Etiqueta: GNR

  • Furto de abacates em Vila Nova de Cacela

    GNR deteve quatro pessoas em flagrante por furto de abacates em Vila Nova de Cacela, após denúncia, tendo as autoridades conseguido apreender mais de uma tonelada de abacates e o veículo onde os mesmos eram transportados

    Foram detidas quatro pessoas em flagrante, segundo comunicou a GNR a informar a detenção de dois homens e duas mulheres, no passado domingo e na sequência de uma denúncia que dava conta do furto de produtos agrícolas.

    As autoridades deslocaram-se ao local, apreenderam um veículo e mais de 1.200 quilos de abacates, devolvidos ao legítimo proprietário.

    Os quatro detidos foram constituídos arguidos, tendo os factos sido remetidos ao Tribunal Judicial de Vila Real de Santo António.

    Trata-se de uma detenção no âmbito da Operação Campo Seguro, que visa intensificar ações de sensibilização, patrulhamento e fiscalização em explorações agrícolas e florestais por todo o território nacional.

    O objetivo é reprimir crimes de tráfico de seres humanos em contexto laboral e o furto de produtos e equipamentos agrícolas.

  • Apreensão de amêijoa Japonesa em Castro Marim

    No decorrer de uma operação conduzida pela Unidade de Controlo Costeiro da GNR em Castro Marim, foi realizada uma apreensão significativa de amêijoa-japonesa, totalizando 1.368 quilos.

    Este episódio ilustra a necessidade de monitoramento rigoroso das atividades de pesca e comercialização de bivalves neste território.

    O valor comercial estimado para a amêijoa-japonesa apreendida é considerável, refletindo tanto a procura deste molusco nos mercados internos quanto a sua relevância nas exportações.

    O valor de mercado desta espécie tem vindo a aumentar, o que torna imprescindível assegurar que as atividades associadas à sua captura estejam em conformidade com a legislação em vigor.

    A ação de fiscalização que teve lugar em Castro Marim partiu de uma denúncia recebida sobre o transporte irregular de molúsculos bivalves, particularmente a amêijoa-japonesa, espécie cuja extração e comercialização estão sujeitas a regulamentações rigorosas.

    A informação sobre a possível atividade ilícita foi prontamente analisada pelas autoridades competentes, levando à mobilização de uma equipa especializada para abordar a situação de maneira eficaz.

    Durante a operação, foi identificado um indivíduo que transportava os molúsculos de forma ilegal, sem apresentar os documentos obrigatórios que comprovassem a sua origem e a legalidade da captura.

    Essa infração é grave, uma vez que a pesca não regulamentada pode comprometer os ecossistemas locais e a sustentabilidade das espécies marinhas.

    Os militares da GNR procederam imediatamente à fiscalização, que incluiu a verificação do estado da carga e a confirmação da ausência de documentação pertinente, essencial para garantir a rastreabilidade dos produtos do mar.

    A equipe responsável pela fiscalização foi composta pelo subdestacamento de controle costeiro de Vila Real de Santo António, em colaboração com o destacamento de ação fiscal de Faro.

    O transporte irregular de espécies exóticas, como a amêijoa-japonesa, pode representar um risco significativo para a segurança alimentar e a biodiversidade. Assim, ações de fiscalização como esta são fundamentais para assegurar a proteção das espécies nativas e garantir que os recursos marinhos sejam geridos de maneira sustentável.

    O papel da Unidade de Controlo Costeiro e da Autoridade de Segurança Alimentar é, portanto, primordial no fortalecimento da legislação que protege os ecossistemas e a saúde pública.

    A análise minuciosa dos dados e a pronta atuação diante de irregularidades destacam a importância das ações colaborativas na promoção do cumprimento das normas e no fortalecimento da segurança alimentar, contribuindo, assim, para a preservação dos ambientes marinhos e dos recursos que deles dependem.

    As consequências legais associadas a este tipo de infração podem ser severas.

    O infrator pode enfrentar potenciais coimas, que variam consoante a gravidade da infração e o volume dos bivalves apreendidos. Além das sanções financeiras, este tipo de ação reflete um esforço contínuo das autoridades para desencorajar atividades ilegais que possam pôr em risco a biodiversidade da região e a saúde dos consumidores.

    A apreensão de amêijoa-japonesa revela a importância da vigilância constante e da aplicação das normas pesqueiras estabelecidas, que visam proteger os recursos marinhos e a economia local.

    Impactos da Espécie Invasora

    A amêijoa-japonesa (Ruditapes philippinarum), é classificada como uma espécie invasora e tem gerado preocupações significativas em diferentes partes do mundo, especialmente nas regiões costeiras da Europa.

    A introdução de organismos não nativos como este bivalve pode acarretar efeitos profundos na biodiversidade e na estrutura ecológica dos ambientes que habitam.

    A presença dessa espécie em Castro Marim, por exemplo, levanta preocupações quanto à ausência de rastreabilidade dos bivalves apreendidos, o que dificulta o controle das populações e a assessoria dos impactos ambientais decorrentes de sua introdução.

    Além disso, a destruição dos bivalves apreendidos pelas autoridades, medida tomada em conformidade com a legislação vigente, destaca a necessidade de ações mais rigorosas para a gestão de espécies invasoras.

    Embora a destruição seja uma solução imediata para evitar que esses organismos se espalhem ainda mais, ela não resolve as consequências já ocasionadas à biodiversidade local.

    Os bivalves invasores como a amêijoa-japonesa competem por espaço e recursos com espécies nativas, o que pode levar à diminuição das populações locais e, em casos extremos, à extinção de algumas delas.

    Os riscos associados à invasão biológica são amplos e complexos. A competição por recursos com os organismos nativos altera a dinâmica dos ecossistemas, afetando não apenas a biodiversidade, mas também a funcionalidade dos habitats.

    Nesse contexto, a monitorização e o controle das introduções de espécies exóticas tornam-se essenciais. Medidas proativas, como campanhas de conscientização e investimentos em pesquisa, podem ajudar a mitigar os impactos adversos da amêijoa-japonesa e proteger as comunidades biológicas locais, assegurando que a diversidade e a resiliência dos ecossistemas sejam preservadas.

    Riscos à Saúde Pública

    O consumo de moluscos bivalves, como a amêijoa-japonesa, apresenta riscos significativos à saúde pública, particularmente quando esses alimentos não possuem rastreabilidade adequada.

    Os bivalves têm a capacidade de acumular microrganismos patogênicos e substâncias químicas prejudiciais que estão presentes nas águas onde habitam.

    Isso ocorre devido à sua alimentação, que consiste na filtração de água, onde agentes contaminantes podem estar presentes, refletindo a qualidade da água do ambiente marinho. Assim, a condição de salubridade das águas é um fator determinante para a segurança dos frutos do mar que consumimos.

    Entre os perigos associados ao consumo de bivalves, destacam-se as biotoxinas marinhas, que são substâncias tóxicas produzidas por determinadas espécies de algas.

    Essas toxinas podem contaminar os moluscos e causar intoxicações severas em pessoas que os consumirem. Os sintomas podem variar de gastrenterite a condições mais graves, como a paralisia ou até a morte, dependendo da quantidade ingerida e da toxicidade da biotoxina específica.

    O caso mais recorrente é a síndrome de intoxicação por mariscos, que é desencadeada pelo consumo de bivalves contaminados, evidenciando a necessidade de um controle rigoroso sobre o mercado de frutos do mar.

    Diante desses riscos, é essencial que a população tenha consciência da importância da fiscalização e do consumo responsável de moluscos e outros frutos do mar.

    A escolha de produtos que apresentem garantias de qualidade e que sejam provenientes de fontes confiáveis é fundamental para prevenir possíveis intoxicações alimentares.

    A implementação de boas práticas na comercialização de bivalves não só protege a saúde pública, mas também contribui para a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos.

  • Lancha apreendida no Guadiana

    As autoridades policiais luso-espanholas apreenderam hoje 3.500 quilogramas de haxixe, depois de terem interceptado uma embarcação de alta velocidade no rio Guadiana, fronteira entre os dois países, anunciou a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da GNR.

    Segundo aquela Unidade, a lancha apreendida tinha 127 fardos de haxixe, tendo os militares da UCCF dado apoio à Guardia Civil, «após esta força ter detetado uma embarcação de alta velocidade a entrar à barra do rio Guadiana, em águas espanholas»

    A guarda relata que os ocupantes da embarcação encalharam-na de propósito na margem espanhola do rio e fugiram a pé, quando se aperceberam da presença da embarcação da GNR,

    Desta ação conjunta, foram apreendidos 127 fardos de haxixe que estavam a bordo da embarcação, num total de 3.500 quilogramas, a embarcação de alta velocidade, de 12 metros de comprimento com quatro motores de 300 cavalos e 15 jerricans de combustível.

    «O material apreendido foi posteriormente entregue às autoridades espanholas», segundo a corporação policial portuguesa.

    A UCCF adiantou no comunicado que a embarcação foi detetada no âmbito de uma missão de vigilância, controlo e patrulhamento da costa e do mar territorial.

    haxixe

    Tal facto coloca um enfoque particular no combate ao tráfico de estupefacientes por via marítima, que é utilizado regularmente por máfias do narcotráfico para transportar droga para a Península Ibérica a partir do norte de África e de Marrocos.

    A Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras de Olhão é responsável pelo patrulhamento na costa algarvia e no Guadiana, fronteira natural que divide o Algarve e o Alentejo da região autónoma espanhola da Andaluzia.

  • Segurança «Cinto-me Vivo» motiva campanha da GNR

    A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) vão iniciar, no dia 10 de setembro, a campanha de segurança rodoviária “Cinto-me Vivo”, que faz parte do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2024.

    De 10 a 16 de setembro, a campanha visa conscientizar motoristas e passageiros sobre a importância do uso constante e adequado dos dispositivos de segurança.

    Em caso de colisão, o veículo para instantaneamente, mas os ocupantes, se não estiverem de cinto, continuam em movimento na mesma velocidade que o veículo tinha antes do acidente. A 50 km/h, um motorista de 70 kg sem cinto sofreria um impacto semelhante ao de cair do terceiro andar.

    O capacete homologado, quando bem ajustado, diminui em 40% o risco de fatalidade em acidentes.

    Também está provado que o uso adequado de uma cadeirinha certificada, apropriada ao peso da criança, reduz em 50% o risco de morte. Para crianças até 18 kg, o uso de uma cadeirinha voltada para trás, juntamente com o cinto de segurança, pode diminuir em até 90% o risco de lesões graves ou morte.

    A campanha “Cinto-me Vivo” incluirá:

    • Ações educativas da ANSR no continente e pelas administrações regionais dos Açores e da Madeira;
    • Fiscalizações da GNR e da PSP, focadas em estradas com alto tráfego, seguindo o PNF 2024, para reduzir o risco de acidentes e encorajar comportamentos mais seguros na utilização correta dos dispositivos de segurança.

    As atividades educativas ocorrerão em paralelo com as fiscalizações nas seguintes localidades:

    Dia 10 de setembro, às 10h00, na EN-114 Km 181.

  • País presta homenagem aos militares sinistrados

    Portugal vestiu-se de luto pela morte dos cinco militares mortos, ocorrido às 12:36 horas do dia 30 de agosto, quando o helicóptero bombardeiro ligeiro do Dispositivo do Combate a Incêndios Rurais (DECIR), com o indicativo operacional Hotel 16, caiu em linha obliqua nas águas do rio Douto.

    Tinha sido acionado para o combate ao incêndio rural em Gestaçô, Baião. Por ter sofrido um acidente, obrigando à amaragem violenta, no rio Douro, próximo da localidade de Samodães, Lamego.

    O socorro foi imediato, o piloto foi resgatado com vida, mas os cinco militares operacionais sucumbiramna tragédia.

    Os funerais com honrarias de quatro dos cinco militares mortos em acidente de helicóptero na passada sexta-feira foram realizados na tarde de onteme centenas de pessoas acompanharam as cerimónias em Lamego e em Moimenta da Beira.

    Presentes estiveram familiares, amigos, pessoas da comunidade, colegas de farda e autoridades de Estado, acompanharam os corpos. Na Igreja de Santa Cruz, em Lamego, a cerimónia religiosa foi presidida pelo bispo da cidade, António Couto.

    Contou com a presença do Presidente da República, o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro e outros representantes políticos.

    Haverá um quinto funeral, do último corpo encontrado no Rio Douro, em Castro Daire, ainda hoje.

    As cinco vítimas, com idades compreendidas entre os 29 e 45 anos, eram do Distrito de Viseu e estavam de regresso do combate a um incêndio no Concelho de Baião.

    O piloto de 44 anos está a recuperar dos ferimentos e deverá permanecer por mais uns dias na enfermaria de Ortopedia do Hospital de Vila Real.

    As causas do acidente continuam sob investigação. O GPIAAF tenciona publicar amanhã uma nota informativa dando conta das constatações iniciais da investigação e do caminho a prosseguir.

  • GNR liberta tartaruga de uma rede e de plásticos

    Foi quando encontraram uma tartaruga presa numa arte de pesca, com dificuldades de locomoção. De imediato, foi efetuada a recolha, para monitorização do estado de saúde, libertando-a das artes de pesca e do restante material plástico e devolvendo-a ao seu habitat natural.

    A GNR observa que «Os resíduos de pesca deixados no mar constituem uma parte considerável da poluição plástica nos nossos oceanos. Estima-se que, anualmente, estes materiais sejam responsáveis pela morte de um grande número de espécies marinhas, como baleias, golfinhos, focas, leões marinhos e tartarugas».

    Pretendem alertar a população sobre os problemas da poluição marinha e destacar a importância da participação de todos na preservação dos nossos oceanos.

    Além do mais, solicitam que, caso os cidadão detectem algum foco de poluição, que contactem a GNR, através da Linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520 ou e-mail sepna@gnr.pt.

  • Seis arguidos em parque de campismo ilegal

    Três homens e igual número de mulheres, de idades compreendidas entre os 36 e os 58 anos, foram constituídos arguidos por violação de regras urbanísticas, poluição, desobediência, dano e fraude fiscal, no concelho de Albufeira.

    Também foram apreendidas sete viaturas, pelo Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais (NICCOA) do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), do Comando Territorial de Faro da Guarda Nacional Republicana (GNR).

    As diligências ocorreram no âmbito de uma ação de fiscalização direcionada a um parque de campismo que opera de forma ilegal e onde se encontram instaladas mais de uma centena de «mobilehomes» sem licenciamento, accionadas em cumprimento a 25 mandados de busca, quatro domiciliárias, seis em casas móveis e 15 em veículos.

    Foram detetadas dez infrações, apreendidos 45.253 euros em numerário, 12 casas do tipo mobilehome, 7 telemóveis, 3 computadores portáteis, 1 caçadeira, 14 cartuchos, 1 pistola, 72 munições, 2 carabinas de ar comprimido e diversas ferramentas.

    Esta ação teve sequência em dez autos de contraordenação, quatro por falta de pagamento imposto de circulação e seis por falta de declaração de entrada em território nacional, que foram remetidos à Autoridade Tributária (AT) e à Agência para a Integração Migrações e Asilo (AIMA). Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Albufeira.

    A GNR aproveitou para relembrar a importância deste tipo de fiscalização, uma vez que uma edificação pré-fabricada, casa de madeira, mobile home, contentor, caravana ou outra solução similar, não deixa de estar sujeita a prévio licenciamento urbanístico, independentemente da construção ou instalação em causa poder ser retirada e mudada para outro local.

    A operação contou com o reforço do Destacamento Territorial de Albufeira, do Destacamento de Intervenção (DI) e da Investigação Criminal (IC) do Comando de Faro, da Unidade de Ação Fiscal (UAF), através do Destacamento de Ação Fiscal (DAF) de Olhão e da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF), através do Destacamento de Olhão, e ainda com o apoio da Autoridade Tributária, Proteção Civil de Albufeira, Ação Social de Albufeira, Segurança Social.