Etiqueta: água

  • Barragens em Espanha perdem água na média dos dez anos

    Os calculados 40 milhões de euros pela água consumida em Espanha, a sem autorização, foram generosamente perdoado por Portugal que, desta forma, entrega também a bombagem a partir de Boca-Chança, encerrada pelo acordo de Albufeira.

    Tudo em troca de uma controversa recolha de água, a partir do Pomarão, que desagrada a toda a gente.

    Os responsáveis por estas decisões, forçadas pelo consumismo sem limites, ao sabor das demandas do mercado, afirmam que elas se destinam a aumentar a resiliência hídrica do Algarve, são compromissos acordados em Madrid pelos governos dos dois países ibéricos e serão selados na próxima Cimeira Ibérica.

    Não deixa de ser irónico que estes principais compromissos tenham sido aprazados pelas ministras com a tutela do Ambiente de Portugal e de Espanha, num evento comemorativo dos 25 anos da Convenção de Albufeira, a qual tem regulado a gestão dos recursos hídricos partilhados.

    Se chegaram ao fim os dias de caudal zero no Rio Tejo, com este passo há muito desejado por Portugal, resolvendo uma questão pendente há mais de duas década, a preocupação é com o caudal ecológico diário do rio Guadiana, ainda semanal.

    Não devemos esquecer que esta semana, o conjunto de barragens gerido pela Confederación Hidrógráfica del Guadiana, em Espanha, viu diminuída a sua capacidade de armazenamento em 0,20%, e está, com os seus 3.707,26 hm2 de água, o que significa uma descida de praticamente sete por cento, em relação à média dos últimos dez anos, ou seja, a fonte geral está mais seca.

    Há a novidade de que, depois de salvaguardada a saúde do rio Guadiana e a defesa da sua sustentabilidade, os caudais sobrantes para fins socioeconómicos serão repartidos de forma igual entre Portugal e Espanha, o que quer que tal queira significar, face às diferentes dimensões dos países e necessidade de água. Veremos.

    Os termos concretos e definitivos do previsível entendimento vão continuar a ser negociados, com o objetivo de ser assinado um acordo na próxima Cimeira Ibérica, prevista para o corrente mês de outubro, em Portugal.

    Mértola
  • Tarifas da água podem ser centralizadas

    A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, ANMP, Luísa Salgueiro, não está de acordo com a decisão do Governo que permite à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) fixar as tarifas da água por, em seu entender, «violar a autonomia do poder local».

    A ERSAR fixar as tarifas «merece a nossa forte oposição, uma vez que viola claramente a autonomia do poder local», defendeu Luísa Salgueiro, no fim de uma reunião do Conselho Diretivo da ANMP, em Coimbra.

    Devem ser os municípios a fixar as tarifas dos serviços que são prestados no seu território, porque «essas tarifas devem ser fixadas pelos municípios em função das condições do próprio território. Não deve ser uma entidade externa a impor as tarifas que se aplicam nos nossos concelhos», considerou.

  • Captações e infraestruturas recebem cinco milhões no Algarve

    Maria da Graça Carvalho aprovou um investimento de 5,2 milhões de euros para o Algarve, com o objetivo de apoiar medidas de intervenção após situações de seca na região.

    Este investimento visa promover um uso mais eficiente da água e proteger os recursos hídricos, contribuindo para a sustentabilidade e resiliência do sul do país diante das alterações climáticas.

    O investimento, a ser executado pela Águas do Algarve e financiado pelo Fundo Ambiental, inclui:

    • A criação de novas captações de águas subterrâneas e a reabilitação de captações públicas estratégicas, fortalecendo o sistema de abastecimento público de água, com um investimento de quatro milhões de euros.
    • O reforço temporário de equipes para operar as captações estratégicas, assegurando uma gestão eficiente e um controle de qualidade rigoroso, com um investimento de 700 mil euros.
    • A reabilitação da rede de saneamento de Castro Marim, visando reduzir afluências indevidas e melhorar a eficiência do sistema, representando um investimento de meio milhão de euros.

    «A aprovação deste investimento é um passo essencial para enfrentar os desafios das secas que têm afetado o Algarve. O Governo está empenhado em garantir que as infraestruturas hídricas da região sejam robustecidas e que a gestão da água seja realizada com eficiência», declarou a ministra.

    água
  • Obras hídricas no Sotavento do Algarve

    Segundo a CCDR do Algarve, estas obras têm uma lógica de proximidade com as populações, as infraestruturas rurais e do seu reforço para os territórios onde se encontram implantadas, para a promoção da agropecuária e na mitigação do despovoamento e combate à desertificação, atendendo à escassez hídrica ao nível da região do Algarve, nomeadamente nas zonas do Nordeste e Sotavento Algarvios.

    Têm também em consideração que a água é essencial à vida, sustentando a saúde humana, a produção alimentar, os ecossistemas e a regulação do clima, sendo a sua disponibilidade e eficiente aproveitamento essencial para o território e para as pessoas.

    São obras do aproveitamento hidroagrícola de Pão Duro (23,5 ha) e de Vaqueiros (35 ha), na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, e de Almada de Ouro (31,6 ha), nas freguesias de Azinhal e de Odeleite, e da Caroucha (50 ha), na freguesia de Castro Marim, ambas no concelho de Castro Marim.

    Situam-se no nordeste e sotavento do Algarve, cada uma delas englobando uma barragem de aterro e redes de rega que fornecem água aos respetivos perímetros de rega coletivos.

    Aquele organismo regional salienta «a necessidade de adequar o modelo de gestão à complexidade e importância destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas, construídos nas décadas de 1980 e de 1990, reflete-se, sobretudo, a nível local, com o elevado impacte coletivo da mais-valia associada à disponibilidade de água para rega e do potencial de utilização das albufeiras».

    É desta forma que se prepara a a região para um futuro com secas mais frequentes e severas, justificando a reclassificação destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas do grupo IV para o grupo III, obras de interesse local com elevado impacte coletivo.

    Acresce a esta justificação a complexidade técnica inerente à conservação, exploração e gestão das barragens e demais infraestruturas e a possibilidade de aceder ao regime de concessão, só prevista para as obras dos grupos I, II e III.

    A CCDR do Algarve considera que se cumpre «mais uma etapa desta estratégia de conciliação entre desenvolvimento humano e social em zonas do interior algarvio e uma maior eficiência no uso da água, assegurando a disponibilidade de água para a agricultura».

    Fonte oficial

  • Entraves nos projetos da água e sopro de tarifas aumentadas

    Enquanto o projeto do Pomarão está em andamento, a dessalinizadora encalha nas preocupações ecológicas e no deslize da estimativa de custo.

    Recentemente, foi anunciado um financiamento de 14 milhões de euros para melhorar o abastecimento de água na região, parte de um plano mais amplo que inclui um investimento total de 200 milhões de euros. No entanto, há relatos de que apenas metade da verba da depuração da água do mar está assegurada.

    Em relação à Espanha, existem discrepâncias entre as declarações dos governos português e espanhol. Enquanto a ministra portuguesa afirma que Espanha pagará dois milhões de euros anuais pela água do Alqueva, o governo espanhol nega tal acordo, o que complica o acordo sobre o Boca-Chança e a captação na Mesquita.

    Quanto ao transvase do Pomarão para o sistema Beliche-Odeleite, um projeto que visa aumentar a resiliência do abastecimento de água no Algarve, está em andamento, com um investimento previsto de cerca de 61,5 milhões de euros.

    Este projeto é crucial, pois espera-se que contribua com uma média de 16 hectómetros cúbicos anuais para o abastecimento da região.

    Também a Plataforma Água Sustentável (PAS) questionou novamente a viabilidade da construção de uma dessalinizadora no Algarve, prevista no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), após saber-se que as verbas disponíveis para o projeto são insuficientes e fala-se em repartir este custo pelos consumidores.

    Se este aumento de cerca de 50 milhões de euros for refletido na fatura aos consumidores, anota a PAS haverá um «aumento brutal do valor da pagar pela água».

  • Câmara de Mértola em esclarecimento no Pomarão

    A câmara municipal de Mértola emitiu um convite à população dirigido aos habitantes de Mesquita, Pomarão e Formoa, participarem numa reunião no próximo dia 10 de agosto às 10:00 horas.

    A reunião terá lugar no Centro Interpretativo do Pomarão, sendo objetivo, segundo informa a câmara municipal no convite, esclarecer sobre o Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve e a apresentação e discussão do Projeto de Saneamento do Pomarão.

    Para além destes pontos a câmara municipal está aberta à discussão de outros assuntos que se entendam por necessidade.

  • Pode faltar verba para a dessalinizadora

    A entrevista refere também outros aspetos sobre a redução de perdas de água no setor urbano e as intenções de candidatura recebidas, bem como a constatação de que «estas candidaturas, a serem aprovadas, são já todas em overbooking» e estão a quase a 100 por cento «da verba comprometida e aprovada».

    Porém, o que despertou a nossa atenção maior foi o fato de o presidente da AMAL, ter sublinhado a necessidade de deixar «um alerta a todos os algarvios, a todas as forças políticas que o processo da Central Descentralizadora do Algarve não tem cabimento para a totalidade do custo que foi posto a concurso».

    Veja aqui a reportagem completa publicada no BARLAVENTO
  • Barragem da Bravura em níveis mínimos

    A quantidade de água nas barragens do Algarve eleva-se a apenas 36% da capacidade máxima. É uma situação de natureza crítica, obrigando à manutenção das restrições ao consumo de água.

    Segundo o Correio da Manhã, em todo o País, os dados das 58 barragens monitorizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente, o volume médio de armazenamento é de 77%, com 19 a apresentarem disponibilidades hídricas superiores a 80%.

    Em julho houve uma descida no volume armazenado em todas

  • Mértola satisfeita com promessa de água no Espírito Santo

    Desta vez, é a camara municipal de Mértola que toma posição expressando «a sua satisfação com as recentes decisões anunciadas pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em relação ao abastecimento de água e à recuperação das margens do rio Guadiana no concelho de Mértola».

    Nessa tomada de posição, a autarquia faz também referência à recuperação das margens do Guadiana entre a vila de Mértola e a localidade do Pomarão e considera:

    «Este plano é crucial para resolver os problemas crónicos de escassez de água que afetam as localidades de Espírito Santo e Mesquita, especialmente durante o verão, quando as populações são frequentemente abastecidas por autotanques devido aos grandes défices hídricos existentes nesta freguesia».

    Diz ainda que a instalação de uma unidade de captação de água superficial do rio Guadiana junto ao Pomarão, para reforço do sistema Odeleite-Beliche no Algarve, necessita que salvaguarde estas necessidades do território «sob pena de não tornar justo e equativo o acesso a uma necessidade tão elementar como a água».

    A câmara municipal de Mértola anota ainda que «a reabilitação das margens do rio Guadiana entre Mértola e Pomarão é essencial para melhorar a navegabilidade do rio, que atualmente é prejudicada pelo assoreamento progressivo causado pelo excesso de sedimentos acumulados desde o encerramento das comportas do Alqueva em 2002 que impede que o leito natural do rio realize a sua regeneração natural».

    A autarquia afirma que as decisões da ministra «são resultado direto de um conjunto de diligências que o município tem vindo a desenvolver junto das entidades competentes, com particular ênfase numa reunião realizada durante a semana passada entre a Sra. Ministra do Ambiente e Energia e o Presidente da Câmara de Mértola»,

    Neste encontro a autarquia confirma que «foi discutido o problema crónico de escassez de água e elevado stress hídrico no concelho».

    Na sua nota, diz que a articulação com a Águas Públicas do Alentejo (AgdA) e outras entidades locais «será fundamental para garantir que estas medidas tenham um impacto positivo na vida da população de Mértola».

    A câmara municipal de Mértola agradeceu à ministra Maria da Graça Carvalho, bem como ao eng. Pimenta Machado da APA, «pelo compromisso demonstrado e pela rápida ação em prol do bem-estar dos habitantes do concelho, sublinhando que a garantia de acesso à água potável é um direito fundamental e que necessita de ser salvaguardado».

  • Mais baixas reservas em Espanha da Bacia do Guadiana

    Quanto às zonas específicas desta Bacia Hidrográfica-se, constata-se que a zona Oriental deste sistema de barragens, diminuiu 1,39%, a Ocidental 0,77% e a do Sul mantémo 0%, este último dado.

    A informação foi obtida da Confederação Hidrográfica do Guadiana.

    Foto Com cem olhos no Guadiana - Blog