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  • Atualização sobre o Caso de Carla Leal

    O Acidente de Carla Leal

    Carla Leal, de 44 anos, foi encontrada numa praia de Huelva, Espanha, após um acidente trágico que ocorreu a 30 de Setembro. Carla Leal estava desaparecida e a viatura em que circulava tinha sido encontrada no fundo do Rio Guadiana

    Segundo o Jornal do Algarve, um dos primeiros a dar esta notícia, o corpo de uma mulher foi encontrado, hoje, na costa de Huelva, a poucos quilómetros da fronteira portuguesa.

    O jornal adiantou que a vítima seria Carla Leal, desaparecida, desde a passada segunda-feira, na sequência de um despiste de automóvel ocorrido no pontão da barra do Guadiana, em Vila Real de Santo António.

    Carla foi vista pela última vez, no dia 30 de Setembro, quando participava no jantar de encerramento da época balnear, do restaurante Caramelo, onde trabalhava e já não regressou a casa.

    Segundo as autoridades adiantaram, existem imagens de vídeo vigilância que comprovam que saiu do restaurante e, após perícia, tinham concluído que se tratava de um acidente de despiste, depois de terem identificado as marcas no lancil da estrada do pontão.

    A viatura foi encontrada pelo Corpo de Mergulho Forense da Polícia Marítima, no dia 3 de Outubro, no fundo do rio Guadiana, junto ao pontão. Durante uma semana foram feitas buscas no rio e no mar até à zona de Tavira e na costa espanhola.

    O JA também adianta que vários órgãos de comunicação social do país vizinho anunciaram que as autoridade espanholas tinham recebido, via 112, as coordenadas do Parque Nacional de Doñana, em Almonte, onde estaria o cadáver de uma mulher que se acreditava ser Carla Leal.

    Acompanhamento da Arenilha TV

    A cobertura deste triste acontecimento tem sido realizada pela televisão local Arenilha TV, com a qual temos uma parceria estratégica. A equipe está comprometida em informar o público sobre todos os desenvolvimentos desta história.

    Ao longo da semana, a estação tem atualizado regularmente as informações disponíveis, trazendo à tona não apenas os aspetos do acidente, mas também a repercussão que ele gerou entre os habitantes locais.

    Atualizações e Reações

    Com a confirmação da localização de Carla Leal, amigos e familiares expressaram suas condolências e solidariedade.

    A comunidade tem se mobilizado em apoio, destacando a importância de medidas de segurança nas estradas e na costa. À medida que mais informações surgem, a esperança é que a família de Carla encontre conforto durante este momento difícil.

    Relato do jornal Huelva Hoy

    O corpo sem vida de uma mulher apareceu, nas últimas horas, nas costas de Huelva, mais concretamente nas imediações do Parque Nacional de Doñana, em Almonte, de acordo com as coordenadas assinaladas pelo alerta. 

    De Emergências 112 Andaluzia, foi especificado que, às 08.20 horas, foi recebida a chamada de uma pessoa, alertando para o que lhe parecia ser o corpo de uma mulher, na área. 

    Concretamente, foi um operador da referida zona natural que encontrou o corpo sem vida de uma mulher, pelo que notificou o 112, após o que o corpo foi retirado e esperava-se a autópsia. 

    Por seu lado, a Equipa de Polícia Judiciária da Guarda Civil de La Palma del Condado tomou medidas para identificar o corpo. 

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  • Hospital da Bonecada

    A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, através do Gabinete Municipal de Saúde, organizou a Semana da Saúde Mental, entre os dias até 9 de outubro de 2024, com uma agenda diversificada, voltada para o bem-estar psicológico em todas as fases da vida.

    A 5 e 6 de outubro, realizou o Hospital da Bonecada, dirigido a crianças entre os 3 e os 10 anos de idade.

    O Hospital da Bonecada simula um hospital-modelo, cujo principal objetivo é erradicar a «síndrome da bata branca» nas crianças.

    As crianças levam os seus bonecos ao hospital para que eles lá sejam tratados, em várias «salas», dinamizadas por estudantes de diversos cursos da área da saúde que assumem o papel de profissionais de saúde neste jogo «faz de conta».

    O Hospital da Bonecada é um projeto sem fins lucrativos, sediado na Associação de Estudantes da NOVA Medical School.

    Foi criado em 2001 com base no projeto “Teddy Bear®”, desenvolvido pela EMSA (European Medical Students Association), tendo sido galardoado com o Prémio Hospital do Futuro, concedido pela Sociedade Portuguesa de Pediatria.

    Na edição de 2024, informa a autarquia, o objetivo é dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas edições anteriores, sendo que o tema principal desta edição é «A Criança e a Diferença».

    Através deste tema, o objetivo é normalizar a diferença e enaltecer a importância que esta tem na nossa vida e na sociedade, porque, no final do dia, são as nossas diferenças que nos tornam especiais.

    bonecada
  • OPINIÃO |Tavira Capital da «Dieta Mediterrânica» que raio de sarilhos arranjamos!…

    Cada vez que oiço falar em “Tavira capital da “dieta mediterrânica”, sinto urticária. Ideia criada por um “idiota” (homem que tem ideias), em promoção própria, tem servido de “vaziador” das algibeiras dos tavirenses, especialmente daqueles que nada lucram com o turismo e que, pelo contrário, ano após ano, pagam sem “bufar”, a carestia contínua do custo
    de vida.

    “Dieta Mediterrânica”, o que é este esbanjar de dinheiro para os indígenas locais, carecidos de tudo o que são necessidades básicas, como a saúde, habitação, o apoio social e a proteção da economia das pequenas empresas e do comércio miserável sustentado, para que foram relegados os comerciantes naturais, confrontados com as “tendas” asiáticas?

    Talvez a resposta a tudo isto esteja, se o atento tavirense desfolhar o pograma (programma) da “X Feira da Dieta Mediterrânica”, largamente divulgado, e que teremos de gramar de 5 a 8 de Setembro.

    Dieta Mediterrânica faz lembrar, evidentemente, gastronomia, por isso, seguindo o programa e convidado a viajar pelos sabores mediterrânicos dos restaurantes, localizados na «Praça da Convialidade» (?), com menus específicos ligados à gastronomia mediterrânica, confesso que
    não encontrei o «milho com conquilhas», uma «caldeirada de peixe variado», uma panelada de repolho ou umas “orelhas de atum guisadas, etc.

    Mas, chamou-me a atenção o “cardápio” da Escola Hoteleira e Turismo do Algarve, com os ricos pratos da “Dieta Mediterrânica” (?) que apresentou.

    Eis alguns:
    • Trutas de Alguidar com leite de Cabra Charniqueira
    • Estufados de Ovelha Churra Algarvia com esmagão de Batata-doce e Churritas Algarvias.
    • Salada de cavala crítica em concha de alface com tátaro de tomate.
    • Papos de anjo de peixe, pera ou balsâmico de alfarroba.
    • Açorda de tomata e espargos com corvina braseada e ar de lima.
    • Do peixe à espinha: como usar uma dourada para 3 receitas.
    • Empadão de grão com ragu de cogumelos.
    • Tiborda Algarvia com manteiga de Azeite e Alfarroba, Feijão Branco e Presunto
    • Crocant, Tomate Rosa, Ervas de Cheiro.
    Arroz “tipo” de Polvo: + sustentável, económico e delicioso.
    • Arroz Caldoso de Presunto com Figos Grelhados e Amêndoa.
    • Polvo confitado com três texturas de batata-doce e azeitona desidratada.

    Ora “porra” para esta dieta algarvia…
    A baixa da cidade foi transformada num aglomerado de barracas, que mais parecem o acampamento das tropas francesas, antes da Batalha do Buçaco.

    E aquela monstruosa estrutura montada na Praça da República (cujo aluguer deve ter custado uma pipa de dinheiro) só pode ser o fabuloso palanque de onde Napoleão irá falar às tropas invasoras, deste verão em Tavira.

    Tão grandes festividades que devem custar milhares ou milhões de euros (contas que nunca serão apresentadas aos tavirenses) levou a que um daqueles idosos reformados de aposentação mínima, que se sentam no Jardim, me perguntasse:

    — Sr. Fulano, quem paga todo este estendal?

    — Respondi-lhe: – Você e eu. — Acto contínuo o homem jogou as mãos à cabeça e não teve coragem de me responderº

    Mas, para que serve todo este arrazoado que teimamos em contestar, se esta Camara abre os braços aos turistas e veraneantes, oferecendo-lhes festas e festinhas, de borla e permite que diariamente no verão, milhares de espanhóis utilizem a nossa praia, estacionando os carros de borla, trazendo sombrinhas, cadeiras, lancheiras, sem nada consumirem ou pagarem, a não
    ser o faustoso negócio dos barcos para a Ilha, que chegam a transportar o triplo da lotação permitida? A Polícia Marítima? Também vai à praia!…

    A propósito do que referi antes, li hoje num jornal diário, que a Câmara de Setúbal começou a cobrar uma taxa turística de 2 euros por hospede que irá render 400 mil euros por ano, prática que já 26 municípios praticam. Porque não há de a Câmara de Tavira cobrar igualmente uma taxa turística aos hospedes da cidade, se lhes dá tantos divertimento e festas de borla? E,
    igualmente, uma taxa de utilização turística a cada passageiro que utilize os barcos para a Ilha de Tavira. Quem quer gostos que os pague.

    Ainda sobre o Festival da “Dieta Mediterrânica”, em si, no programa referido constata-se que são 218 os eventos produzidos, nos 4 dias, em tudo o que é recanto do centro da cidade, mas apenas no lado nobre da urbe. O lado de lá do rio, não tem direito a qualquer manifestação festiva.

    Digam lá se isto não é descriminação urbana, facto que até, como estão as coisas no mundo, poderia dar uma “guerra-civil”, do lado sul da cidade, contra o norte da mesma, como aconteceu nos Estados Unidos.

    É triste dizerem-se estas verdades. Mas, o facto é que a culpa deste viver tavirense se deve aos próprios tavirenses.

    As novas eleições autárquicas estão à porta e os tavirenses devem pensar…
    Sobre isto, um dia escreverei algo.
    2.Set°.2024

    Ofir Chagas | Historiador em Tavira.

  • Opinião | A água do Alqueva e a Ponte do Guadiana em Alcoutim

    A resposta é simples: ambas se situam no grande Rio Guadiana: a primeira acumula água por via de uma barragem que lhe tapa o curso, e a segunda pretende galgá-lo, sem lhe importunar as correntes, umas dezenas de quilómetros mais abaixo, em Alcoutim.

    Nada mais simples de explicar. As duas, no entanto, ficaram agora ligadas, não só pelo Guadiana, mas também por um negócio imposto pelos nossos “vizinhos” (com vizinhos destes para que queremos nós inimigos?), que fazem depender a construção da Travessia entre Alcoutim e Sanlúcar, do fornecimento de água do Alqueva para o seu território (a preços de “uva mijona”, digo eu!), como se os benefícios da construção da Ponte fossem exclusivos de Portugal.

    Ao que sei, o negócio foi aceite, como os espanhóis impunham, mas! Há sempre um mas, nestas coisas! Pelo que me foi informado, os prazos normais, necessários à construção da Ponte já foram todos ultrapassados, (por culpa dos espanhóis, diga-se em abono da verdade!), o que leva a ter de pedir uma prorrogação do prazo, para beneficiar dos subsídios do PRR da CE (essenciais ao financiamento).

    Este facto torna a situação difícil, existindo um risco real de não ser aceite o prolongamento e, por via disso, não se fazer a obra e, nesse caso, termos de fornecer a “aguinha” do Alqueva, a troco de “nada”, porque os espanhóis irão sempre evocar que, a não construção da Ponte, não foi culpa deles.


    Este negócio, quanto a mim, meteu troca de “alhos” com “bugalhos”, o que é sempre difícil de misturar, quando se podia ter feito um negócio só de “alhos”!


    Passo a explicar:
    1- Portugal tem o Alqueva, um lago artificial que se estende ainda por território espanhol e os espanhóis precisam de água para regar, na Estremadura deles.


    2- Espanha tem o Chança, um lago artificial que se estende, em parte, por território português, e nós precisamos de água no Algarve, para beber.
    Estão a ver qual teria sido o negócio mais viável? Trocar água por água, e o assunto ficava arrumado. Os espanhóis usavam a água, do Alqueva, necessária para a sua agricultura e nós usávamos a mesma quantidade, para a reposição de níveis da Barragem de Odeleite, a partir do Chança. Parece-me um negócio justo! Ou estou a ver mal? É claro que os espanhóis dirão que não; que a água do Chança é estratégica para eles; que é pouca; que a deles é de ouro e a nossa é de prata; etc. Então nesse caso não haveria água do Alqueva “pra ninguém”, que não fosse em território português, é claro! Isso é que tinha sido um negócio! Bom para os dois lados. Sempre na minha perspetiva, por suposto!

    Se fosse preciso sacrificar a Ponte, pois que se sacrificasse! Se não tivemos Ponte até agora também não vamos morrer por isso, com a falta de água é que não podemos passar e eu “desconfio” muito da “colheita” de água do Guadiana, com a qual, mesmo assim, os espanhóis também não concordam.

    Neste caso fazia-se mais um esforço e ia-se buscar a água ao Alqueva, diretamente!

    Ainda voltando à Ponte, ou à falta dela, desde que me conheço que ouço falar da sua construção, ora mais abaixo, ora mais acima, e sem sombra de dúvida que, um dia, gostaria de lhe passar por cima, mas sou sincero, se me dessem, neste momento, a escolher entre a construção da Ponte e a conclusão do IC27, não hesitaria, nem por um minuto, em escolher esta última obra.

    Que me perdoem os meus amigos, e até familiares, espanhóis, mas tenho de dar razão ao proverbio antigo, que diz: DE ESPANHA NEM BOM VENTO NEM BOM CASAMENTO.

    José Dias Rodrigues

  • Data e horários da Feira da Praia

    A câmara municipal de Vila Real de Santo António divulgou as datas e horário da tradicional Feira da Praia.

    Este ano, o recinto da feira volta a distribuir-se ao longo da Avenida da República, zona ribeirinha, muralha, e Praça Marquês de Pombal. Normalmente acolhe milhares de visitantes, principalmente espanhóis, que, no dia 12 de outubro, feriado em Espanha, Dia da Hispanidade.

    Vai realizar-se entre os dias 9 e 15 de outubro de 2024, trazendo vida e animação à cidade e ao Centro Histórico local.

    Para a autarquia organizadora, as diversões às utilidades, utensílios e roupas em exposição na Avenida da República e zona ribeirinha, até aos múltiplos produtos alimentares e tasquinhas, presentes na Praça Marquês de Pombal, são «motivos para visitar Vila Real de Santo António».

    Horário:

    • Dias 9, 10, 13, 14 e 15 de outubro: 10h00 > 01h00
    • Dias 11 e 12 de outubro: 10h00 > 02h00

    ????Local: Av. da República / Zona ribeirinha norte (Muralha) / Praça Marquês de Pombal

  • Sementes para a Amazónia

    O paraquedista Luigi Cani, levou 100 milhões de sementes para uma área remota desmatada da região amazônica. Foram transportadas numa caixa de madeira biodegradável, com mais de 1m³ e 300 kg.

    Recordista mundial do salto com menor paraquedas do Mundo em 2020, Luigi mergulhou a 300 km/h.

    As sementes coletadas para o projeto possuem índice germinativo superior a 95% e não necessitam de intervenção humana para germinar.

  • Valor e Excelência na D.José I

    Estes diplomar foram entregues pelos professore aos estudantes que «refletem tudo aquilo que de melhor a escola tem para oferecer».

    Para o diretor do AE D. José I, Eduardo Cunha, é necessária uma educação que prepare os jovens para o futuro e lhes dê as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios de um mundo em constante mudança, «promovendo os valores de cidadania, inclusão e respeito mútuo».

    O momento simbólico foi presenciado pelo diretor do Agrupamento de Escolas de VRSA, Rui Marques, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, o vereador da autarquia responsável pelo pelouro dos Recursos Humanos, Fernando Horta, o chefe da divisão de Cultura e Educação do município, Vítor Junqueira.

    Na cerimónia, houve lugar para uma pequena homenagem a Diana Yaremmko, uma jovem aluna que faleceu no final do último ano letivo.

    O número de alunos que integra os Quadros de Valor e Excelência tem vindo a aumentar todos os anos, desde o 4º ao 9º ano de escolaridade.

  • Vestígios de acidente nas buscas por Carla

    As buscas por Carla continuam continuam intensas no rio Guadiana. A operação de busca e resgate que se estende entre Portugal e Espanha prosseguiu e autoridades marítimas e policiais estão mobilizadas na região, utilizando recursos terrestres, aquáticos e aéreos para a localizar.

    Marcas no terreno sugerem que pode ter havido um despiste, o que levou ao trágico incidente. A comunidade local e as famílias afetadas aguardam ansiosamente por notícias, enquanto as equipes de resgate trabalham contra o tempo.

    A operação de busca é um esforço conjunto que demonstra a solidariedade e a cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha em tempos de crise.

    Este incidente também destaca o papel vital das autoridades de resgate e a coragem dos socorristas que enfrentam condições desafiadoras para ajudar os outros

    A situação está em constante desenvolvimento e mais informações serão fornecidas pelas autoridades conforme disponíveis. A esperança permanece enquanto a busca continua, e nossos pensamentos estão com todos os envolvidos neste momento difícil.

  • Greve em Bruxelas nos Serviços Essenciais

    Os profissionais dos serviços essenciais manifestaram-se em Bruxelas contra as condições de trabalho.

    São trabalhadores europeus dos serviços de limpeza Segurança e Restauração.

    Estão a aproveitar para exigir que o mercado de contratos públicos de dois bilhões de Euros 14% do PIB da União Europeia financis boas condições de trabalho e objetivos ambientais

  • Greve de estivadores no leste dos EUA

    Pela primeira vez, desde 1977, três dúzias de portos dos EUA estão em greve, desde ontem. Os 36 portos afetados têm capacidade combinada para lidar com metade de todos os volumes de comércio dos EUA.

    A União não conseguiu chegar a um acordo com a United States Maritime Alliance antes do término do contrato em 30 de setembro. Este é apenas o começo do que pode se tornar um evento verdadeiramente catastrófico para a economia dos Estados Unidos.

    O chefe da União prometeu permanecer em greve pelo tempo que for necessário. Para referência, o congestionamento de embarques resultante de uma greve longa e fraca levaria cerca de um mês para ser resolvido.

    À meia-noite de 1º de outubro, as remessas de contentores e carros pelos portos foram interrompidas.

    Segundo Harold Daggett, presidente da International Longshoreman’s Association o mundo de hoje está a mudar para o futuro. Eles não estão mais ganhando milhões. Eles estão ganhando bilhões. E estão a gastar rápido enquanto ganham.

    A União dos sindicatos dos estivadores está a pedir aumentos na ordem dos 70% para os seus homens, a lembrar que quando eles ganharam mais dinheiro foi durante a COVID, quando os homens homens tiveram que ir trabalhar todos os dias, enquanto todos ficaram em casa.

    Foram a trabalhar doentes e alguns morreram com o vírus, diz Harold, a justificar a necessidade de compensação do sacrifico.

    Dizem não estar a pedir o Mundo e porque os empresários não corresponderam às reivindicações, foram para a rua lutar pelo que entendem merecer por direito.

    «Essas pessoas hoje não sabem o que é uma greve. Certo. Quando meus homens forem para as ruas do Maine ao Texas, todos os portos serão fechados. Você sabe o que vai acontecer?»

    O que pode acontecer

    Na Primeira semana, estar em todas as notícias a cada nove, bum, bum, bum. Na segunda semana, os que vendem carros não podem vender carros, porque os carros não estão a chegar aos navios. Eles são demitidos. Na terceira semana, os shoppings começam a fechar. Não podem obter os produtos da China, não podem vender roupas. Harold lembra que, nos Estados Unidos tudo chega por navio.

    A greve está fecha cinco dos 10 portos mais movimentados da América do Norte e um total de 36 portos ao longo das costas leste e do Golfo. A última vez que algo muito, muito semelhante aconteceu foi há mais de duas décadas, em 2002.

    Naquela época, uma greve de 11 dias na Costa Oeste causou à economia dos Estados Unidos perto de US$ 1 bilhão com um B, bilhões de dólares todos os dias, mas essa nem é a pior parte.