Etiqueta: Faro

  • Providência cautelar contra o novo porto de Faro

    Há três associações regionais de defesa do ambiente – BlueZ C Institute, Civis Cidadania e PROBAAL – que tomaram uma ação legal contra a construção do novo porto de recreio em Faro.

    Estas organizações deram entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé com uma Ação Popular sob a forma de providência cautelar, visando a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, com o Município de Faro como contrainteressado, sendo este o responsável pela obra.

    A iniciativa das associações baseia-se em preocupações ambientais e no impacto potencial do projeto na Ria Formosa, uma área sensível e protegida.

    Segundo as organizações, o projeto levanta sérias questões sobre a sustentabilidade ecológica, o cumprimento das normas de proteção ambiental e a viabilidade de um empreendimento dessa dimensão em ecossistema delicado.

    O Município de Faro defende que o novo porto de recreio será uma peça-chave no desenvolvimento turístico e económico da região, criando empregos e promovendo a atividade náutica.

    No entanto, os opositores alertam para o risco de degradação ambiental e os impactos negativos na biodiversidade local.

    A providência cautelar busca suspender imediatamente qualquer avanço no projeto até que sejam realizados estudos e análises adicionais para garantir que não haja prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.

    A decisão do tribunal sobre a matéria será crucial para determinar os próximos passos do empreendimento.

    Este caso reflete uma crescente mobilização da sociedade civil em defesa do meio ambiente, um tema que ganha cada vez mais relevância no debate público e nos processos de desenvolvimento urbano e regional.

    Continuaremos a acompanhar o desenrolar deste processo judicial e o impacto que poderá ter nas políticas de desenvolvimento da região.

    Redação Digital
  • 25 Anos da IN Versus Fado no Club Farense

    IN VERSUS FADO ASSINALAM EM FARO 25 ANOS DE ATIVIDADE
    O Club Farense irá receber na sexta-feira, 6 de dezembro, pelas 21:00, o grupo In Versus que assinala 25 anos de atividade como cultores do fado, da canção e da guitarra de Coimbra no Algarve.
    O grupo iniciou a sua atividade na Universidade do Algarve em 1999. A realização das monumentais serenatas académicas nas escadarias da Sé de Faro e da Igreja do Carmo definem um alinhamento com a tradição da Canção de Coimbra e a guitarra portuguesa de Coimbra.
    O grupo tem contado, ao longo da sua história, com alunos e antigos alunos da Universidade do Algarve, Universidade de Coimbra e Universidade do Porto.
    São reconhecidos como referência neste estilo musical a sul de Coimbra. Realizam espetáculos por todo o sul do país com maior incidência no Algarve tendo registado incursões por Espanha.
    Contam no repertório com temas clássicos do reportório de Coimbra bem como fados e guitarradas de novas gerações. Assumem como influências mais marcantes Artur Paredes, Carlos Paredes, Edmundo Bettencourt e Luiz Goes.
    O lançamento do disco “Saudade” em 2017 é um marco no percurso do grupo. Apresenta registos de estúdio que ilustram a forte ligação à canção de Coimbra e às guitarradas existentes no Algarve.

  • Cimeira Ibérica em Faro

    Depois de se mostrar satisfeito por ter em Faro uma cimeira que «junta os chefes de governo de Portugal e de Espanha», intuiu que «nesta ocasião, visam não só reafirmar a sintonia que partilham no quadro europeu, mas também aprofundar os laços e a cooperação estratégica de forma a dar respostas aos desafios que temos pela frente».

    E afirmou que a própria história, enquanto países, é que nos «conduz para a necessidade de uma parceria e cooperação forte, de forma a que nos mantenhamos, Portugal e Espanha, no quadro europeu na vanguarda de um mundo em plena mudança».

    Lembrou, depois que os dois países viveram tempos de ditadura e que entraram ao mesmo tempo, em 1986 na Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia, «abraçando enormes desafios de modernidade e prosperidade para os nossos países».

    Para Rogério Bacalhau há novos e grandes desafios e novas oportunidades, «que tenho a certeza saberemos abraçar juntos».

    Entre eles, em particular no sul de Portugal e Espanha o relativo à seca e escassez de água, um recurso insubstituível e um tema em que Portugal e Espanha por forma «a garantir a sustentabilidade deste recurso tão precioso para todas as populações».

    O outro desafio, que considera também um pouquinho meu, «passa pela importância das ligações ferroviárias entre Portugal e Espanha». 

    O presidente da câmara municipal de Faro lembrou que, neste ponto, «além da importância estratégica da ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid e Porto e Vigo, que vemos como urgentes, seria também importante fazer lançar uma ligação ferroviária entre Faro, Huelva e Sevilha».

    foto de família

    Conclusões da Cimeira Luso-Espanhola

    Segundo o primeiro ministro, Luís Montenegro, a cimeira em particular permitiu subscrever onze instrumentos «muito importantes naquilo que é a construção de um futuro sustentável e de maior cooperação entre os dois Estados e os dois governos».

    Destacou como principal desta cimeira o tema da água «Um bem comum, um bem que partilhamos, um bem essencial para a preservação dos nossos recursos naturais, essencial na necessidade de ser bem gerido».

    Desse ponto de vista, aquilo foi aprofundado diz respeito à manutenção de caudais, quer no rio Tejo, quer no rio Guadiana, no que concerne à atividade de pesca, de segurança, de navegação e náutica de recreio no rio Guadiana, particularmente importantes para Portugal e muito importantes para o Algarve.

    Confidenciou o Primeiro-Ministro que a escolha do Algarve tem várias razões, mas a principal é exatamente a questão da água, questão ao qual afirma terem dado uma prioridade absoluta, para «não sermos confrontados com necessidades de restrição, como tem sido. Infelizmente, a nota dos últimos tempos é podermos ter capacidade de armazenamento de água que possa ser suficiente para não termos limitações no uso responsável desse recurso».

    O Algarve foi também importante porque no encontro chegaram finalmente à conclusão «de um esforço de cooperação que já vinha há alguns anos, para incluirmos a construção de duas novas ligações, duas novas pontes entre os nossos países».

    Trata-se das ponte sobre o rio Severa em Nisa e da outra que diz muito aa Algarve sobre o rio Guadiana em Alcoutim.

    Luís Montenegro agradeceu o empenho do Presidente do Governo de Espanha, «porquanto era uma matéria que estava bloqueada. Foi uma das questões que lhe coloquei no encontro de Abril em Madrid. Ficámos de aprofundar o tema para ver se o desbloqueava-mos. Até porque temos financiamento para a sua construção e esta cimeira marca também nesse domínio o aprofundamento da nossa mobilidade que queremos que possa agora desenvolver se com o reforço das ligações rodoviárias e ferroviárias».

    A mobilidade, em especial na componente ferroviária entre Portugal e Espanha e entre a Península Ibérica e a Europa, por serem fundamentais vão ter uma carta subscrita por Luís Montenegro e Pedro Sánchez . São fundamentais. Eu e o presidente do Governo de Espanha vamos subscrever uma carta que vamos endereçada ao senhor Primeiro-Ministro de França, precisamente «para poder levar a cabo a interligação ferroviária que é necessária para o transporte de passageiros e de mercadorias entre a Península Ibérica e o centro da Europa».

    A cimeira foi relevante não só pelos acordos que acabámos de assinar, mas também no desenvolvimento de projetos ambiciosos como são, por exemplo, o Centro Ibérico de Investigação, de Armazenamento de Energia e o Desenvolvimento da constelação Atlântica e o trabalho conjunto que vimos realizando «no contexto das áreas da microeletrónica e dos semicondutores, que são componentes essenciais do aprofundamento desta cooperação científica, à qual juntamos também o projeto do veículo elétrico».

  • Feira de Santa Iria

    Aa Ambifaro- Gestão de Equipamentos Municipais, está a realizar a Feira de Santa Iria no Largo de São Francisco, Faro, este ano prolongada por mais um dia até 27 de Outubro de 2024.

    Um ar retroativo para um recuo no tempo, a lembrar a longa história da Feira de Faro, as novidades e a diversão e, naturalmente, os «comes e bebes».

  • Faro celebra centenário de António Ramos Rosa

    Natural de Faro, nascido a 17 de outubro de 1924, onde frequentou os estudos secundários, António Ramos Rosa cedo rumou a Lisboa, onde trabalhou como empregado de escritório, tradutor e professor.

    Por iniciativa do Município de Faro e da associação A Tal Emersa, o seu centenário será celebrado ao longo de dois dias com um programa especial que incluiu a exposição “António Ramos Rosa e a Interrogação do Real”.

    A inauguração está prevista para as 17:30 do dia 16 de outubro, e uma jornada de trabalho com conferências, mesas-redondas e recital de poesia, a partir das 9 horas do dia 17 de outubro, sempre na Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa.

    António Ramos Rosa tem o seu nome ligado a publicações literárias dos anos 50. Foi cofundador da revista Árvore (1951-1953) e participou na Cassiopeia e nos Cadernos do Meio-Dia. Estes primaram não só por uma postura de isenção relativamente aos diversos feixes estéticos que atravessam aquela década (legado surrealista e evolução da poesia neorrealista, entre outros), como por um critério de respeito pela qualidade estética dos trabalhos literários publicados.

    Viveu intensamente a vitória dos Aliados, aquando do término da II Guerra Mundial e desenvolveu uma importante atividade nos domínios da teorização e da criação poética.

    Complementarmente, Ramos Rosa colaborava com textos de crítica literária na Seara Nova e no Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas.

    É no primeiro número da Árvore, onde garante a participação dos poetas António Luís Moita, José Terra, Luís Amaro e Raul de Carvalho, que subscreve o texto “A Necessidade da Poesia”, apontando como princípios imperativos da publicação a liberdade e a isenção (“Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas.”), postergando apenas da aventura poética a “gratuitidade como intenção“, posto que a poesia decorre de uma “superior necessidade […] tanto no plano da criação como no da demanda social” (ibi., p. 4).

    Como poeta, estreia-se em 1958 no jornal «A Voz de Loulé» com o poema “Os dias, sem matéria” e na coletânea “O Grito Claro”, n.º 1 da coleção de poesia «A Palavra», editada em Faro e dirigida pelo seu amigo e também poeta Casimiro de Brito. Seria apenas o primeiro de uma obra poética que ultrapassa os cinquenta títulos.

    É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Estava assim lançado o movimento da moderna poesia portuguesa onde o autor circulava. 

    Ramos Rosa foi distinguido com numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988, o Prémio Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT – Correios de Portugal em 1989, pela recolha “Acordes”, e em 2006, pelas obras “Génese” e “Constelações”, que estão igualmente na base da atribuição do Prémio Luís Miguel Nava, no mesmo ano; em 1990, o Grande Prémio Internacional de Poesia, no âmbito dos Encontros Internacionais de Poesia de Liège; em 1992, o Prémio Jean Malrieu, para o melhor livro de poesia traduzido em França, e o Prémio Municipal Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa (Prémio de Poesia), pela obra “As armas imprecisas”; e, em 2005, o Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen (Prémio de Poesia), São João da Madeira, pela obra “O poeta na rua. Antologia portátil”.

    A 10 de Junho de 1992 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e a 9 de Junho de 1997 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2001, o seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Faro. Em 2003, a Universidade do Algarve, atribui-lhe o grau de Doutor Honoris Causa.

    Considerado um dos grandes poetas portugueses da atualidade, a sua atitude crítica perante a sua própria palavra, fez dele um dos mais esclarecidos críticos portugueses contemporâneos. 

    Faleceu a 23 de setembro de 2013, em Lisboa, tendo doado todo o seu espólio literário à Biblioteca Nacional de Portugal.

    No âmbito da sua Missão e das atribuições no domínio da Cultura, a CCDR do Algarve, I.P. congratulou-se com esta iniciativa, que considera meritória, eevoca a memória de um dos mais distintos algarvios e a obra de um nome maior da Poesia do Século XX.

  • Faro altera plano de pormenor da Lejana

    A Câmara Municipal de Faro anunciou o início de um novo procedimento para a primeira alteração do plano de pormenor da Lejana, nos termos de um aviso que fez publicado o dia da República.

    Deliberou também aproveitar todos os atos e formalidades praticados no procedimento anterior e estabelecer um prazo de nove meses para a conclusão do procedimento.

    O aviso vai ser publicado na segunda série do Diário da República.

  • Deficiência mental com novas instalações em Faro

    A Associação Algarvia de Pais e Amigos dos Cidadãos Deficientes Mentais inaugurou a sua sede no passado sábado, dia 7 de Setembro.

    A Associação Algarvia, está a abandonar a denominação, que já não considera muito própria, de diminuídos mentais, por esta terminologia já não ser bem aceite.

    A novas instalações chegam ao cabo de quase 60 anos, há muito tempo que as vinham aspirando, para que pudessem, de facto, ser utilizadas, no âmbito do trabalho que tem vindo a desenvolver.

    Saiu da Rua do Compromisso, de instalações exíguas, já muito apertadas, sem espaço para o trabalho que têm vindo a desenvolver.

    A obra foi realizada recorrendo a fundos europeus, o de Portugal 2020 e à disponibilidade dos municípios. Custou cerca de cinco milhões de euros.
    Desta verba, cerca de 70%, circularam por intermédio da CCDR.

  • Faro é terceira cidade com ar mais limpo da Europa

    A estação de monitorização da qualidade do ar de Faro é uma das quatro estações que compõem a rede de monitorização da qualidade do ar do Algarve, sendo gerida pela CDR do Algarve desde 2004.

    • Estação urbana de fundo de Faro, na Escola Joaquim Magalhães
    • Estação urbana de fundo de Albufeira, junto do depósito de água de Malpique
    • Estação urbana de tráfego de Portimão, na Escola David Neto (junto da Estrada de Alvor)
    • Estação regional de fundo de Alcoutim, no sítio do Cerro


    As estações de monitorização funcionam em contínuo 365 dias por ano, sendo da responsabilidade da CCDR a sua manutenção, remodelação, reparação de avarias, etc, trabalhos que são efetuados por técnicos da CCDR Algarve, IP.

    Os principais poluentes atmosféricos indicadores da situação de qualidade do ar na região são as partículas em suspensão, o ozono (O3) e os óxidos de azoto (NOx), partículas em suspensão (PM) de 2 diâmetros 2,5 e 10 µm, sendo igualmente monitorizados, os compostos orgânicos voláteis (BTX), o dióxido de enxofre (SO2) e o monóxido de carbono (CO).

    Salvo situações anómalas e pontuais, o tecido económico da região, alicerçado sobretudo nas atividades de comércio, serviços e transformação agroalimentar, em regra não gera emissões atmosféricas relevantes.

    Assim, a qualidade do ar nas quatro estações de monitorização da região têm estado consistentemente abaixo dos valores limite de qualidade do ar que estão legislados em Portugal, através do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro.

    A região do Algarve tem em regra bons níveis de qualidade do ar e o poluente que mais preocupações acarreta são as partículas em suspensão, face à proximidade com o continente africano e a suscetibilidade da região para os fenómenos de excesso de partículas na atmosfera com potenciais consequências das mesmas na saúde pública.

    Embora classificadas como evento natural, estas ocorrências são previamente alvo de aviso à população para cuidados redobrados sobre a exposição a estes fenómenos.

    Os dados da qualidade do ar monitorizados nas estações de monitorização, podem ser consultados online em QualAR, podendo ser obtidos relatórios de cada estação e de cada poluente medido.

    Fonte: CCDR Algarve
  • Vítimas em acidente de Motas

    Dois homens morreram e uma mulher ficou gravemente ferida após uma colisão perto da praia de Faro. O acidente aconteceu na estrada que dá acesso à Concentração Internacional de Motos de Faro. Infelizmente, a mulher, que inicialmente sobreviveu ao acidente, não resistiu aos ferimentos.

    As vítimas fatais são dois homens de 31 e 49 anos, e a mulher gravemente ferida tinha 28 anos, todos portugueses, segundo a publicação. A mulher, que foi transportada com urgência para o hospital, acabou por falecer devido à gravidade dos ferimentos.

    O trágico acidente ocorreu na estrada junto à praia de Faro, que está fechada ao trânsito e serve como entrada para a Concentração de Motos, que continua até domingo..

    A CNN Portugal reportou que o alerta foi dado às 17:45, e no local estiveram 25 operacionais e 13 veículos de socorro e emergência, incluindo bombeiros e INEM.

  • Animação nas açoteias de Faro


    Hoje e amanhã, Faro recebe a terceira edição do Açoteia – Faro Rooftop Festival, organizado pelo Município de Faro e o Teatro Municipal de Faro, capaz de proporcionar um olhar sobre a capital algarvia e a visualização da Ria Formosa sob diferentes perspetiva.

    Açoteia é palavra de origem árabe e designa um espaço aberto de trabalho na zona superior da casa ou no telhado, onde se finalizava a secagem dos frutos e o posterior armazenamento para consumo próprio ou venda. Com o tempo, estes espaços ficaram esquecidos ou tornaram-se zonas de arrumos, estendais ou ficaram desprovidos de qualquer função, até ganharem popularidade enquanto zonas de lazer, comummente designados por terraços ou rooftops.

    A maioria das 35 açoteias que recebe esta iniciativa, destaca a câmara municpal, não está, por norma, acessível ao público, por ser privada ou estar restrita às funções técnicas dos edifícios. Porém, durante estes dois dias, vão poder receber visitantes.

    É o caso da açoteia da Igreja do Carmo, pela primeira vez aberta e onde vão decorrer observações astronómicas e concertos de kora (instrumento musical africano) ou a torre do mirante do Museu Municipal de Faro, único local em que as freiras em clausura do antigo convento podiam vislumbrar o mundo exterior. Nesse sentido, enquanto alguns terraços têm capacidade para receber cerca de 100 pessoas, outros podem receber apenas duas, o que convida a experiências mais intimistas ou imersivas.

    Ao todo, há 200 ações previstas para os dois dias de festival. Bonga, Luís Trigacheiro, JP Simões, Manuel João Vieira, Olavo Bilac, Domingos Caetano (Íris) e Jorge Benvinda (Virgem Suta), são alguns dos nomes que vão animar as açoteias com atuações musicais.

    Haverá também DJ’s, rádio em direto – a Rádio Universitária do Algarve (RUA FM) instala-se numa açoteia para fazer uma emissão ao vivo -, performances de dança, declamações de poesia, concertos de taças tibetanas, animação de areia ou experiências gastronómicas. No terraço do Mercado Municipal de Faro, realiza-se o “Artistas & Fleas – o market mais cool do Algarve”.

    A Fábrica da Cerveja recebe a dupla Fernando Alvim e Nuno Artur Silva, que promete surpreender com soluções criativas a dar às açoteias no espetáculo “Mas afinal qual é a ideia?”, na sexta-feira, às 21:30 horas. Na madrugada de sábado, a partir das 04:30 horas, o lugar transforma-se em cinema ao ar livre, em que será projetada uma película surpresa, que culmina com um pequeno almoço recheado de iguarias locais, por volta das 06:20 horas.

    O festival recebe também “Dressed for Space”, de Patrick J. O’Reilly, que passou por uma residência artística em Roterdão, a exposição “Catálogo Açoteia”, numa parceria com o Festival de Roterdão e a artista sérvia Sara Vuletic, que se estreia em Portugal com “Sonas.Music”.

    Num “tom mais sério”, serão também discutidas políticas públicas com foco na arquitetura, construção, sustentabilidade e nas cidades do futuro.

    As açoteias revelam-se cada vez mais espaços multiusos que podem ter um papel importante na redução da pegada ecológica e na vida em comunidade e, nesse sentido, torna-se imperativo o intercâmbio de experiências entre cidades europeias, como é o caso da European Creative Rooftop Network (ECRN), que já conta com Barcelona, Belfast, Roterdão, Gotemburgo, Amesterdão, Antuérpia, Nicósia e Chemnitz.

    Um dos principais objetivos da ECRN é levar os governos, municípios, ONG’s e populações a refletir e colocar em prática o uso criativo das açoteias.

    A primeira edição do Açoteia – Faro Rooftop Festival aconteceu em 2019 e contou com a participação de 18 açoteias. Em 2023, a segunda edição do Festival recebeu cerca de 7 mil visitantes nas 35 açoteias participantes. Este ano, 45 associações, instituições públicas, empresas e particulares mobilizaram-se para a concretização do Açoteia, evento que pretende dinamizar locais inutilizados da cidade e potenciar a criatividade do seu uso, com três grandes eixos: cultura, sustentabilidade e comunidade.