Etiqueta: Poesia

  • Barquinhos de poemas rumo ao Guadiana

    No dia 27 de dezembro, em Barriada de Canela, a poesia correu por terra, mar e ar nas terras do Baixo Guadiana., com o tradicional almoço de despedida do ano, onde pasrticiparam os «Poetas do Guadiana» das duas margens do rio.

    Qualidade humana, portas e as janelas sempre abertas caso, com o Ano Novo, para dar uma volta pelos poemas de sempre e pelos novos.

    Fotos A. Cipriano Cabrita e José Luís Nascér

  • Faleceu o poeta Tito Olívio Henriques

    Tito Olívio Henriques, engenheiro, sociólogo, poeta e escritor, faleceu aos 93 anos, depois de uma carreira diversificada e ter sido uma figura de relevo nas Letras algarvias, desde os anos 60.

    Sessenta foram as obras que publicou, tendo recebido mais de uma centena de prémios literários, tendo merecido também reconhecimento em várias medalhas de mérito e homenagens por seu trabalho social e cultural.

    O Rotary Club de Faro instituiu um prémio de poesia Tito Olívio em sua homenagem, incentivando a produção literária e homenageando sua contribuição à cultura.

    Em 2020, a Ordem dos Engenheiros atribuiu-lhe o Prémio Carreira pelos seus mais de 60 anos dedicados à engenharia civil.

    Tito Olívio Henriques é conhecido por várias obras, mas uma das mais destacadas é a sua coleção de poesia publicada através do projeto Cadernos de Santa Maria1Este projeto, iniciado em 1987, inclui uma série de publicações não periódicas que ganharam notoriedade e reconhecimento na literatura portuguesa1.

    Poema de Tito Olívio
    poesia

    À família enlutada e aos seus leitores, a direção de FOZ – Guadiana Digital, apresenta as mais sentidas condolências.

    …/jec

  • Faro celebra centenário de António Ramos Rosa

    Natural de Faro, nascido a 17 de outubro de 1924, onde frequentou os estudos secundários, António Ramos Rosa cedo rumou a Lisboa, onde trabalhou como empregado de escritório, tradutor e professor.

    Por iniciativa do Município de Faro e da associação A Tal Emersa, o seu centenário será celebrado ao longo de dois dias com um programa especial que incluiu a exposição “António Ramos Rosa e a Interrogação do Real”.

    A inauguração está prevista para as 17:30 do dia 16 de outubro, e uma jornada de trabalho com conferências, mesas-redondas e recital de poesia, a partir das 9 horas do dia 17 de outubro, sempre na Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa.

    António Ramos Rosa tem o seu nome ligado a publicações literárias dos anos 50. Foi cofundador da revista Árvore (1951-1953) e participou na Cassiopeia e nos Cadernos do Meio-Dia. Estes primaram não só por uma postura de isenção relativamente aos diversos feixes estéticos que atravessam aquela década (legado surrealista e evolução da poesia neorrealista, entre outros), como por um critério de respeito pela qualidade estética dos trabalhos literários publicados.

    Viveu intensamente a vitória dos Aliados, aquando do término da II Guerra Mundial e desenvolveu uma importante atividade nos domínios da teorização e da criação poética.

    Complementarmente, Ramos Rosa colaborava com textos de crítica literária na Seara Nova e no Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas.

    É no primeiro número da Árvore, onde garante a participação dos poetas António Luís Moita, José Terra, Luís Amaro e Raul de Carvalho, que subscreve o texto “A Necessidade da Poesia”, apontando como princípios imperativos da publicação a liberdade e a isenção (“Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas.”), postergando apenas da aventura poética a “gratuitidade como intenção“, posto que a poesia decorre de uma “superior necessidade […] tanto no plano da criação como no da demanda social” (ibi., p. 4).

    Como poeta, estreia-se em 1958 no jornal «A Voz de Loulé» com o poema “Os dias, sem matéria” e na coletânea “O Grito Claro”, n.º 1 da coleção de poesia «A Palavra», editada em Faro e dirigida pelo seu amigo e também poeta Casimiro de Brito. Seria apenas o primeiro de uma obra poética que ultrapassa os cinquenta títulos.

    É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Estava assim lançado o movimento da moderna poesia portuguesa onde o autor circulava. 

    Ramos Rosa foi distinguido com numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988, o Prémio Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT – Correios de Portugal em 1989, pela recolha “Acordes”, e em 2006, pelas obras “Génese” e “Constelações”, que estão igualmente na base da atribuição do Prémio Luís Miguel Nava, no mesmo ano; em 1990, o Grande Prémio Internacional de Poesia, no âmbito dos Encontros Internacionais de Poesia de Liège; em 1992, o Prémio Jean Malrieu, para o melhor livro de poesia traduzido em França, e o Prémio Municipal Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa (Prémio de Poesia), pela obra “As armas imprecisas”; e, em 2005, o Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen (Prémio de Poesia), São João da Madeira, pela obra “O poeta na rua. Antologia portátil”.

    A 10 de Junho de 1992 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e a 9 de Junho de 1997 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2001, o seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Faro. Em 2003, a Universidade do Algarve, atribui-lhe o grau de Doutor Honoris Causa.

    Considerado um dos grandes poetas portugueses da atualidade, a sua atitude crítica perante a sua própria palavra, fez dele um dos mais esclarecidos críticos portugueses contemporâneos. 

    Faleceu a 23 de setembro de 2013, em Lisboa, tendo doado todo o seu espólio literário à Biblioteca Nacional de Portugal.

    No âmbito da sua Missão e das atribuições no domínio da Cultura, a CCDR do Algarve, I.P. congratulou-se com esta iniciativa, que considera meritória, eevoca a memória de um dos mais distintos algarvios e a obra de um nome maior da Poesia do Século XX.

  • José Carlos Barros em Lagoa

    A Biblioteca Municipal de Lagoa prossegue, no próximo dia 25 de setembro, pelas 18h00, com a rúbrica «Celebrando a Liberdade», um ciclo de palestras literárias que se está a realizar ao longo de 2024.

    O tema desta sessão é As Palavras, o Mundo e tem como convidado o escritor e erquiteto Paisagista José Carlos Barros. A apresentação ficará ao cuidado de Maria Luísa Francisco, e a entrada é livre.  

    José Carlos Barros é arquiteto Paisagista pela Universidade de Évora e vive em Vila Nova de Cacela. Foi director do Parque Natural da Ria Formosa e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    É autor de três romances, tendo vencido o Prémio LeYa com As Pessoas Invisíveis (Abril de 2022). O seu mais recente livro, Taludes Instáveis – Poemas Escolhidos, Publicações Dom Quixote, Março de 2024,, reúne doze títulos de poesia publicados entre 1984 e 2023.

     O ciclo de palestras literárias «Celebrando a Liberdade» pretende criar cumplicidade entre os diferentes convidados(as) e os leitores, assim como, assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril.   

    O acesso é livre, apenas limitado à lotação existente.   

  • Pedro dos Santos ganha prémio de poesia

    O poeta eborense Pedro Dos Santos foi, recentemente, galardoado com o prémio “Trofeo de Oro” pelo grupo de poesia virtual Poesías Que Rebelan tu Alma, do Paraguai, revela site odigital.sapo.pt

    A distinção foi atribuída ao poema «Olhar e Mágico luar», pela riqueza do conteúdo e figuras de estilo.

    O poema vencedor será incluído na coletânea «(Re)Começo», que reunirá trabalhos premiados do autor entre 2023 e 2024. O lançamento do livro está previsto para 2024/2025, em Évora.

    O «Trofeo de Oro» é um prémio honorífico concedido a trabalhos literários em diversas línguas, avaliados e selecionados por um grupo de poetas paraguaios.

    O grupo recebe centenas de trabalhos a cada dois dias e premia apenas os melhores.