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  • Aumento em Administração Pública

    A FESAP reivindica o mínimo aumento de 90€, 83 num no Estado e administração de 0,9% para todos os trabalhadores da função pública, já em 2021.

  • Jovens defendem com êxito ambiente em Castro Marim

    Desde julho, jovens de 16 a 21 anos do município de Castro Marim têm participado neste programa, que este ano trouxe novos desafios, dividido que foi em dois períodos.

    Os jovens envolveram-se na manutenção e limpeza de espaços públicos, organizaram iniciativas de promoção e conscientização ambiental, colheram sal e flor de sal, visitaram um aterro sanitário, aplicaram cal nas paredes, distribuíram recipientes para coleta de resíduos orgânicos e exploraram a Reserva Natural do Sapal.

    O objetivo do programa é que os jovens selecionados, que recebem uma bolsa e certificado, desenvolvam o pensamento crítico e atuem ativamente na valorização dos espaços públicos e na conservação do meio ambiente, tornando-se também promotores de conscientização ambiental.

    «Trata-se de um projeto feito por jovens e para jovens. Cremos que este projeto possui múltiplas facetas, como a educacional, ambiental e social, ajudando na valorização dos profissionais da gestão de resíduos e, pelo exemplo, na sensibilização da comunidade e de outros jovens», comentou Filomena Sintra, vice-presidente da câmara municipal de Castro Marim.

  • Sismo de 3.1 no mar a sul de Sesimbra

    Um sismo ligeiro, de magnitude 3,1 na escala de Richter, foi hoje registado em Portugal, com epicentro a cerca de 30 quilómetros a sul de Sesimbra, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

    O abalo foi registado às 03:26, referiu o IPMA, em comunicado.

    De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

  • Fundos Europeus com plano alterado

    O diploma do Governo que altera o modelo de governação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foi promulgado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como aquele que revoga a Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (AL).

    No caso do PRR, em causa está uma alteração ao decreto-lei que estabelece o modelo de governação dos fundos europeus atribuídos a Portugal através deste instrumento, aprovada pelo Conselho de Ministros a 22 de agosto, visando acelerar a sua execução.

    Em causa está a concretização das propostas que fazem parte do plano de ação, destinado a acelerar a execução do PRR. Entre estas está a criação de redes de articulação no âmbito das reformas e dos investimentos do plano, com os objetivos de monitorizar a concretização dos marcos e metas, condição para que Bruxelas desbloqueie os fundos.

    Soma-se a ampliação dos instrumentos de divulgação para que a transparência das decisões seja aumentada e o cruzamento e análise de dados entre entidades, de modo a “mitigar o risco de duplo financiamento”.

    Após a reprogramação do PRR, aprovada em setembro de 2023, a dotação do plano ascendeu a 22.216 milhões de euros. O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

    Fim da contribuição extraordinária sobre o AL
    De acordo com um comunicado divulgado no site da Presidência da República, foi também promulgado o diploma que “procede à revogação da Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local e a fixação do coeficiente de vetustez aplicável aos estabelecimentos de alojamento local”.

    O diploma agora promulgado revoga a CEAL e a fixação do coeficiente de vetustez aos imóveis usados como AL, para efeitos de fixação do IMI, com efeitos a 31 de dezembro de 2023, anulando o efeito prático destas duas medidas que tinham sido contempladas no programa Mais Habitação, lançado no então Governo de António Costa.
  • A quinta extinção das espécies

    Tivemos oportunidade de ouvir uma conversa, em rúbrica de João Figueiras e convidados, na Alvor FM, cujo interesse entendemos relevante e, com a devida vénia partilhamos com os nossos leitores.

    O professor Aragão explicou o que se entende por sexta extinção das espécies e como foram as cinco que lhe ficaram para trás. Em seu entender esta sexta extinção está já a ser vivida.

    É assim porque já houve grandes extinções, cinco grandes extinções da vida, no planeta Terra. O facto é verdade, explicou à Alvor FM.

    Chama-se extinção quando pelo menos 75% das espécies viventes desaparecem num dado período de tempo, até agora milhões de anos. E de uma forma homogénea por todo o planeta, não é só no Amazonas, mas no planeta inteiro, desaparecem as espécies.

    A primeira extinção aconteceu há 440 milhões de anos, quando do aparecimento dos peixes e das primeiras plantas terrestres, aí passo o termo, desapareceram 85% das espécies.

    A segunda ocorreu há 370 milhões de anos, mais ou menos, quando do aparecimento dos vertebrados, terrestres e dos insetos. Aí desapareceram entre 70% a 80% das espécies ao longo de 20 milhões de anos.

    A terceira aconteceu há 250 milhões de anos, quando do aparecimento dos mamíferos, e nesta foram-se cerca de 95% das espécies.

    A quarta aconteceu há 200 milhões de anos, quando do aparecimento das aves, dos dinossauros, dos mamíferos e nas árvores, em particular as plantas tipo os pinheiros, chamadas himnospérdico, e aí desapareceram três quartos das espécies viventes na altura.

    A quinta, já mais perto, aconteceu há cerca de 65 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam, e é mais conhecida justamente por essa razão. Foram-se cerca de 76% das espécies e 40% dos géneros, querendo com isto dizer, a espécie é o fim último da árvore, e o gênero é aquele que engloba várias espécies da imediatamente anterior.

    Portanto, espécies 76%, gêneros 40%. Terminando o reino dos animais, de que só sobrou uma linha, a linha das aves. E isto, esta extinção, já durou cerca de 1 milhão de anos. A primeira demorou 20 milhões, a última já demorou 1 milhão de anos.

    Para o professor, que falava aos microfones da Rádio Alvor, todas estas extinções tiveram origem em casos naturais, como, por exemplo, a separação dos continentes, como o africano e a Eurásia, os vulcões, quando se encheu o Mediterrâneo, meteoritos, gelos e degelos, a subida e descida das águas, a acidez das águas. Portanto, todas as alterações profundas foram paleoclimáticas e geológicas.

    E como se sabe? Pelos ácidos, das rochas vulcânicas vítreas, dos fósseis, e modernamente, pelos registros evolutivos do DNA encontrado desses animais muitíssimo mais antigos, onde se nota a alteração do que aconteceu naquela altura.

    Como digo, a mais atual, a mais moderna, demorou um milhão de anos, e a outra, 20 milhões de anos, o que é muito tempo em termos de vivência.

    Na atualidade, que é o que nos interessa, estudos mostram que a atual extinção de espécies está 100 vezes mais elevada que aquela que era estimada.

    Uma vez que as extinções se concretizam num período de milhões de anos, não seria de assustar, há contudo um dado novo muito preocupante. É que desta vez não são as causas naturais, mas sim a atividade antropogénica, ou seja, a atividade humana.

    Desde o surgimento dos hominídeos, que a taxa normal de extinção de espécies acelerou para 100 mil vezes mais rápida do que aquilo que acontecia nos pré-hominídeos.

    E então, desde a revolução industrial, tornou-se perfeitamente incontrolável aquilo que estamos a viver neste momento. Inclusive os dinossauros extinguiram-se-se num milhão de anos. Agora está 100 mil vezes mais rápida a extinção de espécies.

    Lembrou Steve Hawking, quem afirmou que a humanidade poderia estar extinta em 30 anos.

    Os agentes do processo são conhecidos, o crescimento populacional humano, o aumento do consumo de recursos, as alterações climáticas, por ação humana. A Humanidade parece ser o agente causador desta extinção.

    Contudo, planeta Terra continuará e novas espécies aparecerão, e o próprio homem, está convicto o professor, para quem ainda há uma janela de esperança e que o homo sapiens subsista, mas tem de aprende a viver com a diversidade da vida.

    Afinal, é a diversidade da vida que o mantém vivo. Ficamos com esta ideia, mas uma coisa é facto e é verdade, é que assistimos quase diariamente, às situações, alterações, mudanças, que nos surpreendem muito. E é lá que estamos nesta expedição, não sou eu a perguntá-lo, já são umas dezenas a afirmá-lo. Fica aí a pergunta.

    Fonte: Rádio Alvor FM

  • José Carlos Barros em Lagoa

    A Biblioteca Municipal de Lagoa prossegue, no próximo dia 25 de setembro, pelas 18h00, com a rúbrica «Celebrando a Liberdade», um ciclo de palestras literárias que se está a realizar ao longo de 2024.

    O tema desta sessão é As Palavras, o Mundo e tem como convidado o escritor e erquiteto Paisagista José Carlos Barros. A apresentação ficará ao cuidado de Maria Luísa Francisco, e a entrada é livre.  

    José Carlos Barros é arquiteto Paisagista pela Universidade de Évora e vive em Vila Nova de Cacela. Foi director do Parque Natural da Ria Formosa e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    É autor de três romances, tendo vencido o Prémio LeYa com As Pessoas Invisíveis (Abril de 2022). O seu mais recente livro, Taludes Instáveis – Poemas Escolhidos, Publicações Dom Quixote, Março de 2024,, reúne doze títulos de poesia publicados entre 1984 e 2023.

     O ciclo de palestras literárias «Celebrando a Liberdade» pretende criar cumplicidade entre os diferentes convidados(as) e os leitores, assim como, assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril.   

    O acesso é livre, apenas limitado à lotação existente.   

  • Seminário emTavira sobre saúde dos solos

    Terá lugar no Centro de Experimentação Agrária de Tavira, no âmbito da X Feira da Dieta Mediterrânica.

    Para os promotores, «a sustentabilidade dos solos tem sido um tema da ordem do dia e tem ocupado a agenda dos decisores da União Europeia, que, inclusive, deliberaram o ano passado sobre um conjunto de medidas que visa reforçar a resiliência dos sistemas alimentares e da agricultura da Europa».

    Avalia-se em 60 a 70 % a degradação dos solos da UE e mil milhões de toneladas de solo são anualmente removidas devido à erosão, o que significa que a camada superior fértil desaparece rapidamente.

    Segundo a Comissão Europeia, os custos associados à degradação do solo são estimados em mais de 50 mil milhões de euros anuais, salienta aquela CCDR.

    Daí que este seminário se vá debruçar sobre esta problemática e propor alguns caminhos e respostas a um uso mais eficiente dos recursos naturais, reforçando a resiliência e saúde dos solos agrícolas.

    O objetivo é proteger as colheitas dos efeitos das alterações climáticas, da perda de biodiversidade e da degradação ambiental.

    Espera-se a apresentação dos projetos LivingSoil, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e + Solo + Vida – Adaptação e Mitigação das Alterações Climáticas e Luta contra a Desertificação no Vale do Guadiana, promovido pela Associação para o Desenvolvimento do Património de Mértola, ADPM.

    A Dieta Mediterrânea é chamada para o caso por ser «um conjunto de competências, conhecimentos, práticas e tradições relacionadas com a alimentação humana, que vão da terra à mesa».

    E por promove «uma atitude de respeito pela terra e pela biodiversidade, promovendo o desenvolvimento de uma agricultura conservacionista».

    A CCDR Algarve, bem como os serviços regionais de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e de Cultura, integra a comissão dinamizadora da Dieta Mediterrânica desde a apresentação da candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade, junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura(UNESCO).

    A Dieta Mediterrânica foi declarada, a 16 de novembro de 2010, Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, durante a reunião do Comité Intergovernamental, em Nairobi, no Quénia.

    Posteriormente, em 2013, na 8ª sessão do Comité realizada em Baku, no Azerbaijão, Portugal, Croácia e Marrocos juntaram-se a Espanha, França, Itália e Grécia, países integrantes da candidatura original, ficando o município de Tavira designado como comunidade representativa de Portugal.

    Esta iniciativa está integrada no Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica na Região do Algarve 2023- 2027 (PASDM), elaborado pela Universidade do Algarve e dinamizado pela CCDR, em colaboração com as entidades regionais.

    O plano define os objetivos e as iniciativas para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Dieta Mediterrânica, no âmbito dos seguintes vetores estratégicos: identificação, investigação e documentação; preservação e proteção; promoção e valorização; e transmissão, através da educação/ensino, formal e não formal.es.

    Dieta Mediterrânica
  • Manuel Palma com livro de memórias em Castro Marim

    Manuel Palma, aos 89 anos, reuniu neste seu livro diversos episódios sobre estes períodos da sua vida, contando com a presença e forte apoio de familiares e amigos do autor, na apresentação da obra.

    Houve um momento musical protagonizado pelo exímio músico Nélson Conceição e contou com convidados especiais que fizeram questão de participar através da Internet, como foi o caso do professor Pedro Tavares.

    A participação em formato online decorreu no dia em que se comemoravam os 25 anos do referendo de independência de Timor, estabelecendo-se uma ligação com aquele professor a lecionar em Díli, sendo mensageiro da Língua Portuguesa.

    A cultura local viu-se valorizada com a partilha de histórias de uma adolescência distante, bem marcada pelo período da ditadura em Portugal. A simplicidade das histórias e dos sonhos vividos fazem sempre parte da cultura de um povo.

    Trata-se do sexto livro deste autor natural do concelho de Castro Marim e consiste num «bem-disposto e fiel relato dos anos 40 e 50 do século XX, no qual a sua geração, certamente, se identificará».

    A obra recolhe uma série de pequenos apontamentos que evocam os momentos mais marcantes da infância e adolescência do autor, que já conta com um vasto leque de obras editadas, maioritariamente de poesia.

    Para Pedro Tavares, autor do prefácio deste livro, trata-se de um «trabalho louvável, quer pela ideia, quer pela concretização, numa visão que nos traz dinâmicas de outros tempos, desde a escola à vida caseira, da natureza às tradições».

    Manuel Palma é membro da tertúlia poética transfronteiriça, Poetas do Guadiana.

  • Captações e infraestruturas recebem cinco milhões no Algarve

    Maria da Graça Carvalho aprovou um investimento de 5,2 milhões de euros para o Algarve, com o objetivo de apoiar medidas de intervenção após situações de seca na região.

    Este investimento visa promover um uso mais eficiente da água e proteger os recursos hídricos, contribuindo para a sustentabilidade e resiliência do sul do país diante das alterações climáticas.

    O investimento, a ser executado pela Águas do Algarve e financiado pelo Fundo Ambiental, inclui:

    • A criação de novas captações de águas subterrâneas e a reabilitação de captações públicas estratégicas, fortalecendo o sistema de abastecimento público de água, com um investimento de quatro milhões de euros.
    • O reforço temporário de equipes para operar as captações estratégicas, assegurando uma gestão eficiente e um controle de qualidade rigoroso, com um investimento de 700 mil euros.
    • A reabilitação da rede de saneamento de Castro Marim, visando reduzir afluências indevidas e melhorar a eficiência do sistema, representando um investimento de meio milhão de euros.

    «A aprovação deste investimento é um passo essencial para enfrentar os desafios das secas que têm afetado o Algarve. O Governo está empenhado em garantir que as infraestruturas hídricas da região sejam robustecidas e que a gestão da água seja realizada com eficiência», declarou a ministra.

    água
  • Marinha apreende embarcações suspeitas de tráfico

    Contaram com o apoio de uma aeronave da Força Aérea Portuguesa, numa das acções desenvolvidas, entre os dias 28 e 30 de agosto, ao operarem em águas internacionais. As embarcações tinham a bordo mais de uma centena de depósitos de combustível.

    As três embarcações de alta velocidade, que eram tripuladas por onze homens, sete de nacionalidade espanhola e quatro de nacionalidade marroquina, com idades compreendidas entre os 23 e os 68 anos,.

    Foram identificadas e posteriormente perseguidas por um navio da Marinha e duas embarcações de alta velocidade, uma tripulada por elementos do Grupo de Ações Táticas (GAT) da Polícia Marítima e outra por Fuzileiros.

    Nas perseguições, efetuadas a alta velocidade, uma das embarcações suspeitas, para evitar a abordagem, tentou abalroar lateralmente uma das embarcações que a estavam a perseguir, colocando em risco a vida dos militares da Marinha, tendo o acidente sido evitado no último momento com manobras evasivas, relata a autoridade.

    Os onze suspeitos foram, posteriormente, sujeitos aos necessários procedimentos de identificação e consequentes formalismos de tramitação legal.

    A Autoridade Marítima Nacional, através da Polícia Marítima, e a Marinha Portuguesa, empenhando meios do Comando Naval, desenvolvem continuamente missões de combate ao narcotráfico, tendo desde o início do ano de 2023, efetuado a detenção de 107 pessoas e a apreensão de 41 embarcações de alta velocidade com mais de 33 toneladas de produto estupefaciente, referem.