socialista para dar continuidade ao cargo que ocupa no momento.

    Esta é a sua intenção que terá de ser sufragada ainda pela comissão política concelhia, onde, em breve será apresentada a sua proposta.

    Destaque ainda para as declarações prestadas sobre a construção da nova ponte sobre o rio Guadiana, em Alcoutim, com garantia de acordo assinado pelos governos Ibéricos no decorrer da XXXV Cimeira Luso-Espanhola, realizada em Faro, no passado dia 23 de outubro