Etiqueta: Mértola

  • Formôa levanta processo ao transvase no Pomarão

    Esta iniciativa surge em resposta à aprovação condicionada do projeto pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que autorizou a transferência de água com restrições específicas, como a captação apenas entre outubro e abril, limitada a 30 hectómetros cúbicos anuais, para salvaguardar o caudal ecológico do rio.

    A “Amigos da Formôa”, escreve o Observador, expressa preocupações significativas quanto aos potenciais impactos ambientais e sociais do projeto, incluindo a possível salinização do estuário do Guadiana e efeitos adversos nas comunidades locais.

    Estas preocupações são partilhadas por outras organizações, como a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, que contesta o projeto, argumentando que o aumento da oferta de água não deve servir consumos insustentáveis.

    De acordo com o Jornal do Algarve o projeto de transvase, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência com um investimento superior a 61 milhões de euros, visa reforçar a disponibilidade hídrica no Algarve, região frequentemente afetada por escassez de água.

    No entanto, enfrenta oposição de várias entidades que alertam para os riscos ambientais e questionam a sua sustentabilidade a longo prazo.

    A ação judicial da “Amigos da Formôa” reflete a crescente preocupação da sociedade civil em relação à gestão dos recursos hídricos e à necessidade de equilibrar o desenvolvimento regional com a preservação ambiental.

    O desfecho deste processo poderá estabelecer precedentes importantes para futuros projetos de captação e transferência de água em Portugal.

  • Cimeira Ibérica deixa tensões sobre a água e ferrovia

    Este encontro realizado em Faro, como noticiámos, abordou soluções para as controvérsias que surgem em torno da transferência de água, especialmente considerando as diferentes perspetivas dos agricultores e das comunidades locais.

    Descontentamento dos Agricultores Alentejanos

    A transferência de água do Alentejo para o Algarve tem gerado descontentamento entre os agricultores alentejanos. Eles expressam preocupações sobre como isso poderia impactar suas colheitas e a sustentabilidade a longo prazo da agricultura na região. A gestão cuidadosa dos recursos hídricos é fundamental para garantir a produção agrícola e a segurança alimentar, algo que os agricultores desejam que seja considerado nas discussões.

    Reações na Província de Huelva

    O acordo estabelecido na cimeira apresenta três regimes de uso e volumes, permitindo que, em períodos secos, se possam utilizar por captura 30 hectómetros cúbicos por ano, em períodos intermédios 60; e, nos períodos chuvosos, o volume das bacias hidrográficas não é limitado, chegando até onde Huelva pode bombear.

    A Associação das Comunidades de Regante de Huelva, Huelva Riega, entende que o caudal representa, agora, um máximo de 42 hectómetros cúbicos por ano.

    Em declarações prestadas ao Huelva Información, dizem que «agrava a situação do sistema hídrico de Huelva por ser um volume total insuficiente para os utilizadores de água – consumo humano, agricultura, indústria e turismo – e não tem em conta o défice de 80 hectómetros cúbicos que a província tem».

    Porém permite que seja consolidada a utilização de Bocachanza, uma captação à saída da barragem do Chança, que bombeia água para Huelva e cuja utilização foi interdita no acordo de Albufeira.

    Por outro lado, o novo acordo permite – e, portanto, reconhece – a utilização do sistema de bombagem de Bocachança entre os meses de outubro e abril sem ter de estar em situação de necessidade, como tem vindo a acontecer até agora. A entidade considera ser “uma boa notícia”, «porque consolidamos a utilização de Bocachanza para o sistema de Huelva».

    O risco de se fazer um acordo que envolvesse esta captação sempre foi um cavalo de batalha das organizações ecologistas que velam pela saúde ecológica do rio.

    Quanto à ferrovia é notório o descontentamento pelo calendário de construção das ferrovias desejadas para unir Faro e Huelva.

  • Programa da XV Feira da Caça de Mértola

    Entre as principais atrações, destacam-se a Demonstração de Cobro na Água com Retrievers, a Demonstração com Cães de Rasto de Sangue, o Concurso de Pombos de Vara e a Exposição de Avifauna. A exposição fotográfica «#AlimentadasPorCaçadores» também será um dos destaques, realçando o trabalho dos caçadores em prol da biodiversidade.

    O parque exterior contará com um lago de maiores dimensões. A autarquia explica que este lago é capaz proporcionando um espaço ideal para observar fauna aquática e assistir a demonstrações com raças de cães de caça.

    Os visitantes podem explorar exposições de fauna viva, matilhas de caça maior, viaturas 4×4 e um ecossistema único recriado com materiais reciclados.

    O parque de demonstrações incluirá atividades como tiro ao alvo com arco e besta, demonstrações de cães coelheiros, demonstrações de falcoaria e muito muito mais.

  • Mértola faz a XV Feira da Caça

    A câmara municipal de Mértola anunciou a realização para os dias 25 a 27 de outubro, no Pavilhão Multiusos Expo Mértola da XV Feira da Caça.

    Uma vez mais celebra um evento que classifica de imperdível por celebrar a paixão, a tradição cinegética, a natureza e a biodiversidade.

    O certame, tem vindo a afirmar-se como um dos principais do setor e visa promover as «potencialidades turísticas e económicas da região, atraindo entusiastas e visitantes de todo o país».

    Na edição de 2024, os visitantes terão a oportunidade de participar em diversas novidades, como a Demonstração de Cobro na Água com Retrievers, a Demonstração com Cães de Rasto de Sangue, o Concurso de Pombos de Vara.

    Vai também apresentar uma exposição com fotografias de alta resolução de espécies captadas no concelho de Mértola, intitulada de «AlimentadasPorCaçadores», com o objetivo de realçar o trabalho que os caçadores exercem 365 dias por ano em prol da biodiversidade

    A XV Feira da Caça terá também novidades na organização do parque exterior, que contará com um lago com uma dimensão superior, proporcionando um espaço ainda mais alargado para os visitantes observarem alguma fauna aquática e demonstrações com raças de cães de caça.

    Estas iniciativas prometem enriquecer o evento, oferecendo momentos de grande interesse para todos os entusiastas de caça e natureza.

    Os visitantes podem explorar diversas exposições, que incluem fauna viva, matilhas de caça maior, viaturas 4×4, um ecossistema recriado com materiais reciclados entre muitas outras atividades e animações.

    O parque de demonstrações de atividades cinegéticas incluirá ainda tiro ao alvo com arco e besta, uma demonstração de cães coelheiros e a já tradicional demonstração com falcões.

    Durante os três dias da feira, estarão disponíveis várias jornadas de caça, como o Campeonato de Caça de Salto, a Prova de Santo Huberto, largadas de caça menor e duas montarias de caça maior.

    Para os amantes da natureza, atividades como BirdWatching e percursos de observação de fauna e flora em territórios cinegéticos complementam o programa, permitindo uma experiência enriquecedora em contacto com a riqueza natural da região.

    Adicionalmente, todos os visitantes terão a oportunidade de se habilitar a ganhar dezenas de prémios relacionados com caça, bastando para isso adquirir o bilhete de entrada pela módica quantia de 1€, releva ainda a autarquia.

  • Todo o Alentejo a Caminhar

    O Festival é promovido pela Entidade Regional de Turismo ao Alentejo e Ribatejo, tendo por objetivo dinamizar a plenitude da rede de percursos pedestres, reforçando a região enquanto Destino de Caminhadas.

    Nos primeiros dias do Festival, realiza-se a «Conferência de Turismo de Passeios Pedestres», Montemor-o-Novo – 10 outubro, a organização de um Percurso Pedestres Promocional de grande participação, Arraiolos – 12 de outubro, e ainda um passeio pedestre em Cabrela – 13 de outubro) sob a temática Turismo Literário.

    No fim de semana seguinte, nos dias 19 e 20 de outubro, acontece a iniciativa «TODO O ALENTEJO A CAMINHAR» com a organização de caminhadas em simultâneo, por todos os municípios do Alentejo.

    Com este novo Festival, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, pretende dinamizar e promover o Turismo de Caminhada no Alentejo através da valorização dos percursos pedestres da região.

    O objetivo é incentivar a descoberta da «rica biodiversidade, cultura e património da região, e proporcionando experiências de bem-estar e conexão com a natureza para os participantes».

  • Espirito Santo, Mértola, em festa

    Começam hoje as festas organizadas pela junta de freguesia do Espírito Santo, concelho de Mértola, logo às 21:30 horas.Vai haver baile com Cláudio Rosário.

    Amanhã, sábado, às 8:30 horas,realiza-se a Feira da Aldeia. A iniciativa inclui, ainda, uma caminhada, uma mostra de cozinha e concurso doces tradicionais. A animação de rua estará a cargo do Trio Alvoroço, Calema e Vento Sul, Etnográfico de Santo António de Arenilha, Cantadores do Alentejo. Fecha com baile com Manuel João.

    O encerramento das festas é no domingo com missa e procissão, a partir das 18:00 horas. Na noite, António Manuel faz o baile.

  • Domingo é Dia do Caçador em Mértola

    Esta é uma das relizações mais aguardadas pelos caçadores do concelho de Mértola, depois dos bons resultados alcançados na edição de 2023, segundo informou a autarquia.

    O «Dia do Caçador» inclui um variado programa de atividades ao longo do dia, com destaque para as «caçadas aos pombos torcazes, caçadas aos patos e as caçadas de salto aos coelhos».

    O evento tem por objetivo principal proporcionar um encontro enriquecedor entre caçadores naturais e residentes do concelho de Mértola, oferecendo-lhes a oportunidade de participar em caçadas e promover a troca de ideias e experiências que visam o desenvolvimento do setor.

    No final das caçadas, os caçadores têm a oportunidade de se reunirem ao almoço, permitindo desta forma a troca de ideias acerca do estado atual do setor, a partilha de experiências nas suas zonas de caça e a promoção da camaradagem entre os amantes da caça.

  • Abre a Porta do Vale do Guadiana

    O interior das salas dos dois edifícios entretanto recuperados terá patente um conjunto de painéis expositivos sobre os ecossistemas ribeirinhos associados ao Rio Guadiana, bem como às artes e à comunidade piscatória da Vila de Mértola.

    Segundo a ADPM, Associação de Defesa do Património de Mértola, pretense-se aproximar os visitantes ao património cultural e natural, transmitindo conhecimento de uma forma simples, num local propício à observação do Rio Guadiana, tendo sido criado ainda, um percurso sonoro que complementa os conteúdos da exposição.

    A iniciativa é promovida pela ADPM no âmbito do UÁDI ANA – projeto de Valorização Turística do Parque Natural do Vale do Guadiana, cofinanciada pelo Fundo Ambiental, e com a parceria de entidades como o ICNF, a Câmara Municipal de Mértola e a Câmara Municipal de Serpa.

  • Fátima Palma fala das escavações na Mesquita

    A recente entrevista de José Serrano, ao Diário do Alentejo, com Maria de Fátima Palma, arqueóloga e coordenadora científica do projeto Iacam, que, com a devida vénia, resumimos e partilhamos com os nossos leitores, revelou detalhes fascinantes sobre a quarta campanha de escavações na aldeia da Mesquita, em Mértola.

    O projeto, uma colaboração entre a Universidade de Granada e o Campo Arqueológico de Mértola, trouxe à luz novos dados que enriquecem o entendimento do local.

    Foram identificadas três fases distintas: uma necrópole do século X com sepulturas cristãs, uma casa medieval islâmica do século XII ao XIII com um pátio central e vários compartimentos, e uma necrópole do século XVI próxima à ermida de Nossa Senhora das Neves.

    Estes achados sublinham a importância da Mesquita como um sítio de valor arqueológico e histórico, fornecendo uma janela para o passado da região e reforçando o vínculo da comunidade com sua herança cultural.

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