Etiqueta: água

  • Reposição lenta nas barragens do rio Guadiana

    Na perspetiva do aumento das captações em Portugal, observando a principal fonte que se encontra no débito dos rios versus armazenamento das barragens de Espanha, o conjunto controlado pela Condeferación Htidrografica del Guadiana, ainda se encontra com uma média de -4,31 % que nos últimos dez anos.

    Estão, no país vizinho, armazenados 3.891,41 hm3, 48% da capacidade do sistema, depois de uma subida de 0,16 % no conjunto Oriental e 0,01 % na Ocidental. Há meses que não são divulgados registos relativos ao conjunto Sul.

  • Água do Guadiana para o Sotavento Algarvio e Mértola

    A ministra do Ambiente anunciou que está a ser estudado o abastecimento de água ao Algarve a partir do Alqueva, através de uma ligação à  barragem de Santa Clara, no Alentejo e, de esta, à da Bravura, no Algarve. 

    Assinou também os protocolos que irão permitir implementar soluções de acesso à água das populações da Mesquita e do Espírito Santo, em Mértola (Beja).

    A falar em Faro, Maria da Graça Carvalho adiantou que a interligação entre aquelas barragens e a barragem da Bravura, em Lagos, no Barlavento (oeste) algarvio, será possível na sequência da autorização de Espanha para a utilização de 60 hectómetros cúbicos do Rio Guadiana.

    «Desde que os caudais ecológicos do Rio Guadiana estejam garantidos, permite utilizar 30 hectómetros cúbicos para a tomada de água do Pomarão e 30 hectómetros cúbicos para reforçar o Alqueva. Assim, através deste reforço do Alqueva, será possível, e é isso que estamos a estudar neste momento, fazer a ligação do Alqueva à Bacia de Mira, portanto a Santa Clara, e de Santa Clara à Barragem da Bravura», avançou a governante, citada pela RTP.

    A ministra do Ambiente e Energia discursava em Faro, na cerimónia do anúncio de lançamento do concurso de construção da obra para a tomada de água do Pomarão, no Sotavento algarvio. 

    A sessão em Faro coincidiu com a inauguração do Pavilhão da Água, uma exposição organizada pela Águas do Algarve, na qual foram ainda assinados dois protocolos, um dos quais entre a Câmara de Mértola, a Águas do Algarve e a Águas Públicas do Alentejo.

    Em causa está a construção de uma ligação ao ponto de entrega da Águas do Alentejo, na localidade de São Bartolomeu da Via da Glória, tendo em vista o abastecimento de água para o consumo humano, diz a estação pública.

    «Trata-se de um projeto que permitirá finalmente resolver as questões de abastecimento de água potável às populações das localidades de Mesquita e de Espírito Santo e os territórios limítrofes. Falamos de uma população de cerca de 300 pessoas que, embora com bastante água, porque estão entre o Alqueva e o Pomarão, portanto têm água imensa atrás e à frente, dependiam há muito de soluções precárias, designadamente o abastecimento por autotanques», esclareceu a ministra.

    O segundo protocolo foi assinado entre a Câmara de Castro Marim e a Águas do Algarve para promover a reabilitação da rede de saneamento de Castro Marim «com o objetivo de reduzir as afluências indevidas de água salobra e, assim, promover a disponibilidade de água para a reutilização pelos setores agrícolas e pelo golfe».

  • Pequenas estruturas hidroagrícolas do sotavento em parceria

    Foram hoje celebrados, nas instalações da CCDR Algarve no Patacão, os termos de entrega de gestão aos aproveitamentos hidroagrícolas do Grainho, da Mealha e de Malhada de Peres, no Município de Tavira, com as respetivas Cooperativas de Rega, anunciou a CCDR Algarve.

    A estrutura regional esclareceu que o processo foi conduzido para os Aproveitamentos Hidroagrícolas de Pão Duro, de Vaqueiros, de Almada de Ouro e de Caroucha, publicado na portaria assinada pelo Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

    A CCCR Algarve, presidida por José Apolinário lembrou que “água é essencial à vida, sustentando a saúde humana, a produção alimentar, os ecossistemas e a regulação do clima, sendo a sua disponibilidade e eficiente aproveitamento essencial para o território e para as pessoas”.

    Classifica como cumprida “uma etapa fundamental para a concretização desta estratégia de conciliação entre desenvolvimento humano e social em zonas desfavorecidas do interior e uma maior eficiência no uso da água, vertentes essenciais do interesse público plasmado nas atribuições e competências de todas as entidades acima referidas”.

  • Consórcio quer gerir de água no Algarve

    O projeto consiste na criação de «uma unidade de demonstração com o objetivo de encontrar soluções para a gestão sustentável de recursos, nomeadamente para a agricultura e produção de alimentos», segundo a Lusa,

    Denominado CisWEFE-NEX, o projeto tem um valor global de 11,5 milhões de euros (ME), financiado em 9,5 ME por fundos comunitários através do Cluster 6 do Horizonte Europa inserido na iniciativa Circular Cities and Regions.

    O projeto apresentado em Portimão foi aprovado com uma duração de cinco anos, três para a implementação da unidade de demonstração industrial e dois para a demonstração do produto final.

    O Algarve foi a região piloto selecionada para testar o sistema, dado estar inserida na Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia e enfrentar desafios ambientais comuns, entre os quais o stresse hídrico.

    O projeto já tem o financiamento comunitário aprovado, mas aguarda pelos licenciamentos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Câmara de Portimão.

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  • Jardins secos para poupar água


    O presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, declarou ao jornal Correio da Manhã que a razão dos jardins do concelho estarem secos se deve à política de poupança de água.

    «Naquilo que são os relatórios mensais, a VRSA aparece com níveis baixos, de minoria. Se vierem ao nosso concelho, vão reparar que os nossos jardins, os nossos locais que antigamente eram verdes, hoje estão secos, porque nós cumprimos à risca as terminações da APA», explicou.

  • Dessalinizadora no Algarve colhe crítica severa da PAS

    A Plataforma Água Sustentável (PAS) afirma, sem ambiguidades, que a intenção de construir a Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve (EDAMA) ineficaz, um desperdício económico, uma obra perdulária, um prejuízo para a pesca e turismo locais, tem um elevado custo ambiental e é uma oportunidade perdida pelo governo.

    É uma decisão ineficaz, porque, no máximo da sua produção de água, comatará 6,8% do total dos consumos anuais da região, cerca de 236,5 hm3. (20% dos 34% do consumo urbano) quando atualmente se perde, em média, 30% da água nas redes de distribuição urbana do Algarve.

    Será um desperdício económico porque desvia verbas que deveriam ser aplicadas em soluções eficazes, como a reabilitação das redes de abastecimento de água, recorrendo à instalação de tecnologias para a deteção e localização de fugas, monitorização e manutenção das perdas de água, e o aproveitamento das águas residuais tratadas (ApR).

    Será uma obra perdulária porque se trata de uma obra que produzirá água de menor qualidade e muito cara, o que conduzirá ao aumento do preço da água, sem resolver o problema da sua escassez.

    Será um prejuízo para a pesca e turismo locais porque diminui a quantidade e qualidade do pescado, bem como a qualidade da água do mar, descaracteriza e desfigura a paisagem natural da praia da Falésia, zona icónica da costa algarvia

    Será um elevado custo ambiental porque a poluição química provocada pela descarga da salmoura misturada com substâncias orgânicas e metais pesados terá efeitos irreversíveis na vida marinha. É uma elevada perda ambiental porque se prevê uma intervenção nas arribas da falésia, com perigo de derrocada, impactes graves no Parque Natural da Ria Formosa, na Zona Especial de Conservação da Ribeira de Quarteira, no Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado e nos recifes artificiais de Quarteira.

    Vai requerer, igualmente, relevados consumos energéticos, sendo cerca de 85% com recurso a combustíveis fósseis, com o subsequente aumento de emissão de carbono para a atmosfera.-

    É uma perda de oportunidade de o Governo fazer a diferença, resolvendo o problema dos recursos hídricos no Algarve, pela reprogramação do PRR, direcionando o financiamento para a resolução do problema das perdas de água na rede de distribuição e para a reutilização e das ApR. A dessalinização deveria ser, uma solução de último recurso, o que, manifestamente, não é o caso presente.

    Em vez disso, a decisão agora tomada de avançar com o processo da EDAMA criará novos problemas económicos, sociais e ambientais que legaremos às novas gerações.

    A PAS considera que o caminho a seguir para evitar a escassez de água não está no aumento da oferta, mas sim na gestão criteriosa do recurso e na execução de ações estruturais, de acordo com a recomendação específica feita a Portugal pelo Conselho Europeu, em 19 junho de 20241

    Assim, as ações prioritárias seriam criar condições favoráveis para haver um aumento de Pluviosidade e Retenção de Água no Território, Aumento da Eficiência Hídrica e Promoção do Uso Racional da Água e Reutilização da água, promovendo um modelo sustentável de gestão hídrica que evite agravar os problemas económicos, sociais e ambientais já existentes.

    Esta mega infraestrutura coloca em risco o futuro da região e dos Algarvios, conclui a Plataforma Água Sustentável.

    água
  • Níveis de água baixam na Bacia do Guadiana

    AS barragens espanholas diminuíram durante a passada semana em 10,32 h3 de água, para 3,691,38 hm3, mesmo tendo em conta toda a água que caiu, no país vizinho, sobre a Bacia do Guadiana.

    Segundo Sira Guadiana, o total armazenado representa 38,87% da capacidade das barragens espanholas, ainda 6,9 % menos que a média dos últimos dez anos.

  • Bacia do Guadiana ainda com défice de água

    A água que choveu da Berenice fará a cama para encher as barragens com as próximas chuvas.

    Segundo o sistema de informação espanhol Sira Guadiana, o conjunto de barragens da Confederação Hidrográfica do Guadiana armezenavam, esta semana, à data de 15 de Outubro, 3.701,67 hectómetros cúbicos de água, tendo subido apenas 0,12%.

    Estão agora a 38,98% da capacidade total, mas ainda a menos 7,05% da média dos últimos dez anos.

    Portanto, a tempestade Berenice, com estas primeiras precipitações, desempenhou «um papel fundamental na humidificação do terreno e na otimização da escorrência, o que proporciona o aporte de água às barragens em episódios posteriores de chuva.»

    Analisando a gestão da água em tempos de escassez, na província de Huelva, o jornalista Jordi Landero, afirma, na edição de hoje do Huelva Información que ela enfrenta um desafio crítico com a gestão dos seus recursos hídricos.

    A região, conhecida pela sua agricultura próspera e indústria, tem lidado com uma severa escassez de água que levou a Comissão de Gestão da Seca da Demarcação Hidrográfica Tinto-Odiel-Piedras-Chanza a tomar medidas drásticas para garantir a sustentabilidade hídrica.

    Recentemente, a Comissão decidiu manter a redução de 25% no fornecimento de água para irrigação agrícola e uma redução real de 5% para uso industrial.

    Esta decisão foi tomada após uma avaliação cuidadosa da situação atual e foi recebida positivamente pelas comunidades de regantes da província, representadas pela associação Huelva Riega.

    A medida reflete um esforço coletivo para adaptar-se à realidade da escassez de água e destaca a importância da colaboração entre agricultores, indústrias e autoridades para enfrentar os desafios ambientais.

    A situação de escassez severa em Huelva também afeta o uso urbano de água, com a ativação de planos de economia de água nas Unidades de Demanda Urbana.

    O objetivo é alcançar uma redução de 5% no abastecimento urbano, estabelecendo um consumo máximo de 237 litros por pessoa por dia. Essas restrições são vitais para garantir que a água continue disponível para todos os setores durante períodos de seca prolongada.

    As chuvas recentes foram recebidas com otimismo, mas reconhece-se que não são suficientes para reverter a situação das reservas de água.

    É um lembrete de que a gestão eficiente da água é uma responsabilidade contínua que requer vigilância e adaptação constantes às condições climáticas e hidrológicas.

    O caso de Huelva é um exemplo da necessidade de políticas de gestão de água que sejam flexíveis e adaptáveis às mudanças ambientais.

    A colaboração entre diferentes setores e a implementação de medidas de economia de água são essenciais para garantir a resiliência das comunidades frente às adversidades climáticas.

    A medida adotada pela Comissão de Gestão da Sequía é um passo na direção certa, mostrando que, mesmo em tempos de crise, é possível gerir os recursos naturais de forma sustentável e responsável, afirma-se.

    Guadiana
  • A água é tema na Cimeira Luso-Espanhola

    No próximo dia 23 de outubro, realiza-se na cidade de Faro, no Palácio Fialho, uma nova Cimeira entre os governos de Portugal e de Espanha, tendo como tema central «Água um bem comum».

    Espera-se que os trabalhos arranquem pelas 09:30, terminando com com um almoço entre as duas delegações.

    Está prevista a assinatura de acordos no âmbito da Convenção de Albufeira, um instrumento de cooperação bilateral que regula desde 2000 a proteção das águas das bacias hidrográficas partilhadas entre Espanha e Portugal, bem como a utilização sustentável e coordenada das águas, nos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana,

  • Ecosistemas de paisagem

    Uma nota da CCDR do Algarve revela que com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo formalizou, na Biblioteca Municipal de Ourique, a instalação do Conselho Consultivo do «Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas da Paisagem – Algarve e Alentejo».

    Desta forma, ficam unidas as duas regiões numa cooperação que visa a promoção de «estratégias integradas para a gestão sustentável dos recursos hídricos e ecossistemas de paisagem, em territórios, onde se identificam desafios, necessidades e recursos comuns, e envolve dezassete concelhos e cinquenta e nove freguesias».