Etiqueta: Algarve

  • Também em Huelva há regozijo pelo fim das portagens

    Os habitantes da província de Huelva estão satisfeitos pela eliminação das portagens na Via do Infante, não apenas pelas que tinham de pagar para visitarem o Algarve, mas também pelas que os algarvios pagavam para os visistar.

    Em declarações prestadas ao Huelva Información, o presidente da câmara municipal de Ayamonte, Alberto Fernández, afirmou celebrar este acontecimento e considera que tal ajudará a livre circulação entre as duas regiões vizinhas, eliminando uma espécie de direito alfandegário que vinha a ser suportado.

    «Nos últimos dias temos ouvido dizer que os Estados Unidos querem colocar tarifas sobre alguns produtos espanhóis, porque a portagem é, no fundo, também uma tarifa, porque uma pessoa de Faro que quer vir a Ayamonte almoçar, além da gasolina, tem de pagar um preço acrescido, quando a autoestrada é uma infraestrutura que foi feita com fundos europeus, portanto, nunca fez sentido que esse pedágio tivesse sido implementado», acrescentou em áudio enviado aos media.

    Salientou que este fluxo de pessoas vai ajudar muito, tanto o Algarve como Ayamonte, do ponto de vista comercial, turístico, social ou cultural e vão ser recuperadas as relações comerciais e turísticas que historicamente tivemos entre os dois lados do Guadiana.

    Lembrou também Alberto Fernandez aquelas empresas que ou compram produtos em Portugal que se vendem em Espanha ou compram produtos em Espanha que se vendem em Portugal e são transportadoras de mercadorias, estão a pagar uma tarifa, o que encarece o preço desse produto.

    Foram abolidas no passado dia 2 de maio pela a Assembleia da República as portagens nas antigas autoestradas SCUT – Sem Custos para o Utilizador – onde a portagem era paga pelo Estado.

    O sistema de autoestradas SCUT foi criado em 1997 em Portugal e o custo foi suportado pelo Estado em regime de portagem virtual até 2011, quando a cobrança foi imposta a todos os usuários que usam essas estradas, por meio de um sistema eletrônico.

    Fonte: Huelva Información

  • Desenvolvimento (I&D) no Algarve – 2023

    A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou os resultados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional de 2023. O Algarve registou um investimento em I&D de 64,5 milhões de euros, marcando um crescimento de 18% face a 2022 e uma variação de 51% em relação a 2020. A despesa em I&D corresponde a 0,49% do PIB regional e 1,4% da despesa nacional.

    Destaques por Setores:

    • Ensino Superior: Continua a liderar em despesa, representando 96% do gasto em instituições públicas.
    • Empresas: Absorveram 39% do total, com crescimento de 16% em 2023, sendo 51% executado por PME.
    • Serviços intensivos em conhecimento: Representaram 43,3% da despesa empresarial.
    • Indústria transformadora: Executou 27% da despesa empresarial.
    • Instituições Particulares Sem Fins Lucrativos (IPSFL): A despesa aumentou de 5,2M€ para 11,6M€, elevando sua participação de 9,5% para 18%.
    • Setor Estado: Redução de 9% na despesa.

    Recursos Humanos em I&D:

    • Contabilizaram 1.206,6 ETI (Equivalente a Tempo Integral), representando 1,5% do total nacional.
    • Destaque para o Ensino Superior (672 ETI) e Empresas (376 ETI).
    • O Algarve possui a maior proporção de mulheres em I&D no país (49,3%).

    Os dados destacam o crescimento na participação empresarial e o aumento expressivo no setor das IPSFL, reforçando o papel do Algarve no desenvolvimento científico e tecnológico nacional.

    Fonte: CCDR Algarve
  • Falta de pediatras em Faro e Portimão

    O Sindicato dos Médicos da Zona Sul está a exigir a intervenção urgente da ministra da Saúde devido à falta de médicos pediatras nos hospitais de Faro e Portimão.

    Em comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS-FNAM) diz que o Ministério da Saúde é responsável por não travar a falta de médicos pediatras na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, levando à limitação do funcionamento das urgências pediátricas e dos blocos de partos.

    Para além do mais o Sindicato exigiu uma reunião com o Conselho de Administração da ULS do Algarve, para a qual não obteve qualquer resposta.

    Trata-se da limitação do número de pediatras disponíveis que tem obrigado à concentração de funções da urgência noturna num único médico pediatra escalado no serviço de medicina intensiva pediátrica e neonatal, ficando responsável por cinco postos de cuidados intensivos neonatais, 12 de cuidados intermédios e ainda três postos de cuidados intensivos pediátricos.

    Para além do mais, este médico é cumulativamente responsável pelo atendimento contínuo ao bloco de partos, apoio aos recém-nascidos internados no puerpério, e orientação do transporte inter-hospitalar pediátrico.

    «Em situações limite, este único médico poderá ter de escolher entre socorrer um recém-nascido que necessite de reanimação, receber um doente crítico na sala de emergência ou atender uma situação de doença complexa na enfermaria“, refere o Sindicato.

  • Turismo fora de horas e desconcentrado

    Foi lançada oficialmente a plataforma digital «Turismo Fora d’Horas», na sede da Região de Turismo do Algarve.

    É um projeto de sentido inovador e o propósito é levar os territórios rurais para o mapa turístico, revelando destinos únicos, tradições e vivências singulares, fora dos circuitos e épocas turísticas convencionais.

    A apresentação da plataforma resulta da cooperação entre a Associação Vicentina – Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste, a ESDIME – Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste, CRL e a Terras Dentro – Associação para o Desenvolvimento Integrado.

    O projeto «Turismo Fora d’Horas» nasce também com o objetivo de promover o equilíbrio e a desconcentração do turismo, valorizando os recursos endógenos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.

    É uma plataforma digital para oferecer uma experiência única para explorar o património cultural, natural e humano de regiões que merecem ser redescobertas.

    Ao apostar na promoção de territórios fora da rota habitual, o projeto visa combater a sazonalidade e dinamizar a economia local, destacando os ativos únicos de cada território e oferecendo narrativas que enriquecem a experiência de cada visitante.

    Com conteúdos exclusivos e histórias reais, o “Turismo Fora d’Horas” pretende diferenciar-se pela sua abordagem centrada na essência e na descoberta, onde cada experiência é uma oportunidade de conexão com as tradições, paisagens e gentes que tornam cada lugar inesquecível.

    No “Turismo Fora d’Horas” há sempre algo novo por descobrir – fora do mapa, fora da «caixa» e fora d’horas.

  • Alta velocidade em encontro de algarvios e andaluzes

    Na reunião, vão manter um encontro com o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, para debater a ligação de alta velocidade da Andaluzia e do Algarve. As autoridades municipais em conjunto com o ministro, em reunião técnica sobre alta velocidade, analisam o manifesto institucional que será lido e assinado posteriormente.

    Representantes dos municípios de Faro, Huelva e Sevilha têm demonstrado um interesse crescente na criação de uma ligação ferroviária de alta velocidade entre estas cidades.

    Em 13 de fevereiro de 2024, durante o 1.º Encontro Internacional pela Alta Velocidade realizado em Huelva, os presidentes das câmaras municipais de Faro, Rogério Bacalhau, de Huelva, Pilar Miranda, e de Sevilha, José Luis Sanz, assinaram um manifesto conjunto.

    Este documento instou as autoridades nacionais e europeias a reconhecerem a importância deste corredor ferroviário, defendendo a sua inclusão como obra prioritária na Rede Transeuropeia de Transportes e a alocação dos fundos necessários para o início dos trabalhos preliminares.

    Posteriormente, em 23 de março de 2024, a Câmara Municipal de Faro aprovou, por unanimidade, uma manifestação de apoio institucional ao avanço desta linha ferroviária de alta velocidade, reforçando o compromisso regional com o projeto.

    Mais recentemente, em 23 de outubro de 2024, durante a XXXV Cimeira Luso-Espanhola realizada em Faro, os primeiros-ministros de Portugal e Espanha comprometeram-se a avançar com estudos de fluxos de mobilidade e análises custo-benefício para a ligação Faro-Huelva-Sevilha.

    Este compromisso foi formalizado na declaração conjunta da cimeira, sinalizando um passo significativo para a concretização do projeto.

    Fontes: Sul Informação, Cadena Ser e Algarve Marafado

  • Prémio Unesco

    O Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP) atribuiu o Prémio Nacional de Artesanato 2023 à Cooperativa QRER e à Proactivetur / Projeto TASA.

    Foi na categorias “Entidade Privada” e “Investigação” pela elaboração do RED BOOK – LISTA VERMELHA DAS ATIVIDADES ARTESANAIS ALGARVIAS, que já havia também sido reconhecido com o prémio Prof. Manuel Gomes Guerreiro, atribuído pela Universidade do Algarve e parceiros.

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., que promoveu a concretização do RedBook das Atividades Tradicionais, congratulou-se com o reconhecimento obtido.

    Dirigiu também «uma especial palavra de apreço à equipa da Proactivetur, em particular a Susana Calado Martins e Graça Palma, pelo trabalho de entrevistas no terreno e de elaboração do RedBook.

    Este prossegue a linha do projeto TASA – Técnicas Ancestrais Soluções Atuais», marca registada detida pela CCDR-Algarve, entidade promotora deste projeto inovador de Artesanato e Design que visa “Afirmar e Divulgar a Atividade Artesanal como Profissão de Futuro”, e que junta a inovação – design de novos produtos – à tradição.

    E prossegue porque utiliza materiais e técnicas artesanais, saberes que têm vindo a ser transmitidos de geração em geração e resultam em produtos utilitários com uma estética contemporânea de reconhecida aceitação.

    Magalhães_ICC, acrónimo do Centro Magalhães para o Empreendedorismo de Indústrias Culturais e Criativas, pretende estabelecer uma rede de cooperação transfronteiriça destinada a consolidar e a promover a oferta cultural inovadora no seio da EURORREGIÃO Alentejo – Algarve – Andaluzia (EUROAAA).

  • Consórcio quer gerir de água no Algarve

    O projeto consiste na criação de «uma unidade de demonstração com o objetivo de encontrar soluções para a gestão sustentável de recursos, nomeadamente para a agricultura e produção de alimentos», segundo a Lusa,

    Denominado CisWEFE-NEX, o projeto tem um valor global de 11,5 milhões de euros (ME), financiado em 9,5 ME por fundos comunitários através do Cluster 6 do Horizonte Europa inserido na iniciativa Circular Cities and Regions.

    O projeto apresentado em Portimão foi aprovado com uma duração de cinco anos, três para a implementação da unidade de demonstração industrial e dois para a demonstração do produto final.

    O Algarve foi a região piloto selecionada para testar o sistema, dado estar inserida na Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia e enfrentar desafios ambientais comuns, entre os quais o stresse hídrico.

    O projeto já tem o financiamento comunitário aprovado, mas aguarda pelos licenciamentos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Câmara de Portimão.

    água
  • USA/CGTP debate turismo no Algarve

    A União dos Sindicatos do Algarve/ CGTP-IN e o Sindicato da Hotelaria do Algarve (SHA) realizam no dia 22 de novembro um debate sobre o Turismo no Algarve: atualidade e perspetivas para o progresso da região.

    O debate começa às 15 horas, no anfiteatro Professor Doutor Ludgero dos Santos Sequeira, na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve econta com a participação de professores e alunos da Universidade do Algarve, do presidente da Região de Turismo do Algarve, do coordenador do SHA e da coordenadora da USAL/ CGTP-IN.

    O debate pretende promover a reflexão e discussão sobre a realidade do Turismo no Algarve, apontando medidas para o seu desenvolvimento, para a melhoria das condições de trabalho e perspetivas para o progresso integral da região.

  • Câmara de Loulé cria 200 estacionamentos gratuitos

    O parque fica localizado junto a serviços públicos, como a Segurança Social, as Piscinas Municipais ou a Escola Secundária, e está aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana.

    O objetivo é melhorar e incrementar a oferta e condições de estacionamento numa zona que se encontra a 10 minutos do centro da cidade.

    Neste terreno onde funcionou um parque improvisado em terra batida, tendo sido melhoradas as condições de conforto e segurança para o estacionamento de veículos ligeiros e criados lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida e zona de estacionamento de motociclos e bicicletas.

    Esta obra, custou ao município 435.000 euros, conta com iluminação pública «amiga do ambiente».

    A entrada de viaturas e pessoas é efetuada através da Rua A Voz de Loulé, havendo igualmente um acesso pedonal pela Avenida Laginha Serafim.

    Com este novo parque de estacionamento, a Câmara Municipal de Loulé pretende reduzir a circulação automóvel no núcleo urbano, promover os modos de mobilidade suave como andar a pé, ou de bicicleta, e assim tornar a cidade mais amiga do ambiente, com emissões de CO2 cada vez mais reduzidas.

  • Dessalinizadora no Algarve colhe crítica severa da PAS

    A Plataforma Água Sustentável (PAS) afirma, sem ambiguidades, que a intenção de construir a Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve (EDAMA) ineficaz, um desperdício económico, uma obra perdulária, um prejuízo para a pesca e turismo locais, tem um elevado custo ambiental e é uma oportunidade perdida pelo governo.

    É uma decisão ineficaz, porque, no máximo da sua produção de água, comatará 6,8% do total dos consumos anuais da região, cerca de 236,5 hm3. (20% dos 34% do consumo urbano) quando atualmente se perde, em média, 30% da água nas redes de distribuição urbana do Algarve.

    Será um desperdício económico porque desvia verbas que deveriam ser aplicadas em soluções eficazes, como a reabilitação das redes de abastecimento de água, recorrendo à instalação de tecnologias para a deteção e localização de fugas, monitorização e manutenção das perdas de água, e o aproveitamento das águas residuais tratadas (ApR).

    Será uma obra perdulária porque se trata de uma obra que produzirá água de menor qualidade e muito cara, o que conduzirá ao aumento do preço da água, sem resolver o problema da sua escassez.

    Será um prejuízo para a pesca e turismo locais porque diminui a quantidade e qualidade do pescado, bem como a qualidade da água do mar, descaracteriza e desfigura a paisagem natural da praia da Falésia, zona icónica da costa algarvia

    Será um elevado custo ambiental porque a poluição química provocada pela descarga da salmoura misturada com substâncias orgânicas e metais pesados terá efeitos irreversíveis na vida marinha. É uma elevada perda ambiental porque se prevê uma intervenção nas arribas da falésia, com perigo de derrocada, impactes graves no Parque Natural da Ria Formosa, na Zona Especial de Conservação da Ribeira de Quarteira, no Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado e nos recifes artificiais de Quarteira.

    Vai requerer, igualmente, relevados consumos energéticos, sendo cerca de 85% com recurso a combustíveis fósseis, com o subsequente aumento de emissão de carbono para a atmosfera.-

    É uma perda de oportunidade de o Governo fazer a diferença, resolvendo o problema dos recursos hídricos no Algarve, pela reprogramação do PRR, direcionando o financiamento para a resolução do problema das perdas de água na rede de distribuição e para a reutilização e das ApR. A dessalinização deveria ser, uma solução de último recurso, o que, manifestamente, não é o caso presente.

    Em vez disso, a decisão agora tomada de avançar com o processo da EDAMA criará novos problemas económicos, sociais e ambientais que legaremos às novas gerações.

    A PAS considera que o caminho a seguir para evitar a escassez de água não está no aumento da oferta, mas sim na gestão criteriosa do recurso e na execução de ações estruturais, de acordo com a recomendação específica feita a Portugal pelo Conselho Europeu, em 19 junho de 20241

    Assim, as ações prioritárias seriam criar condições favoráveis para haver um aumento de Pluviosidade e Retenção de Água no Território, Aumento da Eficiência Hídrica e Promoção do Uso Racional da Água e Reutilização da água, promovendo um modelo sustentável de gestão hídrica que evite agravar os problemas económicos, sociais e ambientais já existentes.

    Esta mega infraestrutura coloca em risco o futuro da região e dos Algarvios, conclui a Plataforma Água Sustentável.

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