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  • Também em Huelva há regozijo pelo fim das portagens

    Os habitantes da província de Huelva estão satisfeitos pela eliminação das portagens na Via do Infante, não apenas pelas que tinham de pagar para visitarem o Algarve, mas também pelas que os algarvios pagavam para os visistar.

    Em declarações prestadas ao Huelva Información, o presidente da câmara municipal de Ayamonte, Alberto Fernández, afirmou celebrar este acontecimento e considera que tal ajudará a livre circulação entre as duas regiões vizinhas, eliminando uma espécie de direito alfandegário que vinha a ser suportado.

    «Nos últimos dias temos ouvido dizer que os Estados Unidos querem colocar tarifas sobre alguns produtos espanhóis, porque a portagem é, no fundo, também uma tarifa, porque uma pessoa de Faro que quer vir a Ayamonte almoçar, além da gasolina, tem de pagar um preço acrescido, quando a autoestrada é uma infraestrutura que foi feita com fundos europeus, portanto, nunca fez sentido que esse pedágio tivesse sido implementado», acrescentou em áudio enviado aos media.

    Salientou que este fluxo de pessoas vai ajudar muito, tanto o Algarve como Ayamonte, do ponto de vista comercial, turístico, social ou cultural e vão ser recuperadas as relações comerciais e turísticas que historicamente tivemos entre os dois lados do Guadiana.

    Lembrou também Alberto Fernandez aquelas empresas que ou compram produtos em Portugal que se vendem em Espanha ou compram produtos em Espanha que se vendem em Portugal e são transportadoras de mercadorias, estão a pagar uma tarifa, o que encarece o preço desse produto.

    Foram abolidas no passado dia 2 de maio pela a Assembleia da República as portagens nas antigas autoestradas SCUT – Sem Custos para o Utilizador – onde a portagem era paga pelo Estado.

    O sistema de autoestradas SCUT foi criado em 1997 em Portugal e o custo foi suportado pelo Estado em regime de portagem virtual até 2011, quando a cobrança foi imposta a todos os usuários que usam essas estradas, por meio de um sistema eletrônico.

    Fonte: Huelva Información

  • Buzinão celebrará fim das portagens na Via do Infante

    A ação prevista ocorrerá em dois períodos, das 10:00 às 12:00 horas e das 16:00 às 18:00 horar, abrangendo entradas e saídas das cidades do Algarve, acessos à A22 e ao longo da via.

    O movimento visa celebrar a eliminação das portagens, impostas há 13 anos, mas também reforçar a continuidade da luta. A CUVI exige a remoção dos pórticos ao longo da A22, argumentando que sua permanência representa uma tentação para possíveis reintroduções de cobranças.

    A CUVI também defende a revogação do contrato de concessão da via, que classifica como «ruinoso e sem contrapartidas», responsável por prejuízos ao Estado.

    Segundo a comissão, este contrato beneficiou desproporcionalmente a concessionária privada ao longo de mais de uma década.

    A mobilização encerra um ciclo de 14 anos de luta contra as portagens, marcada por protestos, buzinões, marchas lentas e outras ações realizadas em parceria com a sociedade civil e entidades regionais.

    «O Algarve nunca aceitará novamente portagens e combaterá qualquer tentativa de sua reintrodução», reforça a CUVI.

    A data simbólica para o buzinão coincide com o início de uma nova etapa para a região, após a aprovação da Lei n.º 37/2024, que decretou o fim das portagens, considerada pela comissão como uma «dívida histórica para com o Algarve».

  • Portaria já saiu mas portagens continuam

    Foi registada ontem no Diário da República a lei que elimina as taxas de portagem nos lanços e sublanços das autoestradas do Interior e em vias onde não existam alternativas que permitam um uso com qualidade e segurança.

    Assim, além da Via do Infante, no Algarve, vão acabar as portagens nas seguintes autoestradas do País: A4 – Transmontana e Túnel do Marão; A13 e A13-1 – Pinhal Interior; A23 – Beira Interior; A24 – Interior Norte; A25 – Beiras Litoral e Alta; e A28 – Litoral Norte, nos troços entre Esposende e Antas, e entre Neiva e Darque.

    A lei só entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2025. Até lá, todos pagam.