Etiqueta: ambiente

  • Vitórias e derrotas na luta pela vida selvagem

    Para quem participa na WWF, o ano de 2024 foi de contrastes para a natureza, com a celebração de vitórias que os encheram de esperança, mas também de assistir a decisões políticas que desafiaram o progresso já alcançado.

    Nas vitórias vem o facto da população de linces-ibéricos ter crescido e o seu nível de ameaça baixado, a aprovação da Lei Europeia do Restauro Ecológico, considerada como um marco histórico; a criação no Algarve de um Comité de Cogestão para a pesca do polvo, a remoção de mais uma barreira fluvial obsoleta para proteger os rios.

    Já no plano negativo assinalam a redução da proteção do lobo ibérico na União Europeia, a construção de mais barragens prejudiciais que podem destruir inúmeros habitats, o facto de o  Governo continuar sem fechar portas à mineração em mar profundo.

    Assina-se também como negativo o corte de 44% de fundos para cuidar das florestas.

    Para 2025 a WWF continua a analisar que estas incongruências lembram que o caminho pela natureza não é linear “mas isso não nos impede de avançar”.

     

    Fonte ANP/WWF

    ambiente
  • Mais pilhas recicladas este ano em Portugal

    Segundo a Greensavers, a quantidade de pilhas e baterias enviadas para reciclagem aumentou oito vezes, no primeiro semestre do ano, anunciou ontem a associação Eletrão, que recolheu mais de 963 toneladas de material entre janeiro e junho.

    No mesmo período do ano passado, foram recolhidas 116 toneladas. O número alcançado em seis meses é superior ao da recolha anual registada entre 2010 e 2022, segundo a mesma fonte.

    No Dia Europeu da Reciclagem de Pilhas, o Eletrão destacou que o resultado representa um «salto exponencial» nas pilhas e baterias industriais, maioritariamente provenientes de atividades empresariais e industriais, que passaram de 18 toneladas para 859 toneladas.

    “O crescimento da recolha e reciclagem de pilhas e baterias portáveis, que normalmente são encontradas em comandos, brinquedos, telemóveis e computadores, ascende a 6%”, revelou a associação, em comunicado.

    Para a recolha, contribuíram municípios, comerciantes, empresas, instituições e operadores de gestão de resíduos e o aumento do número de pontos de recolha para mais de 9.000.

    Os números continuam, porém, aquém do desejado, sobretudo nas pilhas e baterias portáteis, de acordo com o diretor geral de elétricos e pilhas, Ricardo Furtado, citado no comunicado.

    «A cada dia que passa, as entidades gestoras que integram a Eucobat reciclam mais de 10 milhões de baterias, o que corresponde a 2,5 mil milhões de baterias por ano. Esta quantidade poderia estender-se ao longo de 116 mil quilómetros, o que permitiria dar três voltas ao mundo», afirmam.

    «As pilhas e baterias têm substâncias «altamente nocivas», que poluem o solo e a água. Contêm igualmente materiais valiosos que podem ser reciclados, como o lítio, o zinco, cobalto e terras raras, elementos que integram a lista das matérias-primas identificadas pela Comissão Europeia como críticas para assegurar a transição ecológica e digital.

  • Jovens defendem com êxito ambiente em Castro Marim

    Desde julho, jovens de 16 a 21 anos do município de Castro Marim têm participado neste programa, que este ano trouxe novos desafios, dividido que foi em dois períodos.

    Os jovens envolveram-se na manutenção e limpeza de espaços públicos, organizaram iniciativas de promoção e conscientização ambiental, colheram sal e flor de sal, visitaram um aterro sanitário, aplicaram cal nas paredes, distribuíram recipientes para coleta de resíduos orgânicos e exploraram a Reserva Natural do Sapal.

    O objetivo do programa é que os jovens selecionados, que recebem uma bolsa e certificado, desenvolvam o pensamento crítico e atuem ativamente na valorização dos espaços públicos e na conservação do meio ambiente, tornando-se também promotores de conscientização ambiental.

    «Trata-se de um projeto feito por jovens e para jovens. Cremos que este projeto possui múltiplas facetas, como a educacional, ambiental e social, ajudando na valorização dos profissionais da gestão de resíduos e, pelo exemplo, na sensibilização da comunidade e de outros jovens», comentou Filomena Sintra, vice-presidente da câmara municipal de Castro Marim.

  • Faro é terceira cidade com ar mais limpo da Europa

    A estação de monitorização da qualidade do ar de Faro é uma das quatro estações que compõem a rede de monitorização da qualidade do ar do Algarve, sendo gerida pela CDR do Algarve desde 2004.

    • Estação urbana de fundo de Faro, na Escola Joaquim Magalhães
    • Estação urbana de fundo de Albufeira, junto do depósito de água de Malpique
    • Estação urbana de tráfego de Portimão, na Escola David Neto (junto da Estrada de Alvor)
    • Estação regional de fundo de Alcoutim, no sítio do Cerro


    As estações de monitorização funcionam em contínuo 365 dias por ano, sendo da responsabilidade da CCDR a sua manutenção, remodelação, reparação de avarias, etc, trabalhos que são efetuados por técnicos da CCDR Algarve, IP.

    Os principais poluentes atmosféricos indicadores da situação de qualidade do ar na região são as partículas em suspensão, o ozono (O3) e os óxidos de azoto (NOx), partículas em suspensão (PM) de 2 diâmetros 2,5 e 10 µm, sendo igualmente monitorizados, os compostos orgânicos voláteis (BTX), o dióxido de enxofre (SO2) e o monóxido de carbono (CO).

    Salvo situações anómalas e pontuais, o tecido económico da região, alicerçado sobretudo nas atividades de comércio, serviços e transformação agroalimentar, em regra não gera emissões atmosféricas relevantes.

    Assim, a qualidade do ar nas quatro estações de monitorização da região têm estado consistentemente abaixo dos valores limite de qualidade do ar que estão legislados em Portugal, através do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro.

    A região do Algarve tem em regra bons níveis de qualidade do ar e o poluente que mais preocupações acarreta são as partículas em suspensão, face à proximidade com o continente africano e a suscetibilidade da região para os fenómenos de excesso de partículas na atmosfera com potenciais consequências das mesmas na saúde pública.

    Embora classificadas como evento natural, estas ocorrências são previamente alvo de aviso à população para cuidados redobrados sobre a exposição a estes fenómenos.

    Os dados da qualidade do ar monitorizados nas estações de monitorização, podem ser consultados online em QualAR, podendo ser obtidos relatórios de cada estação e de cada poluente medido.

    Fonte: CCDR Algarve
  • Revitalgarve promove visita a Explorações Agrícolas

    O propósito é demonstrar a importância da utilização de «Modos de Produção Sustentáveis» de alimentos sazonais e sustentáveis, mais resilientes às alterações climáticas, e que contribuam para a redução da pegada de carbono, e para o incremento dos circuitos curtos agroalimentares e do padrão alimentar mediterrânico.

    A visita no dia 6 de setembro é dirigida fundamentalmente a agricultores e técnicos, tem por tema «Sustentabilidade da Produção Biológica», e é orientada pelo eng.º António Marreiros e o eng.º João Cassinello, técnicos da CCDR Algarve.

    As visitas nos dias 7 e 8 de setembro, sábado e domingo, são direcionadas para toda a comunidade, em especial para famílias.

  • Foz do Almargem e do Trafal protegidas por reserva

    Este ato representa mais um avanço do Município de Loulé na contribuição para a proteção ambiental do planeta e a conservação da biodiversidade.

    Localizada na freguesia de Quarteira, esta área abrange 135,4 hectares e é cortada por duas ribeiras: a ribeira da Fonte Santa ou do Almargem e a ribeira do Carcavai.

    É uma das zonas húmidas mais importantes do Algarve, abrigando uma vasta diversidade de fauna, com 329 espécies identificadas, e flora, com pelo menos 236 espécies, incluindo 18 de interesse conservacionista ou de alto valor patrimonial.

    A criação da Reserva Natural Local permite ao Município de Loulé atingir metas de melhoria na conservação do património natural, de valorização do mesmo, de promoção da apropriação dos valores naturais e da biodiversidade, e de cumprimento da recente Lei do Restauro da Natureza.

    Esta lei tem como objetivo a recuperação de no mínimo 20% das áreas terrestres e marítimas da UE até 2030 e de todos os ecossistemas que necessitem de restauro até 2050. Em breve, será desenvolvido o Plano de Gestão, que envolverá um processo participativo com todas as partes interessadas.

    É importante notar que aproximadamente 63,8% da superfície do concelho de Loulé está classificada de acordo com o Sistema Nacional de Áreas Classificadas (SNAC).

    O Município de Loulé está comprometido com o investimento na proteção legal e na gestão sustentável de áreas de interesse que devem ser preservadas para as futuras gerações, estando em andamento diversos processos de classificação de áreas, como na Nave do Barão e na Gruta de Vale Telheiro.

  • Pedra do Valado com medidas de compensação

    Contudo, o Governo reconhece que a pesca comercial enfrentará desafios devido às novas restrições.

    Para mitigar o impacto, um mecanismo de compensação, regulamentado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2024 e o Despacho n.º 2182/2024, que exige licenças específicas para a pesca comercial dentro do parque.

    Este mecanismo visa equilibrar a conservação com as necessidades econômicas dos pescadores afetados.

    É importante que os interessados em concorrer às compensações leiam atentamente toda a legislação aplicável para entender completamente os critérios e processos envolvidos.

  • Almargem fez 36 anos

    O almoço convívio foi no restaurante “ O Velho Cavalinho – Taberna Medieval” e já na Vila de Castro Marim, foi um verdadeiro manjar medieval que serviu de entrada para a visita histórica guiada que se realizou na parte da tarde ao Castelo de Castro Marim e Revelim de Santo António.

    A atitude é de prosseguir a missão em defesa de melhores condições ambientais para a vida coletiva, durante muitos mais anos!