Na perspetiva do aumento das captações em Portugal, observando a principal fonte que se encontra no débito dos rios versus armazenamento das barragens de Espanha, o conjunto controlado pela Condeferación Htidrografica del Guadiana, ainda se encontra com uma média de -4,31 % que nos últimos dez anos.
Estão, no país vizinho, armazenados 3.891,41 hm3, 48% da capacidade do sistema, depois de uma subida de 0,16 % no conjunto Oriental e 0,01 % na Ocidental. Há meses que não são divulgados registos relativos ao conjunto Sul.
A água que choveu da Berenice fará a cama para encher as barragens com as próximas chuvas.
Segundo o sistema de informação espanhol Sira Guadiana, o conjunto de barragens da Confederação Hidrográfica do Guadiana armezenavam, esta semana, à data de 15 de Outubro, 3.701,67 hectómetros cúbicos de água, tendo subido apenas 0,12%.
Estão agora a 38,98% da capacidade total, mas ainda a menos 7,05% da média dos últimos dez anos.
Portanto, a tempestade Berenice, com estas primeiras precipitações, desempenhou «um papel fundamental na humidificação do terreno e na otimização da escorrência, o que proporciona o aporte de água às barragens em episódios posteriores de chuva.»
Analisando a gestão da água em tempos de escassez, na província de Huelva, o jornalista Jordi Landero, afirma, na edição de hoje do Huelva Información que ela enfrenta um desafio crítico com a gestão dos seus recursos hídricos.
A região, conhecida pela sua agricultura próspera e indústria, tem lidado com uma severa escassez de água que levou a Comissão de Gestão da Seca da Demarcação Hidrográfica Tinto-Odiel-Piedras-Chanza a tomar medidas drásticas para garantir a sustentabilidade hídrica.
Recentemente, a Comissão decidiu manter a redução de 25% no fornecimento de água para irrigação agrícola e uma redução real de 5% para uso industrial.
Esta decisão foi tomada após uma avaliação cuidadosa da situação atual e foi recebida positivamente pelas comunidades de regantes da província, representadas pela associação Huelva Riega.
A medida reflete um esforço coletivo para adaptar-se à realidade da escassez de água e destaca a importância da colaboração entre agricultores, indústrias e autoridades para enfrentar os desafios ambientais.
A situação de escassez severa em Huelva também afeta o uso urbano de água, com a ativação de planos de economia de água nas Unidades de Demanda Urbana.
O objetivo é alcançar uma redução de 5% no abastecimento urbano, estabelecendo um consumo máximo de 237 litros por pessoa por dia. Essas restrições são vitais para garantir que a água continue disponível para todos os setores durante períodos de seca prolongada.
As chuvas recentes foram recebidas com otimismo, mas reconhece-se que não são suficientes para reverter a situação das reservas de água.
É um lembrete de que a gestão eficiente da água é uma responsabilidade contínua que requer vigilância e adaptação constantes às condições climáticas e hidrológicas.
O caso de Huelva é um exemplo da necessidade de políticas de gestão de água que sejam flexíveis e adaptáveis às mudanças ambientais.
A colaboração entre diferentes setores e a implementação de medidas de economia de água são essenciais para garantir a resiliência das comunidades frente às adversidades climáticas.
A medida adotada pela Comissão de Gestão da Sequía é um passo na direção certa, mostrando que, mesmo em tempos de crise, é possível gerir os recursos naturais de forma sustentável e responsável, afirma-se.
Segundo a CCDR do Algarve, estas obras têm uma lógica de proximidade com as populações, as infraestruturas rurais e do seu reforço para os territórios onde se encontram implantadas, para a promoção da agropecuária e na mitigação do despovoamento e combate à desertificação, atendendo à escassez hídrica ao nível da região do Algarve, nomeadamente nas zonas do Nordeste e Sotavento Algarvios.
Têm também em consideração que a água é essencial à vida, sustentando a saúde humana, a produção alimentar, os ecossistemas e a regulação do clima, sendo a sua disponibilidade e eficiente aproveitamento essencial para o território e para as pessoas.
São obras do aproveitamento hidroagrícola de Pão Duro (23,5 ha) e de Vaqueiros (35 ha), na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, e de Almada de Ouro (31,6 ha), nas freguesias de Azinhal e de Odeleite, e da Caroucha (50 ha), na freguesia de Castro Marim, ambas no concelho de Castro Marim.
Situam-se no nordeste e sotavento do Algarve, cada uma delas englobando uma barragem de aterro e redes de rega que fornecem água aos respetivos perímetros de rega coletivos.
Aquele organismo regional salienta «a necessidade de adequar o modelo de gestão à complexidade e importância destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas, construídos nas décadas de 1980 e de 1990, reflete-se, sobretudo, a nível local, com o elevado impacte coletivo da mais-valia associada à disponibilidade de água para rega e do potencial de utilização das albufeiras».
É desta forma que se prepara a a região para um futuro com secas mais frequentes e severas, justificando a reclassificação destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas do grupo IV para o grupo III, obras de interesse local com elevado impacte coletivo.
Acresce a esta justificação a complexidade técnica inerente à conservação, exploração e gestão das barragens e demais infraestruturas e a possibilidade de aceder ao regime de concessão, só prevista para as obras dos grupos I, II e III.
A CCDR do Algarve considera que se cumpre «mais uma etapa desta estratégia de conciliação entre desenvolvimento humano e social em zonas do interior algarvio e uma maior eficiência no uso da água, assegurando a disponibilidade de água para a agricultura».
A quantidade de água nas barragens do Algarve eleva-se a apenas 36% da capacidade máxima. É uma situação de natureza crítica, obrigando à manutenção das restrições ao consumo de água.
Segundo o Correio da Manhã, em todo o País, os dados das 58 barragens monitorizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente, o volume médio de armazenamento é de 77%, com 19 a apresentarem disponibilidades hídricas superiores a 80%.
Em julho houve uma descida no volume armazenado em todas