O Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP) atribuiu o Prémio Nacional de Artesanato 2023 à Cooperativa QRER e à Proactivetur / Projeto TASA.
Foi na categorias “Entidade Privada” e “Investigação” pela elaboração do RED BOOK – LISTA VERMELHA DAS ATIVIDADES ARTESANAIS ALGARVIAS, que já havia também sido reconhecido com o prémio Prof. Manuel Gomes Guerreiro, atribuído pela Universidade do Algarve e parceiros.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., que promoveu a concretização do RedBook das Atividades Tradicionais, congratulou-se com o reconhecimento obtido.
Dirigiu também «uma especial palavra de apreço à equipa da Proactivetur, em particular a Susana Calado Martins e Graça Palma, pelo trabalho de entrevistas no terreno e de elaboração do RedBook.
Este prossegue a linha do projeto TASA – Técnicas Ancestrais Soluções Atuais», marca registada detida pela CCDR-Algarve, entidade promotora deste projeto inovador de Artesanato e Design que visa “Afirmar e Divulgar a Atividade Artesanal como Profissão de Futuro”, e que junta a inovação – design de novos produtos – à tradição.
E prossegue porque utiliza materiais e técnicas artesanais, saberes que têm vindo a ser transmitidos de geração em geração e resultam em produtos utilitários com uma estética contemporânea de reconhecida aceitação.
Magalhães_ICC, acrónimo do Centro Magalhães para o Empreendedorismo de Indústrias Culturais e Criativas, pretende estabelecer uma rede de cooperação transfronteiriça destinada a consolidar e a promover a oferta cultural inovadora no seio da EURORREGIÃO Alentejo – Algarve – Andaluzia (EUROAAA).
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam amanhã, dia 3 de dezembro, a Campanha de Segurança Rodoviária “Viajar sem pressa”, inserida no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2024.
Importa lembrar que a probabilidade de existirem vítimas mortais aumenta em função da velocidade a que circulam os veículos.
Por exemplo, num atropelamento se um veículo circular a 30 km/h, a probabilidade das consequências de um atropelamento serem mortais é de 10%. Aumentando a velocidade para 50 km/h, a probabilidade passa a ser de 90%.
Operações de fiscalização pela GNR e pela PSP, com especial incidência em vias e acessos com elevado fluxo rodoviário e de acordo com o PNF de 2024, de forma a contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de acidentes e para a adoção de comportamentos mais seguros por parte dos condutores no que respeita à condução em excesso de velocidade.
As ações de sensibilização ocorrerão em simultâneo com operações de fiscalização nas seguintes localidades:
· Dia 4 de dezembro | 13h00: A11-Km 31 – Portagem de Figueiredo, sentido Guimarães/Braga (41.503854, -8.441475)
· Dia 5 de dezembro | 09h30: Rotunda da Rua Nova do Fojo com a Rua Quinta do Fojo (junto à Escola Básica de 1.º CEB D. Pedro I), Canidelo – Vila Nova de Gaia (41.12639, -8.63764)
· Dia 6 de dezembro | 15h00: A16-Km 8, sentido Cascais/Sintra – Portagens de Ranholas/Sintra (38.778442, -9.363141)
· Dia 9 de dezembro | 14h00: Avenida Maria de Lourdes Mello e Castro, Tomar (39.60682, -8.39530)
A ANSR, a GNR e a PSP relembram que a condução em excesso de velocidade é um risco para a sua segurança e dos outros:
As campanhas inseridas nos planos nacionais de fiscalização são realizadas anualmente pela ANSR, GNR e PSP, desde 2020, com temáticas definidas com base nas recomendações europeias estabelecidas para cada um dos anos.
Quanto a 2024, para além dos quatro temas acima referidos, foi ainda adicionado um novo capítulo sobre a fiscalização dos veículos de duas rodas a motor.
A sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e as suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros na estrada.
Na presença dos presidentes das freguesias de Altura, Odeleite e Castro Marim, da Assembleia Municipal, da conselheira do município de Ayamonte, da diretora da Eurocidade, do provedor da Santa Casa da Misericórdia, do pároco do concelho e do presidente da câmara municipal de Castro Marim, no pátio da Casa do Sal, a vice-presidente Filomena Sintra inaugurou o Presépio de Sal.
Antes, o Grupo da Associação Amendoeiras em Flôr, grupo folclórico de Altura, recebeu os presentes a cantar temas tradicionais da Quadra Natalícia.
Saudando os castro-marinenses, os artesãos com uma palavra muito especial, em particular àqueles que colaboraram na elaboração do presépio e enaltecendo o Grupo Amendoeiras em Flor que vieram para enaltecer a abertura desta exposição, mais do que um presépio, Filomena Sintra disse:
«É um momento de alegria e é um momento de partilha de muitas horas de entrega de algumas pessoas, mas acima de tudo, e antes de começar com os agradecimentos especiais, eu vou ler um bocadinho de um poema que está ali na exposição».
Depois, afirmou que, no presépio da Casa do Sal, tendem, em cada ano, em cada edição, a «valorizar o que é nosso e fazer de Castro Marim uma referência a nível nacional com aquilo que são as comemorações do Natal».
Depois disse que o presépio, este ano, valoriza ainda mais aquilo que é a cestaria, explicitando: «Temos aqui uma grande obra de arte, uma obra inédita, uma obra inigualável, que aqui pelas mãos do Martinho e com a ajuda da Paula.
A nova mulher de cestaria, feita em silêncio, com alma, em horas, noites, é a grande obra que vocês vão apreciar e vão ter um enorme orgulho, porque sem dúvida não haverá igual no nosso país».
Afirmou que também enaltece o bom nome de Castro Marim onde o sal atravessa «a nossa história milenar, e é também um tributo a todos que dele vivem e hoje fazem dele o ouro branco do mundo. E é isso, aquilo que guarda o nosso presépio. E temos a empreita, hoje aqui, representada pela Dona Fernanda»
Elogiou, depois, o trabalho dos artesãos que contribuíram para a feitura do presépio e a bela arte, «aquilo que as vossas mãos conseguem fazer tão bonito».
Destacou Vilma André, que é uma jovem de Altura, «que também reinventou a arte da cestaria e de outros produtos ao topo».
Na tarde foi aberto o presépio de crochet na Igreja de São Sebastião, a igreja que é da Misericórdia de Castro Marim.
Antes da bênção, o pároco de Castro Marim lembrou que o presépio representava o nascimento de Jesus.
«A palavra presépio», disse «podemos traduzi-la para português pela palavra estábulo ou manjedoura, porque escutamos nos Evangelhos que Jesus nasceu numa manjedoura, num estábulo, porque não tinha lugar para ele numa hospedaria».
Daí, lembrou os «quantos irmãos e irmãs nossas não têm também lugar numa hospedaria. Ou seja, não têm uma casa para viver, não têm um lugar onde possam nascer, onde possam viver. E por isso, ao olharmos para esta passagem do Presépio, lembremos todos aqueles que não têm lugar, dos que vivem sem lugar».
E, ainda «Lembremos todos os homens e mulheres que hoje não têm lugar nas nossas aldeias, vilas ou cidades», acrescentando que o presépio é o lugar de todos «onde todos são incluídos. Portanto, se ele é o lugar de todos, ele é o lugar da dignidade. E neste tempo que vivemos, que é o nosso, neste tempo histórico, procuramos a dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente. E colocar o lugar de dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente é colocar as pessoas em primeiro lugar».
Neste contexto, o Município de Tavira, sede da comunidade representativa de Portugal, acolherá a 14.ª Reunião Intergovernamental dos 7 Estados/Comunidades da Dieta Mediterrânica, nesta sexta-feira, dia 29 de novembro, reunindo representantes internacionais dedicados ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas para a salvaguarda e divulgação deste património comum.
A convite do Município de Tavira, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. participa nos trabalhos que se realizam na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e receberá os participantes na visita às Coleções de Fruteiras Tradicionais do Algarve, que decorrerá durante a tarde no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT).
Estas coleções caracterizam-se de elevado interesse patrimonial e cultural, na sua maioria únicas no país, são representativas da paisagem típica algarvia associada à Dieta Mediterrânica, constituindo-se este repositório numa verdadeira “Arca de Noé” da biodiversidade agrícola.
Esta visita é mais uma oportunidade de divulgar o trabalho de prospeção, preservação e caracterização desenvolvido na última década e meia, pelos técnicos da área de Agricultura e desenvolvimento rural na Região.
A Dieta Mediterrânica é um património rico, reconhecido como património cultural imaterial da humanidade, em sintonia com as Convenções da UNESCO e com relevância crescente nacional e internacional.
É investigada e estudada pelas diversas ciências, sendo um legado das civilizações que originaram a nossa identidade cultural, língua e formas de viver, produzir e alimentar, essenciais à valorização e ao fortalecimento das economias regionais.
Também a convite da CCDR Algarve, a Universidade do Algarve (UAlg) dinamizou e coordenou os trabalhos do Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica (PASDM) 2023-2027, assumindo e mantendo a estrutura base da versão anterior onde se definem, de acordo com a UNESCO, os objetivos e as iniciativas para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Dieta Mediterrânica.
Este trabalho foi desenvolvido de forma participativa, na sequência da elaboração do relatório de atividades de salvaguarda da Dieta Mediterrânica 2018-2021, por parte da Associação In Loco, no contexto da Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, criada pela CCDR Algarve em 2014 e que integra os parceiros regionais, públicos e privados envolvidos na candidatura e na dinamização do PASDM 2018-2021.
Enquanto responsável máximo da comunidade representativa, o Município de Tavira mantém um programa regular de atividades, onde pontifica a Feira da Dieta Mediterrânica, realizada anualmente na primeira semana de setembro e cujo programa reflete o trabalho de colaboração desenvolvido pelas entidades presentes na Comissão regional.
A Feira conta com a participação de países, instituições nacionais e regionais, representativas de patrimónios imateriais reconhecidos pela UNESCO, expositores de artesanato e produtos tradicionais, além de mostras botânicas e de sementes, demonstrações gastronómicas e música mediterrânica ao vivo, procurando espelhar as tradições culturais dos sete países membros e promover estilos de vida saudáveis e sustentáveis.
Recentemente, o Comité para o Património Cultural Imaterial da UNESCO convidou os Estados Parte a participarem a primeira celebração do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, realizada no dia 17 de outubro, evocando a 32.ª Conferência Geral (2003).
Aí foi aprovada a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (PCI), a qual visa a salvaguarda, respeito, sensibilização a nível local, nacional e internacional do património cultural imaterial das comunidades.
Com o auxílio do nosso apoio em IA, fomos investigar a invasão, os invasores, a origem e porque estão a chegar a Portugal.
O tipo de mosquito
O Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre-asiático, é uma espécie nativa do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. Nas últimas décadas, este mosquito expandiu-se globalmente, estabelecendo-se em diversos continentes, incluindo a Europa. Em Portugal, foi detetado pela primeira vez em 2017, nas regiões do Algarve e de Penafiel, segundo a Wilder.
A dispersão do Aedes albopictus deve-se, em grande parte, ao comércio internacional, especialmente através do transporte de pneus usados e plantas ornamentais que acumulam água, como os bambus da sorte.
Estes objetos servem de criadouros para os ovos e larvas do mosquito, facilitando a sua disseminação para novas regiões.
Os fatores que contribuem para a chegada a Portugal têm a ver com o comércio Internacional, alterações climáticas que provocam o aumento das temperaturas e a alteração dos padrões de precipitação.
Criam, desta forma, condições mais favoráveis para a sobrevivência e reprodução do Aedes albopictus em regiões anteriormente inóspitas para a espécie.
Claro que a mobilidade humana com a intensificação das viagens internacionais facilita o transporte acidental de mosquitos ou dos seus ovos para diferentes partes do mundo.
Impacto em Portugal
A presença do Aedes albopictus em Portugal representa uma preocupação de saúde pública, uma vez que este mosquito é vetor de doenças como a dengue, chikungunya e Zika.
Até ao momento, não foram registados casos autóctones destas doenças no continente português, mas a expansão do mosquito aumenta o risco potencial de surtos futuros.
Quanto a medidas de vigilância e controlo em resposta à ameaça, foram, segundo a Parasites & Vectors, implementados programas de vigilância entomológica para monitorizar a presença e distribuição do Aedes albopictus.
Projetos como o MosquitoWeb envolvem a participação cidadã na identificação e indicação de avistamentos, contribuindo para uma deteção precoce e controlo mais eficaz da espécie.
A colaboração entre autoridades de saúde, investigadores e a população é crucial para mitigar os riscos associados à presença deste mosquito invasor em Portugal.